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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Simulado ENEM 2016

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma prova, adotada em todo o país que tem por objetivo central, avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, entretanto, é utilizado também no processo seletivo de diversos outros programas, como o SiSU, Fies, ProUni, etc. Dessa forma, tendo por objetivo avaliar a qualidade do ensino no país, nada mais lógico do que ser uma prova a abordar as diferentes áreas do conhecimento.
Os conteúdos das provas do ENEM são elaborados de acordo com as matrizes de referência estabelecidas pelo Ministério da Educação em quatro áreas distintas: Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias; Matemática e Suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas tecnologias e Ciências Humanas e Suas Tecnologias.
Dentro dessas quatro áreas, se encontram todas as disciplinas: língua portuguesa, inglês, artes, matemática, química, física, biologia, geografia, história, filosofia e sociologia. Geralmente as questões são interdisciplinares, ou sejam, exigem o conhecimento de mais de uma disciplina na resolução da questão.
Formato do ENEM 2016:
Por abranger tantos conteúdos diferentes, não é uma prova curta. Muito pelo contrário, são dois dias de prova (geralmente um final de semana inteiro), sendo que em cada dia são abordadas algumas das áreas do conhecimento. Não é possível prever ainda o formato da prova deste ano, que somente é confirmado após a divulgação do edital, entretanto, com base nos anos anteriores, provavelmente os dias de prova serão divididos entre Ciências Humanas e Ciências da Natureza, em um dia, e Linguagens, Redação e Matemática, no outro.

O primeiro dia de prova tem duração total de 4h e 30min e o segundo dia, por ter a redação, tem um pouco mais de tempo, totalizando 5h e 30min. Como dissemos anteriormente, não é uma prova curta, portanto é necessário de preparar para tal, a fim de garantir melhores resultados.
Simulados ENEM 2016:
Uma boa forma de treinar para o dia da prova do ENEM 2016, é realizar simulados. Os simulados do ENEM 2016 são facilmente encontrados na internet e seguem exatamente o modelo da prova do Ministério da Educação.

Ao fazer os simulados online, você não só treina para aguentar uma prova tão longa e até mesmo cansativa, como também já se acostuma ao tipo de questões que podem aparecer.
Se seu objetivo ao prestar o ENEM 2016 é mais específico, como ingressar numa universidade e o curso para o qual você pretende conseguir uma vaga tem peso maior em algumas disciplinas, você pode optar, também, por realizar um simulado do ENEM voltado para as área do conhecimento que mais pesarão na sua nota final. Através de uma simples busca na internet, você certamente encontrará diversos formatos de simulados do ENEM 2016 diferentes.
Mas, lembre-se, são dois dias de provas e a prova em si é longa, então por mais que você estude e se foque nas disciplinas que terão mais peso na sua nota final, não se esqueça de, ao menos, uma ou duas vezes, realizar o simulado para o ENEM 2016 completo, cronometrando o tempo. Isso garantirá que você não se desespere com a passagem do tempo no dia da prova, além de que, você cria um ritmo para a resolução das questões.
Candidatos podem realizar simulado por meio de aplicativo gratuito
Ao acessar o aplicativo, o cidadão tem a disposição questões de forma aleatória. Também é possível treinar respondendo a todas às questões, com a opção de selecionar disciplinas específicas para saber como está o desempenho em cada uma das áreas cobradas no exame.

Acesse o Simulado Gratuito do ABC: http://questoesenem.ebc.com.br
Não deixe de realizar os simulados do ENEM e boa prova!

Quer saber tudo sobre o ENEM? Siga-nos no facebook

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Aprendendo a aprender: ferramentas mentais poderosas para ajudá-lo a dominar assuntos difíceis (em Português)

