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Educação ajuda a superar a intolerância, defende Nações Unidas


Nassir Abdulaziz Al-Nasser, natural do Catar, dedica seu trabalho a promover a paz entre os países
Foto: Guilherme Justino / Terra
Escolhido há quase um ano pelo secretário-geral Ban Ki-moon como alto representante da Aliança de Civilizações da Organização das Nações Unidas (UNAOC, na sigla em inglês), Nassir Abdulaziz Al-Nasser, natural do Catar, dedica seu trabalho a promover a paz entre os países. A Aliança que ele hoje lidera a partir de Nova York defende a educação, o desenvolvimento sustentável e a cooperação entre os governos para evitar e resolver conflitos. Em uma entrevista exclusiva concedida ao Terra em Tarrytown, nos Estados Unidos, onde abriu oficialmente um curso de verão promovido por sua organização a 100 jovens de 90 países - inclusive o Brasil -, Al-Nasser descreve a atuação da UNAOC, sua crença de que os jovens serão responsáveis por mudar o mundo e como duradouras guerras, como na Síria, preocupam as Nações Unidas.
Designado embaixador não residente do Brasil e diversos outros países das Américas, o alto representante da Aliança de Civilizações trabalha com diplomacia há mais de 40 anos. Através da UNAOC, visa promover a melhoria das relações interculturais em todo o mundo. Confira, a seguir, a entrevista com Nassir Abdulaziz Al-Nasser.Al-Nasser revela a necessidade de atuação em conjunto para encontrar soluções a casos graves de violação dos direitos humanos, especialmente no Oriente Médio e no norte da África. Ele afirma que a Aliança está comprometida com situações humanitárias ao redor do planeta - tanto as causadas pela ação humana quanto devido a desastres naturais - e diz que a proteção ao ambiente, com atitudes sustentáveis, pode levar paz ao mundo. Responsabilidade que deve ser compartilhada por população e governos, mas que, ele acredita, será capitaneada pelos jovens, a quem ele descreve como o maior recurso da humanidade. Defendendo o diálogo e a tolerância entre partes conflitantes, Al-Nasser pede que as causas da violência sejam discutidas em busca de acordo.
Terra - Qual é o papel da Aliança de Civilizações na prevenção e resolução de conflitos ao redor do mundo?
Nassir Abdulaziz Al-Nasser - A Aliança de Civilizações das Nações Unidas foi construída sobre a premissa de que o diálogo é o melhor caminho para a paz. Esse é o núcleo da missão da Aliança desde que foi lançada, em 2005. Os valores fundamentais da Aliança são respeito e tolerância entre os seres humanos e aceitar a diversidade de suas culturas e crenças. Com isso em mente, a Aliança trabalho com quatro pilares principais: Juventude, Educação, Mídia e Migração. Então, como você vê, a juventude é um dos principais pilares da Aliança, em que obviamente investimos muitos recursos - e esse curso de verão em Tarrytown é um bom exemplo de como fazemos isso. 

Acredito que os jovens são o maior recurso do mundo. Eles são o verdadeiro futuro e os reais agentes de mudança. É por esse motivo que temos muitos programas que têm a juventude de todo o mundo - não apenas do Oriente Médio e norte da África - como alvo. Além dos cursos de verão (Summer Schools), a Aliança conta com um programa de bolsas destinado a facilitar a exposição de líderes em desenvolvimento dos mundos ocidental e muçulmano à mídia, cultura, política, think tanks (usinas de ideias), sociedade civil e religião. Também criamos o festival da juventude Plural+, o Youth Solidarity Fund (Fundo de Solidariedade da Juventude, em tradução livre). Esses programas fomentam o diálogo intercultural, o respeito ao outro independente de sua língua, raça ou crença. Todos esses programas e iniciativas se baseiam na convicção de que os jovens são a força propulsora da mudança.
Terra - O investimento em educação representa um esforço importante para prevenir a violência?
Al-Nasser - Certamente. É por isso que a Educação é um dos quatro pilares da Aliança. Esse curso de verão aqui em Tarrytown é todo desenvolvido sobre a educação dos jovens. Veja, nos contextos cada vez mais multiculturais que moldam nossas vidas no século 21, a educação é fundamental para tratar da ignorância e desconfiança que estão no cerne do conflito humano. A educação ajuda a superar estereótipos e intolerância, e a vencer a batalha contra a ignorância.

