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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Pesquisa indica que educadores infantis ganham menos que piso

Uma pesquisa encomendada pela Fundação Victor Civita à Fundação Carlos Chagas que analisou 180 escolas públicas e conveniadas às prefeituras de seis capitais brasileiras de quatro regiões relatou que, nas cidades mapeadas, 72% dos professores de creches e pré-escolas conveniadas recebem menos que o piso salarial nacional do magistério (R$ 1.451, em 2010). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. O levantamento revela também que 40% dos docentes e diretores dessas instituições completaram apenas o ensino médio e, na rede direta, 5% dos professores não concluíram o curso superior. Além disso, a maioria dos docentes das entidades conveniadas não tem horários de planejamento remunerados, não possuem incentivos previstos na carreira e raramente são liberados do trabalho para comparecer a eventos de formação. Para a educadora que atua como formadora de professores de educação infantil no Instituto Avisa Lá, Ana Benedita Brentano, as parcerias firmadas entre escolas e governo prezam pelo acompanhamento sistemático das questões financeiras. Porém, não contemplam como deveriam a questão pedagógica e tudo o que diz respeito a ela. [Fonte: Terra]

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mundo levará décadas para implantar 'ensino do século 21', diz pesquisador


A maioria das escolas do mundo parou no tempo e ainda não se adequou às demandas e desafios do século 21. Enquanto a sociedade desenvolve e depende cada vez mais de novas tecnologias, as instituições de ensino parecem não saber como acompanhar essas transformações e sofrem para se comunicar com os alunos. A avaliação é do pesquisador David Albury, da Gelp (sigla em inglês para Global Education Leaders' Program ou, na tradução livre, Grupo Global de Líderes da Educação), que esteve no Brasil na última semana e participou de um bate-papo com jornalistas sobre os desafios na área de educação, realizado na última segunda, dia 24, em São Paulo.
O Brasil é um dos 10 países que faz parte do grupo, responsável por pesquisas sobre como implantar um sistema educacional adequado aos conhecimentos, necessidades e habilidades requeridos para os dias atuais. Para o estudioso, embora já existam exemplos de escolas adotando novas metodologias de ensino, ainda não é possível apontar um caminho certo a seguir, nem tampouco calcular em quanto tempo o mundo adotará a chamada "educação para o século 21", capaz de conquistar e atrair os estudantes, e de proporcionar, de fato, um ensino de qualidade aplicado à vida adulta.
Para exemplificar o lapso entre o que o mercado quer dos jovens recém-formados e o que eles aprendem nas instituições de ensino, Albury cita alguns dos pré-requisitos que ainda não entraram nas grades curriculares das escolas, como a capacidade de trabalhar em equipe, de solucionar problemas, de se comunicar bem, além da criatividade e do empreendedorismo.
"Nós hoje sabemos que as escolas deveriam adotar um ensino mais 'personalizado', com um currículo que atenda ao perfil, aos problemas, às necessidades e aos interesse dos alunos. (...) Também sabemos que as crianças não aprendem só nas escolas, (...) mas que a tecnologia, embora fundamental, não é tudo em uma instituição de ensino. (...) Enfim, nós sabemos o que precisamos, mas ainda não sabemos como realizar essa mudança, (...) como será esse novo modelo de ensino, e esse é o nosso grande desafio", disse Albury. "Não são os alunos de hoje que são desengajados. Nós é que não soubemos engajá-los a aprender", completou o pesquisador, ao apresentar uma análise dos desafios e obstáculos que os educadores deparam.
Para tentar identificar soluções, o grupo tem percorrido o mundo em busca de instituições de ensino que tenham adotado experiências inovadoras e bem sucedidas, que possam servir de exemplos, tanto em áreas ricas quanto em lugares pobres. A ideia é, a partir desses exemplos, implantar aos poucos projetos pilotos desse novo modelo de educação. Entretanto, ainda será preciso percorrer um longo caminho até que se alcancem os mecanismos capazes de serem disseminados e implantados em escalas maiores.
"Existem alguns obstáculos. Por exemplo, ainda não sabemos como testar, nesse novo modelo de educação, o aprendizado dos alunos. E como vamos avaliar e capacitar os professores? (...) (No Reino Unido) Nós levamos 1.000 anos para desenvolver esse sistema de educação que temos hoje. Ou, no caso do Brasil, 300 ou 200 anos... Então essa mudança não vai acontecer da noite para o dia, vai levar anos, talvez décadas", disse o pesquisador, em encontro promovido pelo Instituto Inspirare, em São Paulo. [Fonte: Terra]

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dados da Pnad não representam a realidade da educação, diz especialista