Informações sobre o curso

Este curso proporciona um acesso fácil às valiosas técnicas de aprendizagem usadas por experts em Arte, Música, Matemática, Ciência, Esportes e muitas outras disciplinas. Vamos aprender sobre como o cérebro usa dois modos bastante diferentes e como ele encapsula (“associa em blocos”) informações. Vamos também tratar de ilusões de aprendizado, técnicas de memória, lidar com procrastinação e boas práticas mostradas por pesquisa como sendo as mais efetivas em ajudá-lo a dominar assuntos difíceis. Usando estas abordagens, não importa seu nível de habilidade nos tópicos que queira dominar, você pode mudar seu pensamento e mudar sua vida. Se você já é um expert, essa espiada embaixo do capuz mental vai te dar ideias pra carregar o turbo do aprendizado de sucesso, incluindo dicas contraintuitivas e insights que vão te ajudar a fazer melhor uso do seu tempo em lições de casa e listas de exercícios. Se você está com dificuldades, você verá um tesouro estruturado de técnicas práticas que vão te levar através do que você precisa fazer pra entrar na pista. Se você alguma vez quis ficar melhor em qualquer coisa, este curso vai lhe ajudar servindo como seu guia. Acesse Coursera Aqui

segunda-feira, 14 de março de 2016

Ex-refugiada ganha prêmio de US$ 1 milhão como melhor professora do mundo

AP Hanan Al Hroub trabalha com crianças traumatizadas pela violência
Uma professora palestina que cresceu em um campo de refugiados ganhou o prêmio Global Teacher, considerado o "Nobel da Educação".
O anúncio do vencedor, que receberá US$ 1 milhão, foi feito pelo papa Francisco.
Após a infância em um campo palestino perto de Belém, a professora Hanan Al Hroub hoje dá aulas para refugiados.
"Professores podem mudar o mundo", disse ela após receber a premiação. "Estou orgulhosa de ser uma professora mulher palestina aqui neste palco."
Hanan Al Hroub disse que usará o dinheiro do prêmio ajudando seus alunos.
O papa Francisco enviou um vídeo dizendo que os professores "construíam paz e unidade".
Brasileiro
Os vencedores foram anunciados em Dubai; o príncipe William, o duque de Cambridge, também enviou uma mensagem em vídeo. Ele falou sobre a "incrível responsabilidade" dos professores e disse que ele podem "influenciar, inspirar e moldar a vida de uma pessoa para melhor".
Entre os indicados ao prêmio havia um brasileiro, o professor voluntário Marcio Andrade Batista. Ele dá aulas no Mato Grosso com uma metodologia que se baseia na aplicação das ciências à vida cotidiana.
Marcio estava na lista de 50 finalistas divulgada pela ONG Varkey Foundation, que concede o prêmio. Ele foi o primeiro brasileiro selecionado em três anos do prêmio. Mas ele não entrou na lista dos 10 finalistas que subiram ao palco do evento.
Entre os finalistas havia ainda professores da Índia, Quênia, Finlândia, Inglaterra e Estados Unidos.
A Varkey Foundation é o braço de caridade da empresa de educação internacional GEMS. O prêmio é entregue em uma cerimônia estilo "Oscar" com o objetivo de aumentar o status da profissão de professor.
Na plateia em Dubai estavam estrelas de Hollywood como Salma Hayek e Matthew McConaughey e personalidades da política como o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair e o vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum.
Os dez finalistas foram convidados ao palco em um vídeo do físico Stephen Hawking e foram parabenizados, também por vídeo, pelo vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e pelo ex-presidente dos EUA Bill Clinton.
Sunny Varkey, fundador da Varkey Foundation e criador do prêmio, disse esperar que a história de Hanan Al Hroub "inspire aqueles que querem entrar na carreira de professor".
Conheça os outros nove finalistas:
- Maarit Rossi, Finlândia, que desenvolveu seu próprio método de ensinar matemática. A Finlândia tem alguns dos melhores resultados em matemática do mundo em provas internacionais, mas os alunos dela têm resultados ainda melhores que os padrões finlandeses
- Aqeela Asifi chegou ao Paquistão como refugiada do Afeganistão e dá aulas para crianças refugiadas em uma escola que ela criou
- Ayub Mohamud, professor de business do Quênia, chegou às finais com um projeto para desencorajar violência extremista e radicalização
- Robin Chaurasiya de Mumbai, na Índia, fundou uma organização para ensinar e dar apoio a adolescentes em zonas de prostituição
- Richard Johnson, professor de ciência de Perth, na Austrália, montou um laboratório de ciências para crianças de escola primária
- Michael Soskil, da Pensilvânia, nos EUA, que já tinha ganhado um prêmio pela "excelência em ensinar ciências e matemática", motiva seus alunos ao ligá-los a projetos ao redor do mundo
- Kazuya Takahashi, do Japão, desenvolveu uma iniciativa para ensinar ciências e incentivar a cidadania global
- Joe Fatheree, de Illinois, dos EUA, foi pioneiro em usar projetos com impressoras 3D, tecnologia de drones e usando games online como Minecraft
- Colin Hegarty, professor de matemática de Londres que criou um site com aulas online

