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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Censo Escolar: matrículas no ensino médio estão estagnadas


O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta sexta-feira os dados completos do Censo Escolar de 2012 no Diário Oficial da União. Os dados mostram que o número total de matrículas no ensino fundamental caiu 2,2%, de 30,3 para 29,7 milhões de alunos. No ensino médio foi registrada queda de 0,3%, o que manteve os dados praticamente estáveis, com a redução de 23 mil matrículas num universo de mais de 8 milhões.
Entre os avanços em relação ao censo do ano passado está o crescimento do ensino integral no nível médio e no nível fundamental, nas redes estaduais e municipais. A alta foi mais expressiva nas áreas rurais, onde o número de matrículas saltou de 81.155 para 125.634 nos anos iniciais do ensino fundamental, e de 52.010 para 82.087 nos anos finais, um crescimento de 54,8% e de 57,8%, respectivamente. O ensino médio em tempo integral nas zonas rurais cresceu 34%, com uma evolução de 10.675 matrículas para 14.369.
Nas áreas urbanas, o número de matrículas do ensino integral cresceu mais em números absolutos, mas foi menos acelerado em termos relativos, na comparação com as áreas rurais.
Os anos iniciais do ensino fundamental nas escolas municipais e estaduais tinham 962.121 alunos em 2011 e, em 2012, passaram a ter 1.139.542 (18,4%). Já as matrículas nos anos finais cresceram de 530.584 para 702.858 (32,4%). No ensino médio, a alta chegou a 33,7%, passando de 162.830 para 217.830 matrículas. [Fonte: Terra]

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

FHC se diz contra 100% dos royalties para a educação


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fez nesta quarta-feira críticas ao rumos que o atual governo vem dando ao País e disse que o Brasil precisa de uma "sacudida forte" para sair do que classificou como uma inércia
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A nova proposta da divisão dos royalties oriundos da produção de petróleo prevê que 100% desses recursos terão que ser investidos na educação. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta quarta-feira discordar desse ponto de vista. Para ele, a maior parte dos royalties deve ser repassada para a melhoria do sistema educacional, mas outras áreas que ele disse considerar vitais para o desenvolvimento do País não podem ser esquecidas.
“Acho que educação não se resolve só com dinheiro, mas dinheiro é necessário. Não diria para dar tudo para a educação, mas uma parte importante. Os royalties são bons para se projetar o futuro, que envolve educação, meio ambiente, ciência e tecnologia. Isso é futuro também”, afirmou, após participar de almoço na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
FHC, que implementou uma política de privatização durante seus oito anos de governo, revelou ser contrário à presença da iniciativa privada na educação. Ele fez apelo para que o País volte a fazer grandes debates para planejar o futuro. “Precisamos voltar a discutir os temas nacionais, o que queremos para o futuro. Educação não se resolve com privatização”, observou.
O ex-presidente defendeu que o conteúdo ensinado nas escolas seja revisto. Segundo ele, mesmo diante de uma possível resistência inicial por parte de professores, pais e alunos, é necessário que se leve a ideia em frente.
“O que nós ensinamos, será que é isso que as pessoas querem aprender? Será que não precisamos de uma reforma mais profunda, de quase uma revolução no conteúdo e no modo como se ensina?”, comentou. “Isso é tarefa que vai ter que enfrentar sindicato, incompreensão de pais e alunos, terá que haver um debate, porque ninguém sabe realmente para que rumo, substantivamente, que temos que levar as mudanças mais profundas”, complementou.[Fonte: Terra]

Dilma: educação de qualidade é prioridade do governo para 2013


A presidente Dilma Rousseff  disse que a educação de qualidade é uma de suas prioridades no governo para 2013. Segundo ela, todo o dinheiro do projeto de distribuição dos royalties do petróleo deveria ser destinado à Educação. Para Dilma, os rendimentos do pré-sal serão investidos nessa área. A presidente fez a declaração durante um discurso, na manhã de hoje, em Palmas-TO, em cerimônia de formatura de estudantes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
A presidente disse que a meta até 2014 oferecer oportunidades de formação profissional gratuita a oito milhões de estudantes em todo Pais, com 39 mil vagas são para o Tocantins. "Tenho muito orgulho de estar aqui com os mais 4 mil alunos, pois todos eles têm entre 16 e 18 anos e a gente sabe o que é o inicio da vida. Por isso eu fico muito feliz em saber que nós temos aqui uma vida exito. Sabemos também que isso é o Brasil moderno, porque nós estamos fazendo cursos para agricultura", frisou.
Afirmando ainda que o Pronatec é um dos melhores programas de seu governo. "Esse programa tem pouco mais de um ano e nesse um ano e meio nós alcançamos mais de 2 milhões de jovens”. Para o Pronatec Rural serão dez mil novas vagas destinadas ao estado. Nesse ano foram atendidos 25 mil jovens em todo país. A meta é que em 2013, sejam 50 mil, conforme a presidente. A primeira visita da presidente ao Tocantins foi para entregar certificados a cinco mil formandos da primeira turma do programa.
O governador do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB), citou que a Educação é uma forte aliada no combate à criminalidade e ainda disse estar feliz com a parceria no programa. "Estamos felizes com sua presença, bem vinda à terra do desenvolvimento", completou.
O estudante da zona rural do município de Pedro Afonso, Samuel Mota, 17 anos, recebeu o certificado pelo curso de Bovinocultura e afirmou estar satisfeito com os conhecimentos adquiridos no curso, os quais poderão ser aplicados no seu dia a dia. “Posso desenvolver o que aprendi lá na fazenda e sei que isso ajudará muito em nossas atividades”. Mota ainda confessou estar emocionado com a certificação. “Receber esse diploma da mulher mais importante do país me deixou bastante feliz”.
Programa
Por meio do programa Brasil Profissionalizado, criado para fortalecer as redes estaduais de educação profissional e tecnológica, foram firmados convênios, até o fim deste ano, de R$ 35,26 milhões para execução de obras e aquisição de recursos pedagógicos no Tocantins. Outros R$ 4,7 milhões são aplicados na construção de 48 laboratórios, que serão entregues em 2013. O governo federal também repassou recursos para a ampliação e reforma de dez escolas municipais. [Fonte: Terra]