Apesar dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada na última sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontarem pequenos avanços na área de educação, a melhoria é muito lenta para o patamar de qualidade em que o Brasil se encontra.
A opinião é da diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação (MTE), Priscila Cruz, advogada que atua na defesa da educação de qualidade há 10 anos. Segundo ela, o critério usado pelo IBGE para definir analfabetismo não leva em conta o nível de proficiência dos alunos em leitura e escrita.
"Alfabetização é muito mais do que escolarização. O IBGE olha os jovens e adultos com mais de 15 anos, aqueles que têm quatro anos ou mais de escolaridade já é considerado alfabetizado. Mas como a gente tem uma qualidade de educação muito ruim no Brasil, o que acontece é que tem muita criança de 11, 12 anos, jovem que está no ensino médio com 15, 17 anos, que ainda é analfabeto. Infelizmente isso ainda é uma realidade no nosso país", explica Priscila.
Ela disse que uma das metas do MTE é que toda criança esteja plenamente alfabetizada aos 8 anos de idade, o que não ocorre atualmente. "A Prova ABC (uma parceria da ONG Todos pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostrou que, das crianças de 8 anos no Brasil, só metade é plenamente alfabetizada. É um dado bem diferente do IBGE. É diferente fazer a prova e testar ou perguntar quantos anos de estudo tem e ela ser considerada alfabetizada".
Priscila admite que houve avanços. Porém, eles ocorrem muito devagar. "A gente vem melhorando só que num ritmo muito lento. Se a gente tivesse num patamar mais alto, melhorar lentamente não seria tão ruim. A gente está num patamar muito baixo e melhorando muito lentamente, vai demorar muito pra gente conseguir garantir o direito de todos os alunos a ter educação de qualidade".
A diretora da ONG aponta que, apesar de 98,2% da população de 6 a 14 anos, correspondente ao ensino fundamental, estarem na escola, se for levado em conta desde a educação infantil até o ensino médio, o Brasil tem 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola. A situação é pior entre os adolescentes de 15 a 17 anos, que deveriam estar no ensino médio. Nessa faixa etária, a taxa de escolarização caiu de 85,2% em 2009 para 83,7% em 2011.
"O ensino médio vive uma crise de identidade: esses alunos não vêem sentido nesse ensino médio, acabam evadindo, saem antes do tempo de se formarem e a gente está perdendo esses jovens. São jovens que, na sociedade atual, século 21, sociedade do conhecimento, não concluíram nem o ensino médio, é ter aí um extermínio de jovens", alerta Priscila.
A diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação lembra que existem experiências de outros países e também dentro do Brasil que apontam caminhos a serem seguidos para melhorar o desempenho dos alunos. "Acho que tem de investir em professor: eles são muito mais formados para serem teóricos da educação. Tem que ter um maior número de escolas em tempo integral, tem que ter avaliações que realmente ajudem os gestores a formularem suas políticas e incorporar a avaliação como ferramenta para avançar". [Fonte: Terra]

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

País tem mais de 30 milhões de pessoas que só conseguem assinar o nome


Mais de 30 milhões de pessoas no Brasil com mais de 15 anos só conseguem escrever o próprio nome e entender textos curtos e simples. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), organizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base em dados de 2011, esse número representa 20,4% da população.

Ao contrário da taxa de analfabetismo, que caiu 1%, o número de analfabetos funcionais, como são chamadas as pessoas que conseguem compreender apenas as informações do dia a dia, como o nome da linha de ônibus e escrever um bilhete, se manteve o mesmo nos últimos três anos.

Na região Nordeste, a situação é mais greve: 30,9% das pessoas que estudaram ao menos quatro anos ao longo da vida são analfabetas funcionais, enquanto no Sudeste o índice é de 14,9%.

Enquanto em todo o País o índice se manteve ou caiu, a região Norte registrou aumento nessa taxa, passando de 24% das pessoas com analfabetismo funcional em 2009 para 25,3% em 2001.

