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domingo, 26 de maio de 2013

Site oferece banco com 15 mil questões de provas do ensino médio


Quem é professor sabe o trabalho que é elaborar provas diferentes sobre o mesmo assunto para ser aplicadas no mesmo dia. Não podem ser iguaizinhas, já que os primeiros a fazer podem contar para os últimos o que caiu, nem muito díspares, para não causar injustiças. Pensando nessa dificuldade cotidiana do professor, o Descomplica, site que oferece videoaulas à preparação para o Enem, vai disponibilizar, a partir da próxima segunda-feira (29/05/13), o Descomplica Questões, um banco com 15 mil questões de múltipla escolha com todas as disciplinas do ensino médio. “Nossa missão é sempre simplificar. Em vez de levar uma hora e meia elaborando uma prova, o professor vai poder fazer isso em 15 minutos”, afirma Marco Fisbhen, CEO do Descomplica.
A nova ferramenta, apresentada durante a Educar Educador, permite que qualquer interessado se inscreva gratuitamente e acesse o banco. “Plataformas como essa já existem, mas normalmente são engessadas e caras. Essa é uma solução grátis e eficiente”, diz Fisbhen. Uma vez na plataforma, os professores poderão filtrar as questões por disciplina, assunto e grau de dificuldade – fáceis, médias e difíceis. “O bacana é que os professores podem estruturar suas provas de modo interdisciplinar, misturando, por exemplo, questões de história e geografia”, afirma Rafael Cunha, que dá aulas de redação no Descomplica.
O professor também pode eleger um assunto específico (de Realismo, em português, a Ditadura Militar, em história) ou até mesmo escolher questões a partir de centenas de instituições de ensino superior do país, como a Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Universidade Federal de Viçosa, a ESPM, entre outras.
Na versão disponível a partir de segunda-feira, o professor também pode selecionar as questões, montar a prova e imprimi-la. Todas as questões que ele selecionar ficam arquivadas, de forma que ele tenha acesso ao número de vezes que já a utilizou. Também será possível duplicar provas, substituindo algumas questões, ajudando exatamente aquele professor que tem que elaborar provas para turmas de mesmas séries.
Para um futuro próximo, já estão previstas a inserção de novas funcionalidades. Numa delas, o professor poderá montar um grupo, selecionar as questões, gerar um link de prova e enviá-lo por e-mail, para que seja resolvida on-line. Quando isso acontecer, o professor terá acesso aos resultados detalhados dos alunos, saberá qual é o assunto que a turma mais errou e poderá escolher com mais embasamento que matérias precisam ser revisadas. Paralelamente, o professor que quiser também poderá inserir questões próprias no banco, para serem usadas por outros educadores.
Versão paga
Outra novidade são as aulas e as monitorias, ao vivo, que passam a acontecer diariamente, a partir de um calendário pré-estabelecido. A ideia do recurso é servir como um chat on-line, com a presença de um moderador, onde é possível compartilhar mensagens com outros estudantes e fazer perguntas em tempo real para o professor.

O Descomplica funciona em um formato de assinatura que varia entre R$ 15 e R$ 20 mensais, de acordo com o plano que o aluno escolher – que pode ser semanal, mensal ou semestral. [Fonte: Terra]

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, diz estudo


Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos.
Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames. Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.
Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, em Ohio, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas. Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.
Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras. Mas a pesquisa coordenada por Dunlosky - publicada pela Associação de Ciências Psicológicas - descobriu que marcar frases individuais em amarelo, verde ou rosa fosforescente pode prejudicar a revisão.
"Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo", diz ele. "Isso pode comprometer a compreensão sobre o material", afirma.
Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um "cobertor de segurança" para muitos estudantes.
Resumos e mnemônicos
Os professores regularmente sugerem ler as anotações e os ensaios das aulas e fazer resumos. Mas Dunlosky diz: "Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada".

"Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem", diz.
Outros guias para estudo sugerem o uso de truques mnemônicos, técnicas para auxiliar a memorização de palavras, fórmulas ou conceitos. Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como "Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A", para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa.
Mas ele adverte que eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais: "Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física".
Repetição
Então, o que funciona?