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MEC divulga lista de cursos que terão vestibular suspenso


O Ministério da Educação publicou hoje (19) no Diário Oficial da União a lista de cursos superiores que não alcançaram resultados satisfatórios no Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 2008 e de 2011, e sofrerão medidas cautelares, entre elas a suspensão do ingresso de novos alunos.
A publicação divide os cursos em dois grupos: os 112 que melhoraram a nota entre 2008 e 2011, e por isso são considerados de tendência positiva, e os 88 que pioraram, classificados como de tendência negativa. Ontem o MEC  anunciou se tratar de 207 cursos. No entanto, segundo o ministério, os outros sete cursos seriam da Universidade São Marcos, de São Paulo, que já foram descredenciados em março e por isso não aparecerem na lista.
Aos cursos de tendência positiva está aberta a possibilidade de reverter a suspensão do vestibular ainda em 2013, se seguirem as regras definidas pelo MEC para se reabilitar. Já os de tendência negativa não poderão abrir processos seletivos no ano que vem.
Todos os cursos deverão assumir um protocolo de compromissos com o MEC, criar uma comissão para acompanhar esse protocolo e definir prazos e metas para melhorar a qualidade do ensino. O Inep fará avaliações in loco ao fim do prazo, e as instituições que não cumprirem o compromisso estabelecido poderão ter a autorização de funcionamento cassada.
O Diário Oficial da União traz ainda a lista de todos os cursos que tiveram CPC negativo em 2011. [Fonte: Terra]

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa destacam leitura


O secretário de Educação Básica do MEC, César Callegari, entrega a medalha ao aluno Jhonatan Kepim e ao seu professor, Alan Francisco, de Rondônia. Eles receberam a medalha na categoria Memórias Literárias - Foto: Agência Brasil
Com os versos ''O sertanejo anseia/ Uma visita em nossa terra, Faz as honras da casa/ E ansioso espera/ São José intercede/ E o povo reza'' do poema Ô de Casa?!, o aluno Henrique Douglas, 12 anos, do município de José da Penha (RN), ganhou um dos prêmios da Olimpíada de Língua Portuguesa. O estudante contou como é ser o filho de um vaqueiro e viver no sertão nordestino. A competição premiou, nesta segunda-feira, 20 estudantes e seus professores nas categorias Poemas, Crônicas, Memórias Literárias e Artigo de Opinião.
''Demorei um bom tempo para construir o meu poema, a professora treinava muito. Em casa, minha mãe me incentivou a caprichar. Acho que o prêmio vai estimular os meus colegas a ler e estudar muito. Estou muito contente'', comemorou Henrique, um dos cinco vencedores na categoria Poema.
A professora de Henrique também comemorou a vitória na premiação. Simone Bispo foi finalista nas duas edições anteriores, com medalhas de bronze e prata. Segundo ela, é no resultado positivo da competição que encontra forças para driblar os obstáculos da profissão. ''É difícil. Algumas pessoas não acreditam no desempenho das crianças e alguns alunos não querem estudar. É preciso ter muita persistência e compromisso com a leitura e a escrita'', diz Simone.
Jhonatan Oliveira Kempim, 13 anos, um dos vencedores na categoria Memórias Literárias, foi inspirado pela comunidade indígena de Espigão do Oeste, em Rondônia, onde mora. Autor do texto O Tempo, o Chiado e as Flechas, o aluno contou como dois índios se assustaram com o chiado da panela de pressão e mataram um garotinho da região, acreditando que se tratava de um invasor.
Para Alan Francisco Gonçalves Souza, professor de Jhonatan e mais 65 alunos, a conquista ''deu muito trabalho''. ''Chegamos a refazer o material em sala de aula mais de dez vezes. Tivemos vários problemas, o material da Olimpíada não chegava em nossa escola, tivemos que usar o que estava disponível na internet, mas o resultado é muito gostoso, ver os alunos animados'', disse Alan, que conquistou o prêmio pela primeira vez.Ao todo, a Olimpíada reuniu em Brasília 152 semifinalistas e teve a participação de quase 3 milhões de alunos do 5º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio de escolas públicas. Todos os semifinalistas receberam tablets.
Alunos e professores vencedores distribuídos em 13 estados brasileiros receberam medalha, um notebook e uma impressora. As escolas dos participantes também recebem dez computadores cada, um projetor multimídia, um telão para projeção além de livros para a biblioteca. Confira a lista dos vencedores.
A Olimpíada da Língua Portuguesa é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC) e a Fundação Itaú Social, sob a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). O objetivo da competição é influenciar na melhoria do ensino da leitura e da escrita, com ações de formação continuada para professores de 5º e 6º anos do ensino fundamental e orientar a produção de textos dos alunos da rede pública. [Fonte: Terra]

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Currículo pode ter mais duas disciplinas obrigatórias


Aprovado no Senado, o projeto de lei que prevê a inclusão de duas novas disciplinas obrigatórias (Cidadania Moral e Ética, no ensino fundamental, e Ética Social e Política, no médio) já está causando polêmica antes de ser votado na Câmara de Deputados. Os defensores da proposta do senador Sérgio Souza (PMDB-PR) argumentam que a atual crise de valores e o cenário de corrupção justificam a necessidade dos conteúdos. Mas educadores ouvidos pelo GLOBO são contra, alegando principalmente que a grade curricular do ensino básico já está saturada.