Já nas regiões Sul e Centro-Oeste, a taxa não teve variações significativas nos últimos três anos e se manteve em 15% e 18%. [Fonte: R7]



Brasil tem quase 13 milhões de analfabetos; número caiu apenas 1% em três anos

O Brasil tem 12,9 milhões de analfabetos, contingente que corresponde a 8,6% da população brasileira com 15 anos ou mais de idade, apontam dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de analfabetismo segue em queda no país. Em 2009, eram 9,7% de pessoas que não sabiam ler ou escrever.
A parcela mais significativa de analfabetos do Brasil foi constatada na faixa etária que engloba as pessoas de 50 anos ou mais. Do total dessa parcela, são 18,6%. A taxa de analfabetismo cai à medida em que a população é mais jovem. Dos 40 a 49 anos, 8,1% não leem nem escrevem. Dos 30 aos 39 anos, são 5,2% enquadrados dessa forma; Dos 25 a 29 anos, 2,8%; na faixa dos 18 a 24 anos, são 1,7% de analfabetos, e entre as pessoas de 15 a 17, essa proporção fica em 1,2%.
Proporcionalmente, o maior contingente de analfabetos está na região Nordeste, onde 16,9% da população acima dos 15 anos de idade não sabe ler ou escrever. Em 2009, essa proporção era de 18,8%. Na região Norte, foram constatados 10,2% de analfabetos. O dado também mostra evolução na comparação com 2009, quando 11% da população do Norte era analfabeta.
Também houve queda na taxa de analfabetismo nas demais regiões. No Centro-Oeste, de 8%, em 2009, para 6,3%; no Sul, a proporção de analfabetos passou de 5,5% para 4,9%; já no Sudeste, os analfabetos significaram 4,8% da população acima dos 15 anos, ante 5,7% em 2009.
No Nordeste, 35,6% da população com 50 anos ou mais são analfabetos. Na faixa dos 40 a 49 anos, 18,7% não sabem ler ou escrever. Entre a população que mora no Nordeste, que tem 15 a 17 anos, são 2,1% de analfabetos. [Fonte: Terra]


Mulheres são mais escolarizadas do que os homens, diz IBGE


As mulheres são mais escolarizadas do que os homens, informou nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2011) mostra que as representantes do sexo feminino economicamente ativas (com dez anos ou mais de idade) têm, em média, 7,3 anos de estudo. Já os homens registram 7,1 anos de frequência nas salas de aula. Na média geral, a população brasileira tem 7,5 anos de estudo.
A diferença é ainda maior entre os mais jovens. Na faixa dos 20 a 24 anos, a parcela feminina registra 10,2 anos de estudo. Os homens ficam bem atrás, e têm 9,3 anos médios de frequência escolar. A média geral dessa parcela da população é de 9,8 anos de estudo.
As mulheres apresentam mais anos de estudo que os homens em todas as faixas etárias, com exceção do grupo com 60 anos ou mais. A parcela masculina desse grupo tem 4,6 anos de estudo, em média. Já entre as mulheres, a frequência média nos bancos escolares é de 4,3 anos.
O IBGE mediu ainda o nível de instrução das pessoas com 25 anos ou mais de idade. O grupo cuja instrução é inferior a 1 ano de estudo representa 15,1% do total. Em 2009, significava 13%.
Já os que apresentam ensino fundamental incompleto ou equivalente são 31,5% do total da população acima de 25 anos. Em relação a 2009, houve queda relevante, já que naquele ano, essa proporção era de 36,9%. Ao mesmo tempo, a participação de pessoas com ensino fundamental completo, que era de 8,8% em 2009, saltou para 10% na Pnad 2011.
No ensino superior, 11,5% completaram essa etapa, ante proporção de 10,6% em 2009. Aqueles que apresentam superior incompleto ficou praticamente estável - de 3,5% para 3,4%.
31% das crianças pequenas e mais pobres estão fora da escola
Quase um terço das crianças mais pobres, de 4 ou 5 anos, estão fora da escola, informou nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2011) indica que, nas famílias que não tem renda domiciliar per capita ou ganham menos de ¼ do salário mínimo, 69,1% das crianças estão no maternal ou jardim de infância. Em média, a taxa de escolarização das crianças de 4 ou 5 anos é de 77,4%.
Nas famílias com renda domiciliar per capita igual ou superior a um salário mínimo, 88,9% das crianças estão estudando, segundo o IBGE. Já entre as crianças de 6 a 14 anos de idade, 98,2% estão na escola. Nessa faixa, a diferença para os que têm menos renda é menor. Para os grupos familiares com renda domiciliar per capita igual ou superior a um salário mínimo, a evasão escolar de crianças de 6 a 14 anos é de 2,6%. Já entre os com rendimento maior, 99,2% dessas crianças seguem estudando.
A Pnad mostra que a população com 10 anos ou mais de idade tem, em média, 7,3 anos de estudo. Por gênero, verifica-se que as mulheres são mais escolarizadas, com média de 7,5 anos de frequência nas salas de aula. Já os homens têm 7,1 anos de estudo. [Fonte: Terra]