Segundo pesquisadores, apenas marcar trechos de textos não funciona para ajudar a memorização Foto: BBCBrasil.com
Segundo pesquisadores, apenas marcar trechos de textos não funciona para ajudar a memorização
Foto: BBCBrasil.com

Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas - testar-se a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo.
"Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo", diz Dunlosky. "Comece lendo o livro-texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona", afirma.
Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente.
"Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir (o conhecimento) sobre o que já sabe", diz o pesquisador.
'Prática distribuída'​
Porém a melhor estratégia é uma técnica chamada "prática distribuída", de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados - evitando, assim, de deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste.


Estudo pode ajudar professores a orientar alunos sobre como estudar para as provas Foto: AP
Estudo pode ajudar professores a orientar alunos sobre como estudar para as provas
Foto: AP

Dunlosky diz que essa é a estratégia "mais poderosa". "Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames", observa.
"Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material", diz. "Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho", avalia.
Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes? Dunlosky afirma que não - as melhores técnicas funcionam para todos. E os especialistas acreditam que esse estudo possa ajudar os professores a ajudar seus alunos a estudar.[Fonte: Terra/BBC Brasil]
A EFICIÊNCIA DE CADA TÉCNICA
Interrogação elaborativa
ser capaz de explicar um ponto ou um fato
MODERADO
Auto-explicação
como um problema foi resolvido
MODERADO
Resumos
escrever resumos de textos
BAIXO
Marcar ou sublinhar trechos

BAIXO
Mnemônocos
escolher uma palavra para associar à informação
BAIXO
Criação de imagens
formar imagens mentais ao ler ou escutar
BAIXO
Releitura

BAIXO
Teste prático
Auto-teste para checar o conhecimento - principalmente com o auxílio de cartões de memória
ALTO
Prática distribuída
espalhar o estudo em um longo período de tempo
ALTO
Prática intercalada
alternar entre diferentes tipos de problemas
MODERADO


domingo, 12 de maio de 2013

Pesquisa: educação à distância tem menos credibilidade que presencial


Pesquisa realizada em conjunto pela Universia e o siteTrabalhando.com no Brasil e em outros oito países íbero-americanos aponta que profissionais diplomados em cursos à distância têm credibilidade menor do que aqueles formados em cursos presenciais. Segundo o estudo, divulgado na sexta-feira, mesmo com o aumento na oferta de cursos universitários à distância, 60% dos entrevistados disse que, ao procurar um emprego, aquele que teve uma formação desse tipo tem menos valor do que aquele que estudou de forma presencial.
Questionados sobre o motivo para isso, 37% afirmaram que o vínculo pessoal professor-aluno é vital. Além disso, 27% acreditam que há uma suposta má qualidade acadêmica e 25% acreditam que isso acontece por preconceito. A falta de conhecimento a respeito da nova modalidade de ensino foi apontada por 11% como o motivo para o cenário adverso.
Apesar disso, 47% dos internautas entrevistados afirmaram que acreditam que o nível educacional da educação à distância é a mesma que a presencial. Entre os participantes da pesquisa, 18% revelaram ter estudado à distância, enquanto 41% disseram planejar estudar nessa modalidade.
A decisão de optar pela educação à distância tem diversos motivos. A maioria dos entrevistados (23%) destaca o horário flexível. Enquanto isso, 14% consideraram os custos decrescentes importantes envolvidos para o aluno e 13% o acesso a universidades de prestígio. Não ter que frequentar as aulas (7%) e as dinâmicas da metodologia (10%) foram outros dados relevantes levantados.
A pesquisa entrevistou 10.586 pessoas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Portugal, Porto Rico. Entre os entrevistados, aparecem mais mulheres (52%) do que homens (48%). Em termos de idade, 72% revelaram ter mais de 27 anos, seguido de 23% entre 21 e 26. Enquanto isso, 5% têm entre 18 e 20 anos. [Fonte: Terra]