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

eBook: O Impacto da Prova Brasil na Educação Pública




Nos últimos meses você acompanhou nossa série de artigos sobre a Prova Brasil. Fizemos o eBook “O Impacto da Prova Brasil na Educação Pública” com todos os textos para que você possa ler em qualquer lugar e quando quiser.
O que você vai encontrar nesse eBook:
  • A essência da Prova Brasil
  • Para que serve a Prova Brasil?
  • Os três usos da Prova Brasil
  • E se não existisse a Prova Brasil?
  • A estrutura da Prova Brasil
  • Como a Prova Brasil acontece nas escolas?
  • Conteúdo bônus!


Espero que este conteúdo possa lhe ser útil.
Caso não consiga clicar no link, copie e cole este endereço no seu navegador: http://www.qedu.org.br/ebook-prova-brasil
Grande abraço,
Kaléu Caminha
Coordenador do QEdu
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Professores se sentem excluídos dos debates educacionais, diz pesquisa

Ver os alunos aprendendo de verdade é o que mais motiva os professores do ensino básico brasileiro a continuarem na carreira do magistério, mas não serem ouvidos pelos gestores é um dos pontos mais os preocupam. Esses foram alguns dos resultados da pesquisa Conselho de Classe, realizada pelo IBOPE Inteligência a pedido da Fundação Lemann, com o apoio do Instituto Paulo Montenegro, e que contou com a participação de 1 mil professores do ensino fundamental da rede pública.
O objetivo da pesquisa foi dar voz aos professores, tão importantes agentes de mudança na educação. A pesquisa mostrou a visão deles sobre a educação do país. Entre a várias perguntas que eles responderão, estão:
  • Quais aspectos trazem mais satisfação na sua atuação como professor?
  • Com que frequência você sente que a sua opinião é ouvida?
  • O que você gostaria de discutir e mudar na educação?

Formação e atuação dos professores

Mais de 60% dos professores entrevistados fizeram a graduação em alguma universidade particular. Apesar disso, a maioria deles estudou o ensino básico (ensino fundamental e médio) em escola pública. Além disso, poucos têm ou tinham pais com ensino superior completo.
A maioria dos entrevistados também disse que pretende continuar na mesma escola em que atua nos próximos cinco anos. Dos participantes, 9% disse que pretende permanecer como professor, mas em outra escola, e 5% que gostaria de assumir cargos de direção e administração escolar.
Os pesquisadores conversaram com alunos de escolas onde realizaram o estudo e descobriram uma coisa que todas elas tinham em comum: professores inspiradores que impactaram suas vidas. Assista abaixo ao vídeo dessa conversa com os alunos.

O que mais motiva o professor

A entrevista ainda procurou saber o que, nas condições por que passam hoje, motiva os professores a continuarem na carreira do magistério. Saber que está contribuindo para o aprendizado dos alunos foi a principal resposta dos entrevistados (72%). A maioria, por exemplo, disser ser totalmente a favor de que os currículos de todas as escolas do Brasil tenham uma base comum, e que saber o que é esperado do aluno a cada ano facilitaria seu trabalho.
A remuneração foi citada como motivador por 20% dos entrevistados. Vale ressaltar que o estudo quis identificar o que o motiva a continuar como professor e não o que é mais importante para o profissional. Além disso, mais de 70% dos professores afirmaram sentir que existe um descompasso financeiro frente a outros profissionais de nível superior, tanto do setor público quanto privado.
Entrevista com professora na pesquiisa Conselho de Classe