Cai proporção de jovens na rede escolar, mostra IBGE


O porcentual de jovens de 15 a 17 anos que frequentavam a escola caiu de 85,2% em 2009 para 83,7% em 2011, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com especialistas, isso se deve a fatores como a qualidade do ensino médio, considerada baixa, e a atração pelo mercado de trabalho, que está aquecido. Entre as crianças de 6 a 14 anos, a taxa de escolarização teve um aumento de 0,6 ponto porcentual, passando de 97,6% para 98,2% no mesmo período. O estudo do IBGE mostra a influência da questão do rendimento domiciliar na frequência escolar principalmente entre crianças de 4 ou 5 anos de idade: quanto maior a renda, maior a chance de ir para a escola.
O IBGE aponta queda considerada importante do porcentual daqueles que possuíam nível fundamental incompleto ou equivalente na comparação entre 2009 e 2011, de 36,9% para 31,5%. Aumentou a proporção de pessoas com nível fundamental completo ou equivalente, com nível médio completo ou equivalente e com nível superior completo.
No entanto, a Pnad mostra que o País ainda tem 12,9 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais de idade. Esse contingente está concentrado no Nordeste, especialmente na população com 50 anos ou mais. Mais da metade (52,7%) do total de analfabetos do País está na região Nordeste, onde foi verificada a maior redução da taxa de analfabetismo no período analisado. Apesar das quedas sucessivas nos últimos anos, o Nordeste apresenta uma taxa que atingiu quase o dobro da média nacional (16,9% ante 8,6%) em 2011. No grupo das pessoas com 50 anos ou mais no Nordeste, mais de um terço (35,6%) são analfabetos. No País, a taxa de analfabetismo caiu 1,1 ponto porcentual de 2009 para 2011. A redução se deve a questões demográficas. Do total de analfabetos, mais da metade (8,2 milhões) tinha 50 anos ou mais.
A Pnad também mostra que, em 2009, a rede pública de ensino foi responsável pelo atendimento a 87,0% dos estudantes do nível fundamental, 86,4% do nível médio e 23,3% do nível superior. Em 2011, o porcentual foi o mesmo no ensino fundamental, oscilou para 87,2% no nível médio e subiu para 26,8% no ensino superior. Em 2011, a população de 10 anos ou mais de idade tinha, em média, 7,3 anos de estudo. As mulheres, de modo geral, são mais escolarizadas que os homens, com média de 7,5 anos de estudo, enquanto eles têm 7,1 anos de estudo, segundo o IBGE. [Fonte: Yahoo.com]

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Brasil Maior: lei incentiva compra de computadores para escolas


Publicada nesta terça-feira, a Lei 12.715, que amplia o Plano Brasil Maior, concede incentivos fiscais para a compra de computadores para escolas públicas e restabelece o Programa Um Computador por Aluno (Prouca). A norma trata, entre outros pontos, da desoneração da folha de pagamento, aplicação do Regime Diferenciado de Contratações (RDC) na área educacional e concessão de incentivos à indústria automotiva e ao Programa Nacional de Banda Larga.
De acordo com a lei, o Regime Especial de Incentivo a Computadores para Uso Educacional (Reicomp) visa facilitar a aquisição dos aparelhos para uso dos alunos e professores da rede pública federal, estadual, municipal e do Distrito Federal e para as escolas sem fins lucrativos que prestam atendimento a pessoas com deficiência. Os computadores deverão ser utilizados exclusivamente no processo de aprendizagem.
O Reicomp suspende a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as indústrias que fornecem matéria-prima e produtos intermediários para a fabricação dos computadores, além do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
O Programa Um Computador por Aluno tem como objetivo promover a inclusão digital nas escolas públicas por meio da compra de equipamentos de informática, programas de computador, suporte e assistência técnica. Pela lei, um percentual mínimo dos equipamentos deverá, obrigatoriamente, ser adaptado para pessoas com deficiência.
A lei também institui o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para construção ou reforma de estabelecimentos de educação infantil. O regime poderá ser aplicado até 31 de dezembro de 2018 aos projetos de construção ou reforma de creches e pré-escolas, cujas obras tenham início ou contratação a partir de 1º de janeiro de 2013.
De acordo com o governo, a adoção do RDC é opcional. O projeto - de construção ou reforma de creche e pré-escola - precisa da prévia aprovação do Ministério da Educação e o imóvel não poderá ter a destinação alterada pelo prazo mínimo de cinco anos. [Fonte: Terra]

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ministro critica 'judicialização' da lei do piso dos professores


