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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ruído em sala de aula incomoda 70% dos alunos, diz pesquisa da Unicamp

Estudantes se incomodam com o ruído provocado
em salas de aulas (Foto: Reprodução/ EPTV)


Uma pesquisa da Unicamp realizada com cerca de 700 estudantes do ensino fundamental das redes públicas e privadas de Campinas (SP) revelou que 70% das crianças e adolescentes se incomodam com o ruído provocado pelos colegas em sala de aula. Para 99% deles, os colegas são os principais responsáveis pelo barulho. Segundo a fonoaudióloga Keila Knobel, que desenvolveu o estudo, a resultado foi uma surpresa. Antes acreditava-se que só os professores tinham essa percepção. "Atrapalha porque estou escrevendo e não consigo pensar", alerta a estudante Isabela Pocai.
De acordo com o estudo, cerca de 60% dos estudantes relatam que os ruídos na escola atrapalham durante os exercícios em sala de aula, interferindo na concentração e atenção. Outros 10,3% comentam que não conseguem entender a professora, 6,2% disseram que ficam com dor de cabeça e 6,5% sentem dor de ouvido. "Muitas vezes ele volta para casa com dor de cabeça. Nós investigamos e ele não tem problema de visão. Acho que realmente é o barulho", disse a empresária Lilian Gracioli.
De acordo com a pesquisa, 22,1% admitem ter participação no barulho. Outros 34,8% admitem que fazem barulho 'às vezes', justificando que sempre falam quando terminam a lição ou que conversam baixinho. “Os estudantes não têm ciência que eles mesmos produzem o barulho", comenta Keila Knobel.
Os estudantes não tem ciência que eles mesmos produzem o barulho"
Keila Knobel
Pesquisa
O diagnóstico integra o pós-doutorado da pesquisadora em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas (FMC), por meio do Departamento de Desenvolvimento Humano e Reabilitação. A pesquisa realizada entre 2010 e 2012 com crianças de 6 a 14 anos, era inicialmente em cima do programa americano “Dangerous Decibel”, traduzido como decibéis perigosos, para detectar o processo de perda auditiva ao longo da vida.

Keila explica que o processo era entender a perda auditiva em crianças e adolescentes através de eletrônicos como tocador de MP3, televisão e celulares. “Quando iniciei o trabalho em campo me choquei com o barulho nas salas de aula e resolvi integrar a pergunta no questionário”, explica a fonoaudióloga. “O resultado foi impressionante ao ver que a maioria se incomodava com o ruído em sala de aula, que chega atingir 85 decibéis", diz.
Geração do ruído
A fonoaudióloga desenvolveu durante a pesquisa a tese da “Geração do Ruído” que é, segundo ela, que as crianças são estimuladas desde pequenas a escutar e reproduzir barulhos muito intensos. “Elas vão ao circo e o palhaço diz que quem gritar mais alto ganha pirulito, ou os pais as estimulam a dançar com músicas muito altas, isso influência nos hábitos sonoros”, aponta a pesquisadora.

Já existe um novo projeto a ser aplicado pela fonoaudióloga em estudantes do Ensino Fundamental 1, em que será trabalhado em sala de aula medidas para as crianças aprenderem a controlar o ruído.
De acordo com a coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Professora Dirce Van, a pesquisa desenvolvida contribui de forma positiva no campo pedagógico para novos estudos aprofundados sobre o assunto. Ainda de acordo com a pedagoga, uma medida que as escolas podem tomar para diminuir os barulhos é fazer ações coletivas com o grupos, em que seja exposto os problemas e soluções nas salas de aula. [Fonte: G1]
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