O próprio Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) reprovam a iniciativa. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, frisa que as escolas públicas já têm 13 disciplinas obrigatórias.

- A sobrecarga não contribui para o aluno ter foco nas disciplinas essenciais, que são Matemática, Língua Portuguesa e Ciências.
Presidente do Consed, Maria Nilene Badeca da Costa diz que os dois órgãos trabalham juntos na reformulação da Educação básica. Para ela, a inclusão das disciplinas inviabilizaria o projeto político pedagógico das escolas.
- Os currículos escolares já estão sobrecarregados, não há disponibilidade de espaço na matriz curricular. Não é necessário alterar a legislação. O Consed acredita que a experiência educacional já indica fortemente conteúdos relativos à ética, à cidadania e à política - defende Maria Nilene.
De acordo com o Consed, esses conteúdos devem ser tratados de modo integrado com o currículo escolar, como eixos transversais, permeando a formação dos estudantes em todos os componentes curriculares existentes.
Mas o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) defende sua proposta. Ele cita um levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial, com 60 países, que colocou o Brasil na 50ª posição no ranking de corrupção, e no 55º lugar na ineficiência da Justiça. Questionado se o projeto não seria um mea culpa por parte da classe política, Souza rebate:
- Se formarmos cidadãos conscientes para serem representantes, eles irão para a política com propósitos diferentes, que não sejam voltados ao próprio interesse econômico. O cidadão já é corrupto no momento em que quer levar vantagem na fila do pedágio ou do mercado. A cultura brasileira tem isso de ser país do jeitinho, é vergonhoso.
Por isso, o senador defende a implantação de uma política educacional voltada para a formação moral e ética preparando os jovens para o exercício responsável da cidadania. Souza contesta os argumentos da falta de tempo e espaço no currículo:
- Com a proposta de período escolar integral, essa justificativa cai por terra. Antes de discutirmos se há espaço, temos que discutir se é importante.
Os argumentos não convencem a relatora das diretrizes curriculares no Conselho Nacional de Educação, Regina de Assis, que endossa as críticas.
- Isso é desconhecimento de currículo. Não vejo necessidade de incluir mais duas disciplinas para se teorizar sobre isso. Já faz parte das metas curriculares e dos projetos político-pedagógicos. Desde a creche tem que se ensinar a ética a partir de valores e da prática - diz Regina, doutora em educação.
Victor Notrica, presidente do Sindicato dos Professores de Escolas Particulares do Rio de de Janeiro, lembra que o conteúdo proposto pelas novas disciplinas já é trabalhado pelos professores. Ele ressalta a dificuldade de se cumprir o currículo atual nos 200 dias e 800 horas/ano obrigatórios por lei e levanta outro problema:
- Não sei se há docentes especializados para dar esses conteúdos em disciplinas específicas. Isso tudo faz parte do dia a dia escola. Os professores das ciências sociais, exatas e Língua Portuguesa já fazem uma abordagem de ética e cidadania. A inclusão obriga uma exclusão. Vai hipersaturar a carga horária dos estudantes e tumultuar ainda mais a grade curricular pelo excesso de conteúdo.
Alguns colégios cariocas alegam que já transmitem esses valores em outras disciplinas. O pH, por exemplo, tem a Aula de Vida para o ensino fundamental e de Atualidades para o médio. O São Bento ministra ensino religioso para os menores e teologia para os mais velhos. Diretora do São Bento, Maria Elisa Penna Firme lembra que a escola funciona das 7h30m às 17h30m.
- Já temos 15 disciplinas. Para entrar duas disciplinas, temos que tirar carga horária daquelas que já compõem o currículo. São temas importantes, mas que devem ser abordados dentro de Filosofia, Sociologia e Geografia - diz ela.
Rui Alves, diretor de ensino da rede pH, é menos refratário. Se a proposta virar lei, o colégio adaptará o conteúdo trocando os nomes das matérias:
- São disciplinas importantes para a formação dos alunos. A grande preocupação é contornar essa situação dentro da grade desses segmentos.
Secretária municipal de Educação, Cláudia Costin também está preocupada com a carga horária.
- Enquanto não resolver a questão da carga horária, sou contra. Nas nossas 119 escolas com 7 horas diárias, estamos incluindo a disciplina Educação para Valores. Nas demais, com média de 4 horas de aula/dia, se entrar mais uma disciplina, vamos ter menos tempo para trabalhar Matemática, Português e Ciências, que têm se saído tão mal em rankings internacionais.
Um currículo em crescimento constante
Elaborado pelo senador Sérgio Souza, o projeto que prevê a inclusão das duas disciplinas no currículo tem como relator o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB). O texto, que ainda será submetido a votação na Câmara dos Deputados, não é o primeiro a propor mudanças curriculares na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996. A cada ano, a legislação vai crescendo junto com os currículos. A alteração mais recente aconteceu em abril deste ano, quando foram incluídos os princípios de proteção e defesa civil e a educação ambiental de forma integrada aos conteúdos dos ensinos fundamental e médio nas escolas.
Em 2008, a inclusão de Filosofia e Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio também gerou polêmica e até hoje é questionada.
- A inclusão de Sociologia e Filosofia já foi demais. Tem que haver um projeto de currículo nacional, com conteúdos mínimos necessários para se aprender em cada série, e alguns aspectos regionais, que podem variar de estado para estado - defende Rubem Klein, da Associação Brasileira de Avaliação Educacional.
Também em 2008, a música passou a ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo do ensino de Artes. No mesmo ano, tornou-se obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena em todo o currículo dos ensinos fundamental e médio, em especial em Artes, História e Literatura.
Um ano antes, o ensino fundamental passou a ter, obrigatoriamente, conteúdo sobre os direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Mais recentemente, em 2011, o estudo sobre os símbolos nacionais passou a ser incluído como tema transversal nos currículos do ensino fundamental. [Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MEC: avaliação aponta melhora do ensino superior no Brasil