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje (6/9/12) que considera "pouco promissor" o caminho escolhidos por seis governadores de ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a revisão do critério de reajuste do piso nacional do magistério. O Ministério da Educação (MEC) já mantinha uma mesa de negociação com estados, municípios e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para avaliar a possibilidade de mudar o cálculo do reajuste, por meio de um projeto de lei que já tramita no Congresso Nacional.
"Nós não fomos informados sobre essa iniciativa da ação. Consideramos que não é um caminho promissor você judicializar novamente a questão. O mais prudente e construtivo é abrir um diálogo transparente com nós fizemos", disse Mercadante logo após participar de um encontro de ministros da Educação da Ibero-América. A ação é assinada pelos governadores de Mato Grosso do Sul, Goiás, do Piauí, Rio Grande do Sul, de Roraima e Santa Catarina.
Pelas regras atuais, o piso deve ser reajustado anualmente a partir de janeiro, tendo como critério o crescimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Entre 2011 e 2012, o índice foi 22% e o valor passou de R$ 1.187 para R$ 1.451. Os estados alegaram que essa variação superior a 22% registrada nos últimos dois anos era ''insustentável'' para as contas públicas.
Um projeto de lei que tramita no Congresso, com apoio dos governadores, pretende mudar o parâmetro do reajuste para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Professores e o próprio MEC consideram esse critério ruim, já que a correção apenas da inflação não significaria ganho real para os trabalhadores. Uma mesa de negociação montada pelo ministério tentava chegar a um "meio-termo" para esse índice.
"O MEC tem uma posição clara: nós achamos que o piso tem que ter um crescimento real e sustentável. O ritmo pode não ser o mesmo que tivemos no passado porque realmente as finanças municipais e estaduais tiveram dificuldade para acompanhar essa velocidade. Mas aquele ritmo foi muito próprio do momento de grande crescimento do Fundeb, que não irá se repetir neste ano", disse Mercadante.
Não é a primeira vez que governadores recorrem ao STF questionando a lei do piso. Em 2008, logo que o projeto foi sancionado, alguns estados moveram uma ação contestando diversos conceitos da lei, entre eles o de que o piso deve ser considerado como remuneração inicial e não total. A ação começou a ser julgada em 2008, mas a análise só foi concluída em 2011. O entendimento dos ministros foi que gratificações, bônus e outros acréscimos não poderiam ser considerados na conta do valor mínimo a ser pago.
Mercadante disse que os governadores têm liberdade para entrar com a ação e que respeita a decisão. A princípio, não haverá movimentação por parte do MEC para tentar convencer os governadores contra a ação. "Se eles quisessem a opinião do MEC eles tinham perguntado antes e não o fizeram. Nós respeitamos a decisão deles, mas o MEC tem uma posição clara sobre isso. Achamos que o melhor caminho é buscar uma solução pactuada, era isso que estávamos discutindo", disse. [Fonte: Terra]
*A repórter viajou a convite da Fundação SM, uma das entidades organizadoras do Congresso das Línguas na Educação e na Cultura