Estados investem em bônus a professores para melhorar ensino


A bonificação a professores ainda é uma questão que divide opiniões na educação brasileira. Exemplo recente, o Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), no Ceará, destina parte de seu orçamento ao Prêmio Escola Nota Dez, que agracia com recursos financeiros as 150 escolas públicas com melhor desempenho nos objetivos da ação. O valor recebido é utilizado de acordo com os critérios da instituição, desde que condizentes com as regras do programa, e pode ser direcionado para a bonificação de professores e funcionários.
O prêmio foi criado em junho de 2009, dois anos após o lançamento do Paic, uma cooperação entre o governo estadual e os municípios cearenses. Em 2011, a legislação do programa determinou a premiação de até 150 escolas públicas do segundo ano e até 150 do quinto ano com melhor desempenho no Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece). A escola premiada recebe um valor de R$ 2 mil por aluno do segundo ou do quinto ano, sendo 75% do valor no ato da premiação, e o restante após dois anos de colaboração com as instituições apoiadas - aquelas com os piores resultados nas avaliações. Destes 75%, até 20% podem ser utilizados para bonificar profissionais da escola.
É uma ação de valorização do profissional, uma grande política estimuladora que melhora os resultados da educação
Lucidalva BacelarCoordenadora do Paic no Ceará
A coordenadora de cooperação com os municípios do Paic, Lucidalva Bacelar, destaca que a bonificação faz parte de um conjunto de ações e não é um ato isolado dentro do programa. “É uma ação de valorização do profissional, uma grande política estimuladora que melhora os resultados da educação”, aponta. O percentual dos recursos destinado a cada funcionário é decidido pela própria escola e deve ser justificado junto ao programa.
O Ceará foi o Estado com o maior crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais do ensino fundamental entre 2005 e 2011: de 3,2, para 4,9, sendo que a média nacional ficou em cinco pontos, na escala de zero a dez. De acordo com Lucidalva, graças aos resultados expressivos do Paic, o Estado não possui mais municípios no nível “vermelho” de alfabetização. “Após cinco anos de ação, passamos de menos de 40% de alfabetizados a 81% no final de 2011”, ressalta. A meta é que os 184 municípios cearenses atinjam 100% de alfabetização.
A Escola Antônio Marcionílio, no município de Pedra Branca, foi premiada nos anos de 2009, 2010 e 2011. A diretora da instituição, Maria Eliete Bezerra Câmara, conta que, com o Paic, a escola ganhou uma cara nova, em parte pelas reformas feitas com os recursos recebidos, que incluíram quadras esportivas, mais banheiros, uma nova sala de aula e secretaria. Segundo ela, o ânimo dos professores também foi elevado. 
“Hoje, quase todos no município querem lecionar no segundo ou no quinto ano, pois sabem que há gratificação”, relata. Nos três anos em que recebeu o prêmio, a escola bonificou professores do primeiro ao quinto ano, merendeiras, auxiliares administrativos e de serviços, vigias, a coordenação e a direção. “Todos os funcionários têm a expectativa de ver o aluno lendo e escrevendo no final do ano. É um grande desafio”, acrescenta.
Professora do segundo ano na instituição, Mabel Maria Alves de Souza diz-se satisfeita com a bonificação e nega que haja qualquer competitividade entre os docentes em razão do prêmio. “A escola cresce, o trabalho melhora. É um grande incentivo que vem para complementar, e cada um fica satisfeito por receber pelo reconhecimento de seu esforço”, garante.
A gestão da Escola José da Matta e Silva, em Sobral, também optou por bonificar todos os funcionários da instituição. “Nós consideramos que os educadores estão além da sala de aula. O vigia, o funcionário de serviços gerais, todos contribuem para que a escola tenha bons resultados”, indica o diretor Domingos Sávio Ferreira Sousa, lembrando que o valor é diferenciado de acordo com a função e que os professores recebem uma porcentagem maior. “A bonificação incentiva os funcionários a trabalharem melhor e traz bastante motivação para o grupo escolar”, opina.
Sindicato critica bonificação
Presidente do Sindicato dos Professores e Servidores da Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Apeoc), Anízio Melo destaca que a entidade é contrária aos projetos de bonificação. “Nós entendemos que é preciso ter uma visão mais ampla do processo educacional, o que deve incluir um sistema nacional e maiores investimentos para estabelecer políticas de qualidade em escolas públicas em todos os níveis”, aponta.