Houve evolução na qualidade da educação superior brasileira nos últimos anos. A afirmação foi feita nesta quinta-feira pelo ministro Aloizio Mercadante, com base nos indicadores de qualidade da educação superior 2011. Foram avaliados no ano passado 8.665 cursos das áreas de ciências exatas, licenciaturas e áreas afins, bem como os cursos dos eixos tecnológicos de controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial, pertencentes a 1.387 instituições de ensino superior.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), os indicadores de qualidade do ensino superior levam em conta o o Índice Geral de Cursos (IGC), além do Conceito Preliminar de Curso (CPC). O cálculo do IGC inclui a média ponderada dos conceitos preliminares de curso e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por avaliar os programas de pós-graduação das instituições.
Já o CPC avalia o rendimento dos alunos, infraestrutura e corpo docente. Na nota do CPC, o desempenho dos estudantes conta 55% do total, enquanto a infraestrutura representa 15% da nota e o corpo docente, 30%. Na nota dos docentes, a quantidade de mestres pesa 15% do total, já dedicação integral e doutores representam 7,5% (cada) da nota.
O IGC 2011 avaliou 2.136 universidades, faculdades e centros universitários. Desse total, 50,6% tiveram conceito 3, considerado satisfatório. Dados divulgados pelo Ministério da Educação mostram ainda que 27% das instituições de ensino superior brasileiras tiveram conceito insuficiente no IGC em 2011.
Segundo Mercadante, o ministério será rigoroso na punição às instituições que se mantiveram em índices considerados insuficientes. O ministro prometeu divulgar as informações das universidades que não atingiram padrões mínimos na próxima semana. "Uma instituição que era 1 e continua 1 é inaceitável. Ponto. No ciclo de três anos, quem está estagnado analisaremos com muito rigor. Tomaremos medidas complementares, elas não só deixarão de ter acesso ao Prouni e ao Fies", disse.
Estes resultados compõem o primeiro ciclo completo dos indicadores de qualidade, evidenciando a evolução de 2008 a 2011, quando foram avaliados 18.346 cursos de 2.136 instituições.
"(Neste período) cai o número de instituições que estavam no nível 1, e cai fortemente o número de instituições que estavam em nível 2, o que é um ótimo indicador", analisou o ministro Aloizio Mercadante, ao lado do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa. "Também aumenta o nível 3 de forma significativa, aumenta muito o nível 4 e um pouco o nível 5. Ou seja, houve uma melhora generalizada na qualidade do desempenho das instituições por curso, quando analisamos de 2008 a 2011", salientou.
O resultado do CPC 2011 considerou 4.403 universidades - sendo 2.642 públicas e 1.761 privadas - além de 2.245 faculdades e 928 centros universitários. Atualmente, 53,9% das matrículas do ensino superior estão nas universidades, 30,9% nas faculdades e 13,7% nos centros universitários.
Segundo Mercadante, em todos os casos houve melhora significativa nos cursos de ensino superior. "A curva toda se desloca em direção à melhora na qualidade. Há uma série de medidas que estão surtindo efeito", pontuou o ministro.
De acordo com Mercadante, a avaliação do MEC induz a melhoria da qualidade nos cursos. O ministro ainda destacou a importância de políticas como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), já que as instituições precisam atingir nível acima de dois para receber esses programas. "Essas políticas educacionais fomentaram a melhoria da qualidade, quando associadas à nova política de avaliação que induz a qualidade", destacou.[Fonte: Terra]

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Especialista: formação do professor é investimento, não custo