Dúvida sobre carreira contribui para ingresso tardio na universidade


Sair do ensino médio com 17 anos pode ser cedo para decidir sobre seu futuro. Por isso, muitos jovens adiam a entrada na faculdade. Para Monique Cunha de Araújo, a escolha da profissão ainda não era clara quando deixou o terceiro ano, em Niterói. Apesar de o colégio ser voltado para o vestibular, Monique não compartilhava dos planos de seus colegas que se preocupavam com os preparativos para os processos seletivos das universidades. "Eu queria fazer algo que eu gostasse. Essa era a minha linha de pensamento, eu não queria estresse. Então decidi ir trabalhando, pensando e amadurecendo", conta.
A atitude de Monique ainda é rara entre os adolescentes recém-formados no colégio, diz a coordenadora de orientação educacional do Colégio Dante Alighieri, de São Paulo, Silvana Letorace. Mas ela afirma que casos como o de Monique vêm crescendo. Silvana relata que as situações mais comuns são de alunos que vão estudar um período no exterior antes de entrar na faculdade, algo que acontece muito em países europeus. Porém, faz uma ressalva sobre a importância de regressar ao Brasil para seguir os estudos: "Se o aluno realmente está em dúvida, quer aprimorar uma língua estrangeira, conhecer novas culturas e conhecer outro país é interessante. Mas não pode perder o foco dos estudos. O ideal é que volte para ingressar em uma faculdade".
Nem sempre os pais apoiam a decisão do jovem. Às vezes, os pais desaprovam o fato do filho não prestar vestibular imediatamente. Marcelo Cury conta que era um adolescente desinteressado e que aos 16 anos já trabalhava, o que o afastou dos estudos. O hoje jornalista terminou o Ensino Médio aos 28 anos, no supletivo em um colégio de Sorocaba, e começou a trabalhar em uma rádio na cidade. No emprego, recebeu incentivo de seus chefes para entrar na faculdade de jornalismo, na qual se formou em 2000. Antes disso, porém, Cury teve que enfrentar a pressão familiar para que fizesse o vestibular assim que terminasse o colégio. "Todos os pais têm esse plano, sempre foi um processo natural de todo mundo. Mas eu nunca terminava o colégio e não tinha interesse", conta.
Os pais de Monique aceitaram a escolha da filha com mais tranquilidade. Antes de terminar o terceiro ano em uma instituição de cursos pré-vestibular, a jovem também já trabalhava. Por estar indecisa sobre a carreira que queria seguir, acabou o colégio e trocou de emprego. Começou a trabalhar como secretária em uma empresa de inspeção de dutos, no Rio de Janeiro. Lá conheceu uma gerente que havia estudado Letras com ênfase em alemão e que acabou se tornando seu exemplo.
"Na verdade, eu já gostava muito da língua, mas foi quando eu comecei a conversar com ela que me deu um clique", relata. Com um incentivo financeiro da empresa para fazer pré-vestibular, Monique conseguiu passar no processo seletivo da Universidade Federal Fluminense (UFF) para o mesmo curso que sua colega de trabalho havia feito há alguns anos. Ela hoje dá aulas de alemão para crianças e adultos em Caxias do Sul (RS).
Para Monique, a experiência foi válida para seu amadurecimento e a ajudou a seguir o futuro profissional que considera hoje o mais adequado. "Eu demorei a escolher, mas foi a coisa certa. Eu cheguei a pensar em fazer serviço social, mas, quem sabe, hoje não estaria tão feliz", afirma.
Ela aconselha os jovens que não se sentem maduros para optar por um curso superior a fazerem o mesmo. A coordenadora de orientação educacional do Colégio Dante Alighieri, Silvana Letorace, lembra que o término do colégio é o momento em que os alunos realmente começam a caminhar sozinhos e devem fazer um curso que considerem a escolha correta. Portanto, artifícios como intercâmbio podem ajudar no seu crescimento pessoal para tomar tal decisão.
Cai percentual de calouros com menos de 20 anos nas federais
Nos anos de 1996, 1997, 2003 e entre os meses de outubro e dezembro de 2010, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes), a pedido do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), realizou pesquisas para compor o perfil dos estudantes das universidades federais do Brasil.

O estudo constatou uma diminuição do percentual dos jovens com idade inferior a 20 anos. Em 1996 e 1997, 21,41% dos alunos em instituições de ensino superior federais tinham menos de 20 anos. Em 2010, o índice caiu para 16,8%. Um aumento foi observado quanto a presença de alunos com idade entre 20 e 25 anos, que passou de 53,77% para 57,73%. O percentual dos estudantes universitários de 25 a 29 anos também aumentou de 14,6% para 16,39%.
O coordenador nacional da Fonaprace, Fabrício Carvalho, vê que isso é resultado de dois fatores associados: o aumento do número de vagas proporcionadas pelo plano Reestruturação e Expansão de Universidades Federais (Reuni) e a necessidade de uma formação superior no mercado de trabalho brasileiro. Isso fez com que pessoas que antes não tinham interesse em cursar uma faculdade repensassem a ideia. Ele lembra também que houve um aumento dos cursos noturnos, o que facilitou o ingresso de jovens trabalhadores, como Monique e Marcelo.
Carvalho afirma que a ascensão da classe média também poderia estar associada ao crescimento das porcentagens apresentadas pelo estudo: "Essas pessoas que estão alcançando a classe média são potencialmente produtivas. Com o aumento da sua renda, naturalmente há uma vontade, primeiramente pessoal, e uma necessidade de qualificação no mercado". Carvalho observa que antes todos os membros da família precisavam trabalhar para completar a renda, mas agora sobra tempo para alguém deste círculo familiar estudar. [Fonte: Terra]

MEC divulga dados preliminares do Censo Escolar 2012


O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta os dados preliminares do Censo Escolar 2012, publicados no Diário Oficial da União. De acordo com as informações, nas redes estadual e municipal, a educação infantil (creche e pré-escola) conta com 5.160.436 alunos matriculados. Nessas redes, há 25.013.441 alunos no ensino fundamental. O ensino médio registra cerca de 7 millhões estudantes. Na Educação de Jovens e Adultos (EJA) presencial, no ensino fundamental, são 2.256.914 matriculados, enquanto no ensino médio são 985.769.
O censo, realizado em parceria com as redes municipais e estaduais, é o mais abrangente levantamento estatístico sobre a educação básica no País. As informações são usadas pelo Ministério da Educação (MEC) para a formulação de políticas e para definir os critérios de repasse de recursos a escolas, estados e municípios. Os dados servem também de base para o cálculo dos indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que serve de referência para as metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). [Fonte: Terra]