Para o docente, por ser uma atuação emergencial para melhorar os indicadores educacionais, o programa traz bons resultados, mas isso não é consequência da bonificação. “O investimento na valorização profissional deve ser perene. Não podemos criar diferenciações profissionais em razão de um docente estar ou não participando de um programa”, defende, ponderando que, na essência, o projeto tem grande importância por focar em um problema educacional - o que, segundo ele, deveria ser feito de modo universal.
Resultados
A instituição de bônus para o cumprimento de objetivos também surgiu com a intenção de melhorar os índices do ensino público em São Paulo. Em 2008, a Lei Complementar nº 1078 determinou a bonificação por resultados a servidores que cumpram as metas previamente estabelecidas pela Secretaria da Educação para cada unidade de ensino e administrativa.

Um estudo de 2011 realizado no Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), de autoria do professor Luiz Guilherme Scorzafave e da mestranda Cláudia Hiromi Oshiro, relacionou o efeito do pagamento de bônus aos professores à proficiência escolar no Estado. Utilizando os métodos de Propensity Score Matching e Diferenças em Diferenças, os pesquisadores analisaram os resultados sobre as provas de matemática e língua portuguesa para o quarto e oitavo ano do ensino fundamental. No oitavo, não foram constatados resultados significativos. No quarto, por outro lado, o efeito foi de 6,4 pontos em matemática e 3,7 para língua portuguesa na escala do Saeb, que compõe o Sistema de Avaliação da Educação Básica no Brasil.
Presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e vice-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Maria Izabel Azevedo Noronha, contudo, defende que a qualidade da educação não apresenta melhora no Estado e que a avaliação de duas disciplinas não reflete a situação geral do sistema de ensino. Além disso, a professora diz que o bônus é um sistema de valorização instável. “O bônus desorganiza a vida do professor. Você recebe em um ano, no outro não. Seria mais adequado que o governo usasse esse valor para instituir um reajuste linear”, acredita. 
Desde 2008, Minas Gerais também desenvolve uma ação semelhante a de São Paulo, orientada pela  Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). O Acordo de Resultados abrange todos os servidores públicos do estado - incluindo os docentes -, e cada secretaria define suas metas. A análise de resultados também fica sob responsabilidade da pasta. 
De acordo com a Seplag, algumas das metas atingidas na educação desde a implantação do acordo foram o atendimento de 39.407 alunos atendidos pelo Programa de Aceleração da Aprendizagem, as obras de reforma e melhoria de infraestrutura em 516 escolas e o atendimento de 114.414 alunos pelo Projeto Educação em Tempo Integral. [Fonte: Terra]

quinta-feira, 9 de maio de 2013

MEC divulga o edital do Enem 2013; entenda as regras do exame

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação publicou na edição desta quinta-feira (9)  do "Diário Oficial da União" o edital com as regras do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 (veja o arquivo em pdf). O exame será realizado nos dias 26 e 27 de outubro.
Segundo o Inep, órgão que é vinculado ao MEC e responsável pela realização do exame, a expectativa é que até 6,1 milhões de pessoas se inscrevam para fazer o Enem 2012. Veja abaixo as principais regras sobre a próxima edição do exame:
Inscrição
As inscrições para o Enem serão abertas às 10h desta segunda-feira (13) e poderão ser feitas até as 23h59 do dia 27 de maio no site do Enem. O valor da taxa de inscrição será de R$ 35. Ela poderá ser paga via boleto até 29 de maio. No ato de inscrição é emitida uma guia para ser paga em uma agência bancária até o dia 29.
  •  
CRONOGRAMA DO ENEM 2012
Início das
inscrições