Como os professores se sentem

Mais da metade dos entrevistados disse que nem sempre tem voz no debate educacional. A sensação de ser ouvido vai piorando quanto mais distante o professor se sente de um órgão ou gestor, como o Ministério da Educação: 96% dos professores disseram que nunca ou apenas algumas vezes se sentiram ouvidos pelo MEC.
O estudo mostrou que, para os professores, caso a opinião deles fosse mais ouvida pelos gestores educacionais, questões como condições de trabalho e desempenho escolar dos alunos poderiam ser mais impactadas. Além disso, para eles, o tema mais importante para se discutir é o acompanhamento psicológico e a indisciplina dos alunos.

Temas preocupantes para os professores

A pesquisa identificou quatro grandes temas que mais preocupam os docentes. O primeiro é a questão da formação efetiva dos alunos. Para eles, essa luta é importante, pois assim é possível enfrentar a defasagem de aprendizado, por exemplo. A maioria também disse não ter certeza se o que ensina para os alunos é suficiente para que se desenvolvam pessoal e profissionalmente.
O segundo tema diz respeito à heterogeneidade das turmas. Dentro deste tema, um dos desafios é a falta de condições adequadas para a inclusão de alunos com deficiência. Já o terceiro tema trata sobre a relação com as família. Os professores disseram se sentir sobrecarregados com tarefas que deveriam ser assumidas pelos pais, por exemplo.
O último tema preocupante para os professores é a aplicabilidade das políticas educacionais. A maioria se sente excluído do processo de implementação de políticas públicas para a educação.
Quer conhecer melhor a opinião dos professores sobre esses e outros temas? Baixe gratuitamente a pesquisa “Conselho de Classe”, basta preencher o formulário abaixo. [Fonte: QEdu]

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Usando a Tecnologia como Aliada da Educação



Novidades sobre a qualidade da educação
Imagine acompanhar em tempo real o progresso de seus alunos e poder recomendar para cada um deles exercícios e conteúdos de acordo com o que eles mais precisam.Parece coisa de escola do futuro, mas isso já é possível. Usando a tecnologia como sua aliada, você pode levar ferramentas e aplicativos para sua sala de aula que permitem fazer exatamente isso.

Para apoiar nesse processo, a Fundação Lemann e parceiros acabam de lançar quatro cursos online e gratuitos ​no Coursera ​que apresentam aos educadores formas de integrar tecnologias digitais ao currículo escolar​ favorecendo a personalização do ensino​.

Explorando os recursos educacionais da Khan Academy
(https://www.coursera.org/learn/khanacademy/) ​

Matemática simplificada. O curso apresenta a ferramenta gratuita Khan Academy através das perspectivas do tutor e do aluno, para que o professor domine todos os recursos disponíveis. Ele aborda diferentes etapas do uso da ferramenta: desde como começar a usar o site em aulas até como aproveitá-lo para otimizar o aprendizado.

Fundamentos do Google para o ensino
​(https://www.coursera.org/learn/fundamentosgoogle/)

Um apoio para tornar os professores mais inovadores e eficazes. O curso ensina os professores a usarem ​soluções do Google para facilitar seu trabalho, seja nas atividades administrativas ou em dinâmicas de sala de aula.

Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação
​(https://www.coursera.org/learn/ensino-hibrido/)

Ensino híbrido é uma abordagem da educação que usa a tecnologia como aliada no ensino e aprendizado. Este curso, que foi criado a partir da experiência de professores brasileiros, apresenta formas de o educador aproveitar melhor seu tempo e entregar a cada aluno conteúdos personalizados. Além de explicar o conceito de ensino híbrido, ele propõe atividades práticas para implementá-lo no dia a dia da escola. O Ensino Híbrido pode ajudá-lo a usar ainda melhor a Khan Academy, Programaê! e produtos Google.