Consultor de organizações como o Banco Mundial, Unesco e a OCDE, além de autor de livros que são referência no assunto, Hargreaves vê na dinâmica adotada em alguns países desenvolvidos um modelo para resgatar a qualidade da educação - Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
O futuro das transformações educacionais no mundo está na inovação, na inclusão e na incorporação de tecnologias digitais no aprendizado - mas a importância do professor em sala de aula não diminui. A avaliação é do professor de Educação Andrew Hargreaves, da Lynch School of Education da Boston College, nos Estados Unidos.
Consultor de organizações como o Banco Mundial, Unesco e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e autor de livros que são referência no assunto, Hargreaves vê na dinâmica adotada em alguns países desenvolvidos um modelo para resgatar a qualidade da educação. Essa mudança passa por uma formação mais rigorosa dos educadores, bem como políticas de incentivo à profissão.
Hargreaves discute também como a ideia do design thinking pode aproximar professores e alunos, além de promover um aprendizado adaptado às necessidades particulares de cada estudante - fugindo, assim, dos padrões utilizados tradicionalmente. "O design thinking trata de aproximar mudanças ou inovações de uma organização por meio da ideia de que todos os esforços têm um design ou uma arquitetura implícitos, baseados em suposições sobre como as pessoas se comportam, o que as motiva e como eles mudam", explica.
No livro The Fourth Way: The Inspiring Future for Educational Change (O Quarto Caminho: o futuro inspirador para mudar a educação, em tradução livre), discutiu o termo fourth way para descrever os fatores comuns e os princípios que caracterizam países e escolas com alto desempenho educacional.
"Em economias desenvolvidas, o first way das décadas de 1960 e 1970 (os anos de Paulo Freire no Brasil) tiveram excelentes ideais progressistas de justiça social e inovação, mas sem meios para alcançá-los. O second way de (Margaret) Thatcher, (Ronald) Reagan e (Augusto) Pinochet impôs uma forma de ampliação dessa mudança através da padronização, do controle e da competição de mercado. O third way de (Bill) Clinton e (Tony) Blair tentou encontrar um meio-termo entre o mercado e o Estado e proporcionando mais apoio e formação aos professores", explica. Fourth way trata de um modelo mais democrático, com mais envolvimento da comunidade e professores com mais autonomia em relação ao governo e corresponsabilidade sobre os alunos.
Confira, em entrevista concedida ao Terra, as principais observações do professor em relação à educação no mundo e no Brasil:
Terra - O senhor poderia dar exemplos de como aplicar o design thinking em uma organização?
Andrew Hargreaves - Alguns modelos presumem que o trabalho é simples, as pessoas não são dignas de confiança e precisam ser motivadas por incentivos externos. Outras arquiteturas de mudança supõem que o trabalho é complexo, as pessoas são motivadas pela satisfação intrínseca em fazer um trabalho interessante e útil e são confiáveis para encontrar suas próprias soluções para os problemas.

A organização que adota essas arquiteturas dá aos funcionários maior habilidade de decisão, incentiva-os a colaborar e reconhece que a maior inovação vem de baixo.
Terra - Que tipo de vantagem isso pode trazer para o processo de ensino e aprendizado?
Hargreaves - Isso pode ajudar as pessoas a ver a interligação de um sistema, como as partes trabalham juntas e afetam umas às outras. Nem todo mundo aprende da mesma forma - algumas pessoas aprendem bem ouvindo ou lendo; outras têm de testar fisicamente um conceito científico por meio da manipulação de materiais. Alguns aprendem rápido; outros levam mais tempo. Isso nos leva a debater quais tipos de currículos são necessários para atender a uma variedade de estudantes.

Um dos princípios de concepção do currículo é chamado design universal. Em vez de primeiro criar um edifício para só depois pensar em como ele pode ser adaptado para pessoas com deficiência, se concebe uma edificação que, desde o início, pode ser usada e desfrutada pelo máximo de pessoas possível. O mesmo vale para uma sala de aula: em vez de pensar uma que presume que todos viverão a experiência da mesma maneira e só depois fazer ajustes para aqueles cujo aprendizado é diferente, é melhor propiciar, desde o início, experiências de ensino inclusivas.
Terra - Qual é a diferença entre esse método e o tradicional?
Hargreaves - Os métodos tradicionais são padronizados. Embora haja algumas exceções, inclusive no Brasil, por mais de cem anos, o ensino tem um currículo pré-definido, para crianças agrupadas por idade e seguindo o mesmo ritmo, de uma forma bastante padronizada.

Alguns movimentos modernos de reforma querem perpetuar e até mesmo intensificar isso - concentrando apenas em alfabetização e matemática nos primeiros anos, prescrevendo o currículo de forma severa e monitorando todos por meio de testes padronizados.
Terra - O senhor poderia apontar bons exemplos de design thinking (ou do fourth way) aplicadas à educação no mundo?
Hargreaves - Entre os países que eu já havia mencionado (Canadá, Finlândia e Cingapura), o mais relevante deles para o Brasil, talvez, seja Cingapura, que passou do terceiro mundo para um país de primeiro mundo em uma geração e meia, e onde a transformação do sistema educacional foi grande parte dessa conquista.

Despesas de educação em Cingapura ficam atrás apenas das despesas militares. Professores iniciantes são pagos tanto quanto engenheiros, para atrair os melhores matemáticos e cientistas para o ensino. Há uma grande ênfase na inovação curricular, e há aplicações muito eficazes da tecnologia em combinação com um bom ensino, sem substituí-lo. Colaboração e comunicação são valores primordiais. Cingapurianos dizem que passam adiante suas melhores ideias porque isso os leva a inventar novas. Todos nós podemos aprender com isso.
Terra - Como o senhor vê a posição social, a reputação e a valorização do professor em uma perspectiva mundial?
Hargreaves - Nos países onde o desempenho da educação são os mais altos do mundo, como Canadá, Cingapura e Finlândia, os professores têm alto valor social. Eles são bem pagos e muito bem treinados.

Eles trabalham em ambientes bastante colaborativos, onde os professores detêm uma responsabilidade coletiva sobre os estudantes em geral, não apenas sobre aqueles matriculados em sua sala de aula. Os professores são vistos como pessoas que criam o futuro da sociedade. Eles são um investimento, não um custo.
Infelizmente, com a crise financeira global, os professores são vistos como uma carga tributária cara e um custo para os estados endividados. Portanto, há muitas medidas que visam a incentivar pessoas a lecionar por apenas alguns anos enquanto jovens (o que mantém o custo do ensino baixo), regular o ensino com mais força (o que permite remover pessoas indesejadas da profissão mais facilmente), reduzir as qualificações exigidas para o ensino e tentar substituir, sempre que possível, o método tradicional pela aprendizagem online de forma independente.
Em países em desenvolvimento, essa situação é ainda mais problemática, pois os bancos internacionais de crédito frequentemente impõem uma proibição nos aumentos de salário para professores como condição de empréstimo. O resultado é um corpo docente com baixa qualificação, sem tempo para colaborar (porque às vezes os professores têm de trabalhar em dois empregos) e sem as habilidades para mediar o uso da tecnologia na sala de aula.
Terra - Em que sentido o processo de formação de professores precisa ser melhorado?
Hargreaves - A preparação dos professores, assim como a de médicos, é extremamente importante para torná-lo um profissional. Infelizmente, a qualidade da formação do professor é muito variável. Por razões históricas, muitas instituições de ensino voltadas para esse tipo de formação contam com professores e instrutores que não foram bons educadores, ou sequer atuaram como professores.