13/05 (10h)
Término das inscrições
27/05 (23h59)
Pagamento
das incrições

Até 29/05
Taxa de
inscrição

R$ 35

Data das
provas

26/10 (13h - 17h30):
- ciências humanas
- ciências da natureza                     
27/10 (13h - 18h30):
- linguagens
- matemática
- redação
Divulgação do gabarito
Até dia 30/10

Resultado individual
Data a ser divulgada
Fonte: Inep
A isenção do pagamento da taxa pode ser feita por meio do sistema de inscrição e é conferida ao aluno que vai concluir o ensino médio em 2013 em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar ou a estudantes que se declaram membros de família com renda per capita de um salário-mínimo e meio. Para isso, será preciso apresentar documentos que comprovem sua condição. Os documentos serão analisados pelo Inep, que poderá negar a isenção.
No ato de inscrição, o candidato deve fornecer o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o seu número do documento de identidade (RG). Estudantes com necessidades especiais deverão informar no ato da inscrição sua situação. O Inep oferece provas diferenciadas, intérpretes e salas de aula e mobiliários acessíveis. Neste ano, também serão oferecidas duas opções de tamanho de letra da prova. Além da usada pelos demais candidatos. quem tiver necessidade poderá optar pela prova com letra ampliada (fonte de tamanho 18 e com figuras ampliadas) e pela prova com letra super ampliada (fonte de tamanho 24 e com figuras ampliadas).
Estudantes que estão internados e recebem aulas dentro do hospital poderão realizar a prova no próprio hospital, desde que indiquem a necessidade na inscrição.
Quem for usar o Enem para obter a certificação de conclusão do ensino médio deverá indicar uma das instituições certificadoras que estará autorizada a receber seus dados cadastrais e resultados. Para receber a certificação, é necessário tirar nota mínima de 450 nas quatro provas e 500 na redação.
O edital indica ainda que cabe ao candidato verificar no sistema do Inep se a inscrição foi concluída com sucesso. Que não for isento deverá acompanhar a confirmação do pagamento da taxa. O candidato deverá guardar número da inscrição e a senha. Elas são indispensáveis para todo o processo do Enem, como inscrição, realização da prova, obtenção dos resultados e participação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona os alunos melhores classificados no Enem para vagas em universidades públicas cadastradas
Também será usado nos programas de bolsa de estudos (Prouni) e de financiamento estudantil (Fies), entre outros programas do Ministério da Educação, como o Ciência sem Fronteiras. O Comprovante da Inscrição estará disponível no http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao, site ainda fora do ar.
ÁREAS DO CONHECIMENTO
Ciências humanas e suas tecnologias: história, geografia, filosofia e sociologia
Ciências da natureza e suas tecnologias: química, física e biologia
Linguagens, códigos e suas tecnologias e redação: língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação
Matemática e suas tecnologias: matemática
As provas
O Enem será realizado nos dias 26 e 27 de outubro. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas vão tratar de quatro áreas de conhecimento do ensino médio (veja ao lado).
Para a realização, das provas o candidato deverá usar somente caneta com tinta esferográfica preta e feita com material transparente.
As provas terão início às 13h e os portões serão abertos às 12h (sempre no horário de Brasília). No dia 26 de outubro, os candidatos farão as provas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias, até as 17h30. No dia 27 de outubro serão realizadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias, que terminarão às 18h30. O candidato só pode entregar o gabarito e deixar a sala após duas horas de prova. Para levar o caderno de questões, é necessário esperar na sala até que faltem 30 minutos para o fim da prova.
O Inep recomenda que os candidatos cheguem ao local de prova ao meio-dia (horário de Brasília). É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas. Quem não tiver o documento deverá apresentar boletim de ocorrência emitido no máximo 90 dias antes da data da prova e se submeter a uma identificação especial e preenchimento de formulário próprio.
Conferência dos dados
Antes de iniciar as provas, de acordo com o edital, o candidato deverá verificar se o seu caderno de questões contém a quantidade de questões indicadas no seu cartão-resposta e contém qualquer defeito gráfico que impossibilite a resposta às questões. O estudante deverá ler e conferir todas as informações registradas no caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação, na lista de presença e demais documentos do exame.
Se notar alguma coisa errada, o candidato deverá imediatamente comunicar ao aplicador de sua sala para que ele tome as providências cabíveis no momento da aplicação da prova.