Aprenda a ensinar programação com o Programaê!
​(https://www.coursera.org/learn/programae/)

Um curso para o professor aprender a usar a ferramenta gratuita Programaê! explorando todos os seus recursos pedagógicos. Além de apresentar o site e os planos de aula, propõe atividades desplugadas e explica a importância do ensino de programação para o desenvolvimento de competências​ necessárias para o século 21​.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A Finlândia tem muito a ensinar

Todo mundo admira a lendária neutralidade da Suíça, que se permitiu passar ilesa pelas duas guerras mundiais que devastaram a Europa no século passado. Injustamente, porém, quase ninguém conhece a histórica altivez da Finlândia, que rechaçou pelas armas dois poderosos invasores, os soviéticos e os nazistas - conseguindo também atravessar a Guerra Fria sem aderir ideologicamente a nenhum dos lados que, entre 1947 e 1991, polarizaram o mundo entre comunismo e capitalismo. Na canção Let's Do It, de Cole Porter, os finlandeses aparecem só depois dos pássaros, das pulgas, dos lituanos, espanhóis e holandeses em sua hipnótica lista de seres que se apaixonam na primavera. Mesmo tendo dado ao mundo o escorredor de pratos e os celulares Nokia, o destino da Finlândia não é ser famosa. Assim, a revolução educacional gestada nas escolas de lá está silenciosamente lançando as bases da educação que vai ajudar a moldar o ensino em todo o mundo no decorrer do século XXI. VEJA foi a Helsinque testemunhar essa saga, narrada em detalhes nas páginas seguintes desta reportagem.
Finlândia 7X0