Os que buscam essa formação são mal supervisionados nas escolas e muitas vezes são espalhados em diversas escolas (o que resulta em um suporte deficiente) em vez de trabalhar em equipes, desenvolvendo os mesmos projetos em menos escolas. Países de alto desempenho em educação têm menos instituições de formação de professores, porém de maior porte, com maior qualidade. Os educadores ficam intimamente ligados a escolas locais e também mantêm uma boa comunicação com a política governamental.
Terra - O que precisa ser mudado para melhorar a educação em países com o Brasil?
Hargreaves - Nos últimos anos, a Organização das Nações Unidas enfatizou justamente a necessidade de acesso universal ao ensino primário básico para todas as crianças. O governo brasileiro tem tomado medidas heroicas que o tornaram um líder mundial em pagar as famílias para enviar seus filhos à escola, para que eles não tenham que trabalhar ou catar coisas na rua para sustentar suas famílias, que vivem em extrema pobreza. O próximo objetivo, acredito, é o acesso universal à educação de qualidade.

O objetivo a longo prazo é mudar a preparação dos professores e melhorar sua remuneração, para que isso não os desvie do núcleo de seu trabalho. No curto prazo, há grandes evidências de que, em qualquer grupo de professores, é possível melhorar significativamente a qualidade do ensino ao reforçar o capital social dos docentes oferecendo oportunidades para que eles vejam exemplos de boas práticas em outras escolas, tecnologia para se comunicarem online etc. Esse esforço envolve um custo baixo para um retorno mais rápido, ao mesmo tempo em que o país aumenta lentamente o seu investimento na profissão docente como um todo.
A segunda questão que afeta a qualidade é a equidade. Relatórios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico mostram claramente que, se você quiser aumentar a qualidade, você tem que melhorar a equidade. Então, Brasil e outros países como ele devem procurar formas de reduzir as diferenças de qualidade entre as escolas públicas e privadas, por meio de subsídios e outras medidas.[Fonte: Terra]

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Conferência Nacional de Educação ocorrerá em fevereiro de 2014

Desafios como a alfabetização na idade certa, ampliar número de creches, ampliar o ensino em tempo integral e a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) estão entre os temas que serão debatidos ao longo de 2013 nas conferências municipais, estaduais e distrital de educação. A etapa regional, que começou em novembro, é preparatória para a 2° Conferência Nacional de Educação (Conae), que foi convocada nesta segunda-feira, dia 3, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para ocorrer em fevereiro de 2014. As conferências reúnem gestores, professores, estudantes, entidades sindicais e representantes de movimentos sociais e outros atores ligados à área de educação para debater e apresentar propostas para melhorar a educação no País. A defasagem entre a idade dos alunos e a série escolar que frequentam foi outro tema citado pelo ministro da Educação para ser discutido nas conferências. "Um grande problema é o processo da defasagem idade/série. O sistema educacional brasileiro investe por ano em torno de R$ 7 a R$ 9 bilhões em função da defasagem. Se tivéssemos raízes mais sólidas no processo de alfabetização, poderíamos melhorar todo o conjunto da rede em termos de investimento, salário do professor, aumento de repasse que hoje estamos fazendo duas vezes o que não fizemos bem feito", disse. Prevendo ampla participação de alunos nas conferências, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, disse que uma das prioridades do evento será o debate sobre uma educação de qualidade. "O desafio fundamental é o debate sobre a educação de qualidade e o financiamento dessa educação de qualidade. A conferência passada teve 3 milhões de pessoas envolvidas em todo o País e esperamos que esta etapa a 2ª Conferência Nacional de Educação tenha uma participação ainda maior", disse. A 2° Conferência Nacional de Educação será realizada no período de 17 a 21 de fevereiro de 2014, em Brasília, e terá como tema central "O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação: Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração". [Fonte: Terra]

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mercosul criará indicador latino-americano de educação