Segundo o edital, a capa do caderno de questões possui informações sobre a cor do mesmo e uma frase em destaque, e caberá obrigatoriamente ao candidato marcar nos cartões-resposta, a opção correspondente à cor da capa do caderno de questões; transcrever nos cartões-resposta a frase apresentada na capa de seu caderno de questões. As respostas das provas objetivas e o texto da redação do deverão ser transcritos, com caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente, nos respectivos cartões-resposta e folha de redação, que deverão ser entregues ao aplicador ao terminar o exame.
O que não pode
O edital proíbe ao candidato, sob pena de eliminação, falar com outros candidatos, usar lápis, lapiseira, borracha, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, calculadora, agendas eletrônicas, celulares, smartphones, tablets, ipod, gravadores, pen drive, mp3 ou similar, relógio ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.
O edital afirma que é obrigação do candidato "guardar, ao ingressar em sala de provas, em embalagem porta-objetos fornecida pelo aplicador, telefone celular desligado, quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados e outros pertences listados anteriormente, sob pena de eliminação do exame". No último Enem, dezenas de candidatos foram eliminados depois que tiraram fotos com celular do cartão de respostas, antes do início da prova, e as postaram em redes sociais.
Todos os pertences que não sejam a caneta azul de material transparente e o documento de identificação deverão ser guardados em um porta-objetos com lacre, que deverá ficar embaixo da carteira do candidato e só poderá ser reaberto após a saída dele da sala de prova.
VEJA AS COMPETÊNCIAS DA REDAÇÃO
Competência I: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita
Competência II: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Competência III: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência IV: Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.
Competência V: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Fonte: Inep
A redação
O sistema de correção do Enem ficou ainda mais rígido em 2013. A partir deste ano, três mudanças devem garantir uma correção mais rigorosa neste ano: a proibição do deboche, a exigência do domínio da norma culta para receber a nota máxima e a redução da discrepância máxima nas notas dos dois corretores para que a redação seja encaminhada por uma terceira avaliação independente.
Além de alterar as regras para anulação da redação parar incluir as tentativas de deboche, classificadas como tendo "parte do trecho deliberadamente desconectada com o tema proposto", o MEC agora vai exigir uma justificativa dos corretores para aceitar que uma redação contendo erro de português receba a nota máxima. O ministério ainda diminuiu a discrepância máxima aceita entre os dois corretores.
A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 100 pontos ou mais na nota final atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1.000), ou de 80 pontos ou mais em pelo menos uma das competências, a redação passará por um terceiro corretor, em um mecanismo que o Inep chama de "recurso de oficio".
Se a discrepância persistir, uma banca certificadora composta por três avaliadores examinará a prova. Os candidatos poderão solicitar vistas da correção, porém não poderão pedir a revisão da nota.
Além das provas com deboche, será atribuída nota zero à redação: que não atender a proposta solicitada ou que possua outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; sem texto escrito na folha de redação, que será considerada "em branco"; com até sete linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará "texto insuficiente"; linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas; com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, que será considerada "anulada".
Os resultados
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no site http://www.inep.gov.br/enem até o terceiro dia útil após as provas, ou seja, até 30 de outubro. Os candidatos poderão acessar os resultados individuais do Enem 2013 em data que ainda será divulgada, mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no endereço eletrônico http://sistemasenem2.inep.gov.br/.
O Inep diz que a utilização dos resultados individuais do Enem para fins de certificação, seleção, classificação ou premiação não é de responsabilidade do órgão, mas das entidades às quais os dados serão informados pelo candidato.
O Inep não fornecerá atestados, certificados ou certidões relativas à classificação ou nota dos candidatos. De acordo com a portaria publicada no "Diário Oficial", a inscrição do participante implica a aceitação das disposições, diretrizes e procedimentos para a edição do Enem contidas no edital. Para os adultos submetidos a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas, que incluam privação de liberdade, haverá um edital para o processo de inscrição específico.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pesquisador: melhor professor é o que conhece erros dos alunos