Crianças ora hipnotizadas pela tela do computador, bem à vontade só de meias, ora ao ar livre e gelado, dissecando a geologia de uma paisagem que tem como marco uma sólida rocha encravada entre os pinheiros, como se fosse um parque temático sobre a era glacial. Bem-vindo à Finlândia, o país que se notabilizou como um dos melhores do mundo na educação, mas que, mesmo assim, já finca os pilares do ensino do futuro. Fale com qualquer professor de lá, da 1ª série à universidade, e ouvirá, como uma bem orquestrada sinfonia de Sibelius, o grande compositor finlandês, orgulho nacional: precisamos de uma escola que leve os alunos ao limite de suas potencialidades, que os prepare para um mundo cada vez mais globalizado e os ensine a se adaptar ao novo, a se virar diante do inesperado, a criar e a inovar. Que a lição se faça ouvir por aqui, onde agora se debate justamente o primeiro currículo escolar brasileiro.
Nenhum país que tem a educação como prioridade está alheio à discussão que inflama as rodas especializadas e afeta a vida de pais e estudantes: o que ensinar a crianças que não necessitam mais do saber enciclopédico, já que têm acesso a informação de qualidade ao toque do mouse, mas devem ser talhadas para enfrentar problemas e ofícios que nem sequer se imagina quais serão? "Mais do que acumular dados, o aluno precisa aprender a aprender, porque a toda hora surge um conhecimento novo e relevante no planeta", resumiu a VEJA o físico alemão Andreas Schleicher, diretor da área de educação na OCDE (organização que reúne as nações mais desenvolvidas). No fim do ano passado, líderes de toda parte encontraram-se em Genebra para falar do currículo do século XXI. Houve consenso de que é preciso preservar os conteúdos essenciais, ter coragem para eliminar o resto e dar lugar na escola ao desenvolvimento de habilidades requeridas no mercado de trabalho, como resiliência, capacidade de produzir em equipe, comunicação, abertura ao risco, criatividade. A Finlândia forçou ainda mais a barra e decidiu tornar menos estanques as divisões entre as matérias, ensinando-as muitas vezes ao mesmo tempo. A ousadia, vinda do país que lidera rankings mundiais de ensino, ocupou as manchetes. Seria o começo do fim das disciplinas?
"Os conceitos básicos de cada matéria continuarão a ser ensinados com metas claras e elevadas, ainda que as fronteiras entre elas fiquem mais flexíveis", garante Leena Maija Niemi, 42 anos, vice-diretora da escola Kasavuori, a meia hora da capital, Helsinque, espécie de laboratório dos novos tempos plantado em meio à floresta. Ali, vê-se uma mescla de economia, geografia, história, demografia, estudos sociais e finlandês num projeto chamado Minhas Raízes, um dos vários em curso, em que cada adolescente produz vasto material sobre a cidade de seus pais, avós ou tios. Nessa abordagem de "aprendizado baseado em projetos", professores de várias áreas planejam as aulas em conjunto. Fomentam independência para pesquisar e colaboração. Não se põem à frente da classe a ministrar intermináveis aulas expositivas, mas vão de mesa em mesa, resolvendo dúvidas e renovando desafios. Especialistas de Singapura, Estados Unidos, México, Espanha e Tailândia já agendaram visitas à escola Kasavuori para conhecer o modelo que, a partir do próximo ano, fará parte do currículo mínimo obrigatório da Finlândia.
De certa maneira, as inovações finlandesas são um reencontro com um passado glorioso. Na Atenas clássica, o ensino era baseado em desafios que demandavam várias áreas do saber para ser solucionados. O mentor respondia a uma pergunta com outra mais difícil, um problema levava ao seguinte, em um voo pela razão balizado pelo rigor da geometria e pela lógica, mas impulsionado pelas asas da poesia. A realidade é multidisciplinar e requer diversos domínios para ser abarcada em toda a sua complexidade. Os gregos sabiam disso. Os finlandeses estão provando que essa e outras abordagens do passado, embora esquecidas no tempo, nunca perderam seu valor. Há um século, o filósofo e matemático inglês Alfred North Whitehead escreveu The Aims of Education ("Os objetivos da educação"), um libelo contra o academicismo e a compartimentação dos campos do saber. "Nas nossas escolas a contradição é vista como uma derrota, quando deveria ser o primeiro passo rumo ao conhecimento real." Whitehead preconizava também o trabalho cooperativo. Encontra-se muito das ideias dele na adaptação das escolas da Finlândia à dinâmica do mundo atual e às exigências da economia globalizada e conectada.
Na década de 70, a Finlândia decidiu promover uma virada crucial no ensino. Era um tempo em que metade da população ainda vivia na zona rural e a economia dependia das flutuações do preço da madeira - passado que soa remoto diante do atual desempenho do país na corrida global: a chamada "terra dos 1 000 lagos" (exatamente 187 000) e dos 2 milhões de saunas (uma para cada 2,7 habitantes) desponta entre os cinco primeiros nos rankings mundiais de competitividade, inovação e transparência. Sua capital lidera o mais recente teste de honestidade da revista Reader's Digest, baseado em quantas de doze carteiras com 50 dólares deixadas em lugares-chave pela revista foram entregues de volta a seus donos ou à polícia. Em Helsinque, onze das doze carteiras foram devolvidas - no Rio de Janeiro, quatro, o mesmo número de Zurique.
Não espere encontrar na Finlândia a rigidez típica de outros campeões do ensino, como Coreia do Sul ou China. Enquanto a palavra de ordem na Ásia é estudar noite e dia, nessas bandas da Escandinávia a rotina escolar é mais suave, com jornadas de cinco horas e lição na medida certa para sobrar tempo para "relaxar" - esse é o verbo de que os finlandeses gostam. Que não se confunda isso com indisciplina ou pouca ambição. Foi só a Finlândia perder posições no ranking da OCDE (ficou em sexto lugar no último) e o exame nacional mostrar certa queda para soar o alerta e o rumo ser corrigido. Os novos tempos são de construção do conhecimento em rede, uns colaborando com os outros, como nas rodas acadêmicas. Também é visível a mudança na condução da aula pelo professor, que às vezes nem mesa tem; a ideia é que ele palestre menos e guie mais o voo dos estudantes. Os mestres não são coadjuvantes, como em muitas experiências que se autointitulam inovadoras, mas o centro de uma reviravolta sustentada em delicado equilíbrio. "O segredo está em não achar que flexibilidade é o mesmo que anarquia", pondera a doutora em educação Kristiina Kumpulainen, da Universidade de Helsinque.