Pesquisa: brasileiros são otimistas em relação ao futuro da educação


Os brasileiros estão entre os mais otimistas em relação ao futuro da educação no País nos próximos dez anos. É o que aponta a pesquisa Olhares sobre a Educação Ibero-Americana, divulgada nesta quinta-feira pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). O levantamento entrevistou mais de 22 mil pessoas em 18 países da região. Nos países das Américas Central e do Sul, a população acredita que a educação irá melhorar na próxima década, mas muitos cidadãos ainda dão "nota vermelha" para os sistemas locais de ensino.
Para 62% dos entrevistados brasileiros, a educação vai melhorar, 26% acreditam que ficará no mesmo patamar e 9% avaliam que irá piorar. Apenas o Paraguai tem um resultado melhor: naquele País, 64% esperam avanços na área. Já os hondurenhos são os que menos acreditam no futuro do sistema educacional: só 26% acham que a situação irá melhorar, enquanto 37% acreditam que ficará no mesmo nível e 23% preveem piora. Em todos os países, o percentual de pessoas que avaliam de forma positiva o futuro da educação é superior ao daquelas que têm uma percepção negativa.
"Esse otimismo do cidadão é um fator de enorme pressão aos sistemas educativos. Expectativas positivas contribuem fortemente para que a educação funcione", avalia o secretário-geral da OEI, Álvaro Marchesi. Por outro lado, os brasileiros estão entre os que têm a pior avaliação sobre a qualidade do ensino público no seu País. A nota atribuída pelos entrevistados, em uma escala de 0 a 10, foi 5,2 pontos, a quarta mais baixa entre os países pesquisados, ao lado de Honduras. O país que, na avaliação dos entrevistados, tem o pior sistema de ensino é o Chile, cuja nota foi 4,6. Os mais satisfeitos são os costa-riquenhos e os nicaraguenses, que atribuíram nota 7 à educação.
O relatório destaca, entretanto, que os resultados devem ser analisados com prudência, já que a percepção dos cidadãos está ligada às circunstâncias sociais, econômicas e políticas de cada País no momento em que a pesquisa foi feita. "Estamos analisando expectativas e não indicadores concretos, que muitas vezes não correspondem às opiniões da população", destacou Marchesi.
Os entrevistados também elegeram o que consideram prioridades para a educação avançar. Em primeiro lugar, aparece melhorar a qualidade das instalações, com 45% das respostas. Na sequência, está melhorar a formação do professor (41%), melhorar o salário do professor (29%) e incorporar as novas tecnologias no ensino (28%). Só 9% acham que aumentar a jornada escolar diária é importante para fortalecer a aprendizagem. Cada entrevistado pôde marcar mais de uma opção.
O Brasil foi o país que registrou o maior o percentual de pessoas que consideram o aumento dos salários dos professores uma medida prioritária para melhorar a educação: 57% marcaram essa opção, contra 29%, considerando a média das respostas de todos os países latino-americanos. O percentual de brasileiros que avaliam como bom ou muito bom o nível de conhecimento dos professores sobre os temas que lecionam foi 81%, acima da média da região (77%). Os professores mais mal avaliados foram os do Chile (58%). Na outra ponta, estão os da Colômbia (90%). O relatório completo está disponível, em espanhol, na página da OEI . [Fonte: Terra]