Ministros da Educação de países do Mercosul discutiram nesta sexta-feira a criação de um novo indicador educacional latino-americano. Serão incluídos na avaliação do indicador os sistemas educacionais; a metodologia dos instrumentos internacionais, especialmente o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a construção de indicadores regionais da qualidade da educação nos países da América do Sul.
Participaram da reunião os ministros da Educação da Argentina, Alberto Sileone; do Brasil, Aloizio Mercadante, também presidente pró-tempore do Mercosul Educacional; e o vice-ministro da Educação do Uruguai, Luis Garibaldi. Chile, Equador e Peru também estiveram representados. O Paraguai, que está suspenso do bloco, não participou.
De acordo com o ministro da Educação do Brasil, Aloizio Mercadante, o indicador regional deve seguir os moldes do Prova Brasil, aplicado atualmente aos alunos matriculados na quarta e oitava séries (quinto e nono anos) do ensino fundamental e na terceira série do ensino médio. Os estudantes respondem a itens de português, com foco em leitura, e matemática, com foco na resolução de problemas.
Segundo Mercadante, será realizado um seminário em fevereiro, em Buenos Aires, para definições técnicas e metodológicas da avaliação regional. Questionado se haverá prova específica para a construção do novo indicador, o ministro afirmou que a decisão será tomada em conjunto pelos países participantes no seminário de fevereiro.
''Neste momento, é prematuro afirmar isso sobre aplicação de nova prova. (¿) Há metodologias distintas, vamos trocar esses instrumentos e a partir daí ver o que vamos construir de indicadores comuns'', explicou o ministro da Educação. Devem fazer parte do novo indicador os seguintes países: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Uruguai e Peru De acordo com o ministro, a ideia da maioria dos países membros do Mercosul Educacional é permanecer no exame Pisa, mas aprimorar o instrumento. A avaliação tem um dos focos na comparação intercultural de estudantes de 70 países avaliados. Países como Equador e Bolívia não participam do exame. Entre as metas do Pisa está o monitoramento de tendências, prover indicadores internacionais e promover o debate público em relação à educação. No caso da avaliação no Brasil, o programa seleciona 850 escolas para construir o índice.
O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. Em 2009, participaram 65 países e o Brasil ficou em 54° lugar, quando a ênfase foi dada sobre o domínio da leitura. Em 2012, a ênfase será em matemática. Para o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, o Pisa apresenta distorções que empurram o Brasil para uma posição menos favorável no ranking internacional. Entre as distorções citadas por Costa estão problemas metodológicos, como o fato do recorte de escolas ser escolhido pela própria organização responsável pelo Pisa, o que não resulta em um retrato fiel do nível educacional brasileiro. Ele citou também o caso da China, que tem uma posição melhor que o Brasil no exame, em que as escolas são selecionada pelo próprio país e são todas da cidade de Xangai. No Brasil, é o próprio Pisa quem seleciona os colégios.
O ministro anunciou ainda a distribuição de mil bolsas de intercâmbio para alunos de graduação, de doutorado e docentes nos países do Mercosul. O investimento previsto é R$ 25,8 milhões oriundos do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem). Ao todo serão oferecidas 3 mil bolsas anuais. A definição quanto à distribuição das bolsas será discutida na próxima reunião do grupo, no dia 7 de dezembro. [Fonte: Terra]

ONU: direito à educação é mais do que frequência escolar


Para a relatora especial da ONU sobre o Direito à Educação, Kishore Singh, o "direito à educação significa mais do que a frequência na escola". "Aumentar o acesso sem garantir a qualidade dos professores, dos currículos e das escolas não vai melhorar nossas sociedades". A declaração foi feita durante a reunião mundial do programa Educação para Todos, realizada em Paris (França) e liderada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
No encontro, a relatora também pediu que os governos garantam um ensino de qualidade e inclusivo para todos, sem discriminações. "Temos de assegurar não apenas que um número cada vez maior de estudantes tenham acesso à educação primária, mas que os governos garantam que a educação seja um direito para seus cidadãos, que seja de alta qualidade e que seja promovida igualmente, sem discriminação".
O programa Educação para Todos, lançado em 1990, na Tailândia, é formado por uma coalizão de governos nacionais, grupos da sociedade civil e agências de desenvolvimento, como a Unesco, empenhados em atingir seis metas específicas até 2015:
Expandir os cuidados na primeira infância e no aprendizado;
Proporcionar educação primária gratuita e obrigatória para todos;
Promover as competências de aprendizagem e de vida para os jovens e adultos;
Aumentar a alfabetização de adultos em 50%;
Alcançar a igualdade de gênero;
Melhorar a qualidade do ensino.

No evento, a relatora reivindicou aos governos nacionais que promulguem uma legislação que assegure padrões mínimos de qualidade para os professores e currículos educacionais, e que combatam as desigualdades na educação, especialmente para meninas, minorias e crianças vulneráveis em nível social. [Fonte: Terra]

Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação


O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.
A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países. 

Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong.

Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição. 

Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados. 


Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação.

Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.
Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.
"A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos".
No ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia.
Cultura e impactos econômicos 
Tidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura.

Alemanha, Estados Unidso e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos.
O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual.
Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado".
Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo.
Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking.
Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas.
Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido.
O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários.
Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais. 

Veja como ficou o ranking Pearson-EIU:

1. Finlândia 
2. Coreia do Sul 
3. Hong Kong 
4. Japão 
5. Cingapura 
6. Grã-Bretanha 
7. Holanda 
8. Nova Zelândia 
9. Suíça 
10. Canadá 
11. Irlanda 
12. Dinamarca 
13. Austrália 
14. Polônia 
15. Alemanha 
16. Bélgica 
17. Estados Unidos 
18. Hungria 
19. Eslováquia 
20. Rússia 
21. Suécia 
22. República Tcheca 
23. Áustria 
24. Itália 
25. França 
26. Noruega 
27. Portugal 
28. Espanha 
29. Israel 
30. Bulgária 
31. Grécia 
32. Romênia 
33. Chile 
34. Turquia 
35. Argentina 
36. Colômbia 
37. Tailândia 
38. México 
39. Brasil 
40. Indonésia

[Fonte: IG]

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Anunciado em 2011, projeto do MEC não entregou nenhum tablet