A tarefa de saber qual conteúdo deve sobreviver à afiada peneira deste século não é simples, mas vem sendo testada com sinais de sucesso, e não só na Finlândia. Também na vanguarda do ensino, o distrito de Colúmbia Britânica, no Canadá, encontra-se em pleno processo de separar o descartável do essencial. "Com uma grade de matérias tão pesada, as crianças não estavam aprendendo a pensar", reconhece Rod Allen, envolvido na missão de reescrever o currículo. Os canadenses continuarão a estudar os fundamentos da democracia grega e por que todos os caminhos levavam a Roma, mas não precisarão mais "sobrevoar", como diz Allen, todas as civilizações da Antiguidade. "No lugar de cinquenta tópicos mal absorvidos, vamos agrupá-los em dez ou doze grandes áreas, enfatizando os conceitos realmente valiosos", explica ele, que ainda esclarece: datas, pessoas e eventos importantes seguem firmes na cartilha. O Japão percorre trilha semelhante. Enxugou em 30% seu currículo para ceder espaço às habilidades tão em voga. Não há nada de modismo aí. Os japoneses perceberam que os postos de trabalho que envolvem atividades rotineiras e baseadas em um único tipo de conhecimento estão sendo varridos por aqueles movidos a desafios mais imprevisíveis e complexos, que exigem flexibilidade de pensamento e de postura. Mas em um ponto ninguém mexe: ler um livro por semana foi, é e sempre será sagrado.
Há décadas se fala da importância de ensinar habilidades comportamentais, ou socioemocionais, como se diz no meio, como persistência e autodisciplina. Há décadas também elas vêm sendo subestimadas nas escolas, ainda que, nos anos 80, o americano James Heckman, prêmio Nobel de Economia, tenha demonstrado em pesquisas que são tão ou mais determinantes para o sucesso futuro do que as tradicionais matérias - e, sim, podem ser incentivadas. Mas, à medida que a cadeia produtiva muda sua lógica, exigindo cada vez mais capacidade de resolução de problemas e de adaptação em todos os níveis, o alerta de Heckman se faz reverberar na educação. Um estudo do Instituto Ayrton Senna reforça as palavras do Nobel trazendo os números à realidade brasileira: alunos mais perseverantes e organizados aprendem em um ano letivo cerca de um terço mais em matemática do que os outros; a abertura ao novo e a coragem de empreender e errar produzem o mesmo efeito positivo em língua portuguesa. "Existe o princípio geral de que só o que dá para medir tem valor. Pois já conhecemos bem o peso dessas habilidades que soam tão abstratas", observa Oliver John, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e consultor da OCDE no projeto de criar um termômetro universal para aferi-las.
E o Brasil nisso? Bem, enquanto países como Finlândia e Austrália, outro caso de sucesso, revisam seu currículo a cada dez anos e a Coreia do Sul já cravou a sétima edição do seu, o Brasil não tem nenhum. Isso mesmo: aterrissamos no século XXI sem um consenso nacional sobre o que o aluno deve aprender a cada ano em cada disciplina. A principal razão para tão profundo atraso é de cunho ideológico. Uma turma de educadores ainda acha que um script com objetivos e metas de aprendizado em comum engessaria a liberdade de lecionar e daria as costas às diferenças. "Confundem até hoje estrutura com camisa de força", diz Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann e integrante de um grupo de especialistas que debatem o teor do currículo brasileiro por vir. Previsão: 2016.
Envolvido na confecção desse currículo, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, fez uma ala de pensadores tremular com suas afirmações a propósito do tema. Disse o ministro, acertadamente: "A tradição no Brasil é de enciclopedismo raso". A proposta conduzida por ele, portanto, mira diminuir quantidade em prol de profundidade, mas não só isso: "Desenvolver competências deve ser a principal missão da escola". Ele se refere, por exemplo, a saber ler e interpretar e afiar o raciocínio lógico. O que tirou o sono de especialistas foi a aparente contraposição que Unger fez entre conteúdos e competências (justamente relacionadas à utilização do conhecimento acumulado), como se fossem excludentes. "Não há conteúdos consagrados nem obrigatórios, sobretudo nos anos escolares mais avançados", defendeu ele a VEJA. "Também não podemos produzir um currículo engessado, que cale o experimentalismo vigoroso", foi além. Mas garantiu: a ideia é ter metas e orientações para docentes. A ver. Como professores que tropeçam no básico darão conta da transição para algo que só agora países bem mais evoluídos no ensino estão fazendo?
Muitas ressalvas cabem na comparação entre Brasil e Finlândia - a começar pela população: os finlandeses são 5,5 milhões com cultura homogênea e pouca disparidade de renda; já nós, 200 milhões com todo tipo de diversidade. Também eles não têm o mau hábito de mudar o curso da educação a cada troca de governo. A Finlândia adota um sistema parlamentarista com presidente da República que favorece coalizões entre quase todos os partidos. Tal estabilidade política contribuiu para a implantação de um sistema em que 99% das escolas são públicas e igualmente boas, segundo notou a OCDE. Tamanho é o valor que se dá à sala de aula que, mesmo na universidade, ninguém desembolsa um tostão. Ao contrário: os alunos ganham até bolsas para arcar com moradia. "Não precisamos mudar de cidade atrás de um bom ensino porque ele está por toda parte", conta a enfermeira Kirsi Ojala-Kinnunen, 42 anos, mãe de três filhos e uma entre os 35 000 habitantes da bucólica Tuusula, onde vive em uma casa de madeira típica do pós-II Guerra, com o conforto que todas essas residências têm - sauna para enfrentar o frio e as noites sem fim. Olhar para eles pode ajudar o Brasil a deixar a própria zona glacial: a dos últimos do mundo na educação.[Fonte: Veja.Com]