domingo, 2 de setembro de 2012

Críticas a escolas unem blogueiras mirins de Brasil e Escócia


Embora uma esteja em Argyll, na Escócia, e a outra em Florianópolis, no Brasil, as meninas Martha Payne, 9 anos, e Isadora Faber, 13, têm muito em comum. Tímidas, porém questionadoras, as duas sonham em ser jornalistas e chamaram a atenção da mídia ao criticar as escolas onde estudam em blogs na internet, cobrando das autoridades soluções para os problemas.
A convite da BBC Brasil, as duas blogueiras-mirins trocaram vídeos contando mais sobre a experiência pessoal de cada uma. Martha ficou feliz em saber que serviu de inspiração para Isadora. "Bom trabalho! Aposto que você também vai inspirar muitas outras crianças ao redor mundo!", disse a escocesa no vídeo.
Ainda no final de abril, a escocesa criou o blog Never Seconds (Nunca Repetir o Prato, em tradução livre), criticando a pouca quantidade e baixa qualidade da merenda em sua escola. Além de apontar que alguns alimentos não eram saudáveis, Martha dizia que muitas vezes chegava em casa ainda com fome.
Na época, a BBC Brasil entrevistou o pai da menina, Dave Payne, trazendo a história para o público brasileiro. Na capital de Santa Catarina, Eduarda Faber, de 15 anos, leu a reportagem na internet e mostrou para a irmã mais nova.
Conhecida na família por seu lema "tacar o horror", Isadora, que desde muito antes já dizia que pretende trabalhar como repórter, se inspirou pela ideia e logo enxergou a possibilidade de expandir o projeto. "Se ela falou das merendas e deu resultado, vou falar também de outras coisas, porque minha escola tem mais problemas", foi a reação da garota, relembra a mãe, Mel Farber.
Brasil
Por ser mais nova, Martha divulgou as fotos das merendas em um blog montado e mantido com a ajuda do pai. Já a pré-adolescente brasileira criou sozinha a página Diário de Classe: A Verdade no Facebook, com fotos de bebedouros e ventiladores quebrados, uma quadra sem cobertura e até um pedido para que um professor fosse substituído.

"Estamos no Brasil, as coisas podem ser mais difíceis", aconselhou a mãe. "Mas mesmo assim ela embarcou na ideia e seguiu firme", conta. Dias depois, após sites de notícias, jornais e programas de TV darem destaque ao assunto, o governo local anunciou a troca do professor e uma série de reformas foram iniciadas na escola.
Como boa jornalista, Isadora está de olho e vem postando fotos das obras que incluiem pintura da escola, novos banheiros, instalação de novas portas e até de um telefone público novo. O blog da escocesa Martha foi lido por quase 8 milhões de pessoas em quatro meses e a página da brasileira Isadora no Facebook, em pouco mais de um mês já conquistou quase 200 mil seguidores.
Reações
Martha também conseguiu o que queria. Seu blog virou notícia não só na Grã-Bretanha mas em diversos países, e sobretudo nos Estados Unidos e na Austrália, muitas crianças copiaram a ideia. "Sei que também há projetos semelhantes na França, Alemanha e na Nova Zelândia", diz Dave. "Mas a grande maioria foca no assunto das merendas. A página da Isadora é a primeira a tratar de tantos assuntos, em um lugar tão longe, e sem dúvida é a que rendeu mais repercussão até agora", acrescenta o pai da menina.

Tanto a escocesa como a brasileira, no entanto, tiveram que manter-se firmes diante de represálias dentro e fora da escola. "Os professores apoiavam, mas o conselho de educação da região não gostou e acabou retaliando", diz Dave. Em junho, o conselho de Argyll decidiu que a menina não poderia mais postar fotos de merendas em seu blog e proibiu os professores de comentarem o assunto em sala de aula.
"É difícil, porque o governo é muito maior do que nós. Ela se assustou, mas logo expliquei que os adultos ficaram bravos porque estavam com muita vergonha", explica o escocês.
Em Florianópolis, professores, coordenadores, a diretora e até as merendeiras da escola quiseram impedir Isadora de continuar com as críticas. "Puxavam o prato da mão dela na hora da merenda. Foi sério. Ela sofreu repressão mesmo e ainda não terminou, porque a reforma da escola está na metade. Mesmo assim ela nunca faltou à aula", diz Mel.
A página da catarinense entrou no ar no dia 13 de julho, mas só ganhou repercussão nacional nesta semana. "Tive até que me afastar do trabalho. Ela tem dado entrevistas todos os dias, para jornal, portais, telejornais. Não posso deixá-la sozinha", diz a mãe da catarinense.
África e livro
Além das críticas às merendas, o blog de Martha lançou uma campanha para arrecadar fundos para a Mary's Meal, uma entidade de caridade que entrega alimentos a escolas na África.

Em quatro meses ela arrecadou 114 mil libras (R$ 370 mil), e no fim de setembro irá ao Malawi, um dos países mais pobres do continente africano, para acompanhar os programas beneficentes. Dave adiantou à BBC Brasilque ele e Martha estão escrevendo um livro sobre o blog, os bastidores, e como o projeto foi recebido pelo conselho de educação e por crianças ao redor do mundo. Com previsão de lançamento para o Natal, o livro se chamará Never Seconds.
"O contato entre Martha e Isadora certamente será um dos pontos altos do livro", diz Dave. "Precisamos comemorar o que estas duas meninas estão fazendo. O mais bacana é que não há política para as crianças. Elas veem o mundo real, e é ótimo vê-las sendo ouvidas. Elas não têm medo de errar. Os adultos desistem muito fácil".
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