Anunciada em 2011 pelo Ministério da Educação (MEC), a distribuição dos aparelhos estava prevista para iniciar ainda em 2012 - Foto: Getty Images
A menos de um mês para o fim do ano letivo, o programa nacional de distribuição de tablets para professores de ensino médio da rede estadual não entregou nenhum aparelho. Anunciada em 2011 pelo Ministério da Educação (MEC), a distribuição dos aparelhos estava prevista para iniciar ainda em 2012.
Em fevereiro deste ano, o ministro Aloizio Mercadante afirmou que cerca de R$ 150 milhões seriam utilizados para comprar e distribuir 600 mil tablets ainda em 2012. Até o início do mês de novembro, segundo o MEC, o valor total do projeto, cerca de R$ 330 milhões, foi utilizado pelos estados que aderiram ao programa para adquirir 409.793 dos 900 mil tablets que devem ser distribuídos até 2013. Ainda de acordo com o ministério, o atraso na distribuição dos aparelhos se deve à variação no prazo de entrega, que depende dos contratos feitos por cada estado.
No Pará, segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a primeira remessa de 12.458 tablets, que serão utilizados em 545 escolas, está em processo de aquisição, e o treinamento dos professores começará em 2013. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação da Bahia, o estado já fechou contrato com uma fabricante de tablets, mas não possui informações sobre a data de entrega dos produtos. No Rio de Janeiro, a Secretaria de Educação estima que 34.340 tablets sejam distribuídos em dezembro. Com investimento de cerca de R$ 9,5 milhões, o Paraná pretende distribuir 27 mil tablets de 7 e 10 polegadas para os professores da rede estadual até janeiro de 2013, além de comprar mais 5 mil, para estoque de reserva.
Nos dois estados mais populosos do País, a distribuição dos tablets também não começou ainda. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, os 73 mil aparelhos estão previstos para serem distribuídos a partir de dezembro, enquanto em Minas Gerais, de acordo com a assessoria da secretaria de educação do estado, 66.294 tablets poderão ser utilizados pelos professores do ensino médio apenas em 2013.
Fabricados no Brasil pelas empresas CCE Digibras e Positivo Informática, os tablets terão a distribuição restrita a escolas da rede estadual, em áreas urbanas e com internet banda larga sem fio. Amapá e Maranhão são os únicos estados que não aderiram ao programa. Com 7 ou 10 polegadas e conteúdos de disciplinas como física e química traduzidos de portais em inglês, os tablets devem chegar a institutos federais e escolas da rede municipal em um segundo estágio do programa, e sem recursos federais nessas últimas, segundo o MEC.
Programa não prevê capacitação de professores
O uso dos tablets em sala de aula já vem sendo adotado em diversos países, e pode ser sinônimo de melhora no desempenho escolar, segundo pesquisa da norte-americana Abilene Christian University. Após três anos de estudos com estudantes da própria universidade, os pesquisadores afirmaram que aqueles que utilizaram seus iPads para anotar os conteúdos vistos em sala de aula apresentaram um desempenho 25% maior em relação aos colegas que escreveram a matéria no caderno.

No caso do programa do MEC, no entanto, a falta de uma definição de estratégias de utilização das ferramentas e capacitação dos professores, gera um pessimismo entre especialistas em educação. "As expectativas não são muito boas, pois programas como esse já nascem enviesados; não se pensa na formação do professor e na infraestrutura das escolas. Essas iniciativas devem ser bem planejadas, pois a tecnologia tem cada vez mais relevância no processo educacional, e a garotada precisa aprender a usar materiais multimídia que interessem a eles, que evitem que o ensino se torne tedioso. É muito além de sair por aí comprando equipamento", destaca Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania, que trabalha com projetos educacionais e tem sede em São Paulo (SP).
Além do programa federal, iniciativas dos próprios estados já levam tablets para as salas de aula do ensino médio de colégios públicos. Em Pernambuco, a secretaria de educação implantou, em 2008, o Professor Conectado, que forneceu notebooks para todos os professores da rede estadual e internet sem fio em 450 escolas estaduais. Até o final de 2013, o órgão pretende levar rede sem fio a todas as 1,1 mil escolas da rede. Além de aderir ao programa do MEC, encomendando 18 mil tablets para os professores do ensino médio (ainda sem previsão de entrega), a secretaria está distribuindo, desde julho deste ano, tablets para os estudantes da rede estadual do 2º e do 3º anos do ensino médio, em 750 escolas.
Segundo o secretário de educação do estado, Anderson Gomes, o programa teve um custo de R$ 115 milhões, e até meados de novembro, 170 mil tablets devem ser utilizados pelos alunos pernambucanos. "Houve atrasos sim, mas eles foram superados, e os alunos estão recebendo normalmente os tablets. É cedo para dizer qual o impacto do programa, e a discussão deve ultrapassar a necessidade ou não de ter o tablet, pois não podemos pensar mais em um ambiente onde o estudante não tem contato com a tecnologia, que é uma ferramenta adicional para obtenção de informação", destaca.
Uma das primeiras escolas a receber os tablets do governo de Pernambuco, o Ginásio Pernambucano conta com 700 alunos no ensino médio, e cerca de 470, matriculados nos dois últimos anos, utilizam os tablets desde julho. Segundo a gestora geral do colégio, Neuza Pontes de Mendonça, os estudantes podem levar o produto para casa, mas só utilizam a ferramenta em aula com a autorização do professor.
Apesar de destacar como positivo o uso dos tablets no ambiente escolar, com o aumento do interesse dos estudantes por pesquisas relacionadas com disciplinas estudadas na sala de aula, Neuza ressalta a falta de orientação prévia aos alunos e professores sobre o conteúdo disponível nos tablets antes do recebimento dos produtos. "Não houve diretamente um projeto pedagógico, uma preparação anterior. Passamos a entender o funcionamento do tablet apenas quando ele chegou na escola. Não houve grandes dificuldades, e os alunos estão aproveitando a ferramenta como um recurso pedagógico na elaboração de trabalhos e blogs, mas se nós soubéssemos quais conteúdos seriam distribuídos, o uso teria sido mais fácil", afirma. [Fonte: Terra]
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