Em 2022, Brasil será um país de alfabetizados – e nada mais

Um novo mapeamento da educação no Brasil comprova que uma porcentagem ínfima de jovens conclui os estudos do ensino básico com os conhecimentos adequados em língua portuguesa e matemática. Tomando como base dados de 2013 divulgados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) no ano passado, o movimento civil e apartidário Todos Pela Educação, que traçou metas para a melhoria do ensino no país até 2022, aponta que somente 9,3% dos estudantes brasileiros se formaram no Ensino Médio com aprendizado adequado em matemática no período focado pelo estudo. O índice é superior para língua portuguesa (27,2%), mas não deixa de ser preocupante. Em 2011, por exemplo, os números eram de 10,3% e 29,2%, respectivamente. Se mantida esta tendência, o país continuará a ter no futuro jovens com níveis de compreensão e raciocínio lógico irrisórios para o ingresso numa boa universidade ou para o exercício pleno de uma profissão.
Embora 93,6% da população de 4 a 17 anos de idade estejam matriculados na educação básica - o índice fica um pouco abaixo da meta intermediária de 95,4% proposta pelo movimento -, os péssimos números registrados nos anos finais dos ensinos Fundamental (seis a 14 anos) e Médio (15 a 17 anos) refletem erros cometidos ao longo de todo processo de aprendizado. Menos de um terço das crianças de 8 anos que chegam ao 3º ano escolar são capazes de desenvolver uma redação em termos satisfatórios. A proficiência nacional em leitura nesta faixa etária encontra-se em 44,5%. A proficiência em matemática, em 33,3%.
Sem fôlego, o sistema de ensino deixa de atrair os jovens em fase final de formação, sobretudo os com baixa renda familiar. A consequência é uma alta taxa de evasão nacional. Cerca de 8,1% dos alunos desistiram do Ensino Médio em todo o país no período focado pelo estudo.
Com isso, mais de 1,6 milhão de adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora das escolas. Entre os matriculados no primeiro, segundo e terceiro anos do Ensino Médio, o atraso de dois anos ou mais atinge 33,1%, 27,8% e 25,4% dos alunos, respectivamente. Os números, apesar de terem diminuído se comparados com os dos anos anteriores, apresentam uma triste projeção para o país. O movimento Todos Pela Educação prevê que, em 2022, apenas 76,9% concluirão o Ensino Fundamental e 65,1% se formarão no Ensino Médio com até um ano de atraso. O prognóstico fica longe das metas traçadas pelo movimento para daqui sete anos: 95% dos jovens de 16 anos com Ensino Fundamental e 90% dos que fizeram 19 anos com Ensino Médio.[Fonte: Veja.Com]


Taxa de distorção entre idade e série - Estudo Todos Pela Educação
(Arte/VEJA)

Porcentagem de alunos com atraso escolar de dois ou mais anos no Ensino Médio - Estudo Todos Pela Educação
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