Boa parte das pessoas acredita que as estações do ano são resultado do movimento do planeta Terra, ficando mais perto ou mais longe do Sol. Outra crença comum é de que a eletricidade corre por entre os cabos como a água num rio e que, se o fio for espremido, ela perderá sua potência. Para Philip Sadler, professor sênior no Departamento de Astronomia e diretor do departamento de educação científica do Centro de Astrofísica de Harvard, se o educador conhecer estas crenças equivocadas dos alunos, poderá ensiná-los de maneira muito mais eficiente.
Todo mundo já teve um professor incrivelmente bem informado, mas que não era fenomenal. Uma das razões para isso é que os professores podem não ter consciência do que se passa na cabeça de seus alunos, mesmo que tenham tido exatamente as mesmas ideias quando eram estudantes
Philip SadlerProfessor de Harvard
Sadler e seus colegas realizaram um estudo nada comum, cujos resultados foram apresentados em artigo publicado no mês passado no American Educational Research Journal. A pesquisa consistiu em testar 181 professores de ciências e quase 10 mil alunos para mostrar que, mesmo a maioria dos educadores conhecendo bem o assunto, os que mais ajudam o aluno a aprender são, de fato, os mais capazes de prever as respostas erradas dos estudantes nos testes.
"O nosso grupo de pesquisa descobriu que para a ciência que as pessoas consideram factual, o conhecimento do professor é muito importante. Se os professores não conhecem os fatos, eles não podem transmitir para os alunos. Mas para aquelas questões que medem a compreensão do conceito, mesmo se o professor souber a explicação científica, isso não será suficiente para garantir que seus alunos aprendam.”
Para que os professores possam ajudar os estudantes a mudar suas crenças incorretas, eles primeiro precisam saber quais são elas. E é aí que está o foco dos testes padronizados desenvolvidos por Sadler. Foram recolhidas respostas de múltipla escolha de provas que abordam temas comuns (e por vezes envoltos em mitos) como a eletricidade se comportando como água. Para o estudo, Sadler e seus colegas pediram que os professores respondessem a cada pergunta duas vezes, uma vez para dar a resposta cientificamente correta e, na segunda, para prever qual resposta errada os alunos dariam. “Ocorreu-nos que pode haver uma maneira de medir esse tipo de conhecimento dos professores sem passar longos períodos de tempo observando-os nas salas de aula.”
Os alunos foram, então, submetidos a três testes ao longo de ano para determinar se seus conhecimentos tinham melhorado. Os resultados mostraram que a pontuação da maioria teve ganhos quando os professores foram capazes de prever suas respostas erradas. Sadler, que pretende realizar estudos semelhantes nas ciências biológicas, disponibilizou, gratuitamente, as perguntas usadas na pesquisa no site da universidade (em inglês e mediante cadastro). Ele diz que gostaria que outros professores usassem esses testes para ajudar no planejamento das aulas e na mudança das ideias erradas dos alunos.
Para ele, a certificação do Estado para o ensino da ciência poderia incluir a certeza de que os novos professores estão cientes dos equívocos mais comuns dos alunos, além do domínio da disciplina. “Todo mundo já teve um professor incrivelmente bem informado, mas que não era fenomenal. Uma das razões para isso é que os professores podem não ter consciência do que se passa na cabeça de seus alunos, mesmo que tenham tido exatamente as mesmas ideias quando eram estudantes”, diz Sadler, que completa: “Conhecimento dos erros dos estudantes é uma ferramenta fundamental para professores de ciência. Se um professor não tem esse tipo de conhecimento, é quase impossível mudar as ideias dos alunos”. [Fonte: Terra]
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