Também gostaria de acrescentar aqui que tenho o privilégio de uma parceria com sua alteza, sheika Mozah bint Nasser, do Catar, em sua iniciativa global Educate a Child (Eduque uma Criança, em tradução livre), que atinge 61 milhões de crianças. Também sirvo como membro do conselho do comitê Education Above All (Educação Acima de Tudo). Em outubro, participarei do World Summit for Education (WYSE).
Terra - Quais situações humanitárias mais preocupam a UNAOC atualmente?
Al-Nasser - Há muitas situações humanitárias (preocupantes) ao redor do mundo: algumas são devido a desastres naturais, algumas a conflitos religiosos ou políticos. Porém, talvez a situação humanitária na Síria seja uma das mais terríveis, e também na Somália. Estamos nos aliando ao Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) em missões humanitárias, e a mais recente foi uma missão às Filipinas para sensibilizar a sociedade a respeito da situação humanitária em Mindanau, causada por um tufão.

Terra - O senhor diria que o desenvolvimento sustentável deve ser uma prioridade para todos os países?
Al-Nasser - Você está absolutamente correto. O desenvolvimento sustentável  é essencial para um mundo melhor e mais pacífico. É por isso que tenho desenvolvimento e cultura ligados um ao outro e defini ambos como uma das seis prioridades durante o meu mandato. A Aliança está direcionando seus esforços às preocupações expostas pela Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e, particularmente, os objetivos de desenvolvimento sustentável, em que levamos em conta o contexto cultural de uma maneira que poderia acomodar diferentes religiões, etnias e culturas.{Fonte: Terra]


Educação é crucial para a segurança global, diz chefe da Unesco

A perigosa combinação do desemprego entre os jovens, falta de educação e ameaça de extremismo está tornando o acesso à escola em uma “questão de segurança”, disse Irina Bukova, diretora-geral da Unesco, órgão da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, de acordo com informações da BBC.
A volátil perspectiva de milhões de pessoas sem formação, jovens analfabetos em países em desenvolvimento, sob pressão por conta da crise financeira, trouxe um significado político sem precedentes para a campanha de dar a toda criança educação escolar primária, segundo Bukova.
A chefe da Unesco deu essas declarações antes do discurso na ONU da menina paquistanesa Malala Yousafzai, que irá pedir nos próximos dias pelo direito de frequentar uma escola para todas as crianças do mundo. Yousafzai, 15 anos, foi atacada pelos talibãs de seu país por defender seu direito à educação.
Meta distante
Em 2000, com a proximidade de um novo milênio, líderes mundiais comprometeram-se a garantir educação primária universal até 2015 – nenhuma criança iria ficar sem educação básica. Após um surto inicial, o progresso estagnou e a meta agora parece improvável de ser alcançada nos próximos 18 meses. “Em 2015, é impossível”, disse a búlgara que dirige a Unesco.

No entanto, Irina Bukova disse que ao invés de ser uma causa de pessimismo, a busca pelo objetivo trouxe “grande progresso”. Havia 108 milhões de crianças fora da escola quando o compromisso foi feito – as figuras mais recentes apontam que este número caiu para 57 milhões.
“Se as estratégias certas estão em vigor, e você coloca sua cabeça onde está o seu coração, então as coisas podem melhorar. No Afeganistão, em 2000, apenas 4% das meninas estavam na escola, e hoje há mais de 70%”, disse a líder.
Outro importante resultado positivo foi o reconhecimento da importância em medir a qualidade da educação, ao invés de simplesmente contar o número de crianças em uma sala de aula – entre as descobertas mais preocupantes foi a constatação de que, apesar de anos na escola, as crianças permanecem analfabetas funcionais.
A Unesco está planejando criar uma nova medida global para avaliar o que de fato está sendo aprendido nas escolas primárias pelo mundo. “Isso dará um entendimento global sobre o que significa qualidade de educação”, afirmou Bukova.
Ainda é incerto se haverá novos objetivos após 2015, mas qualquer coisa que seja proposto deverá lidar mais com a qualidade educacional do que simplesmente com o volume e número absoluto de crianças na escola.
Educação é chave para estabilidade política e econômica
Irina Bukova disse que a crise financeira mundial foi um grande golpe sobre a meta de atingir educação primária universal. Países doadores recuaram e deixaram uma “lacuna preocupante” na arrecadação de recursos.

Apesar disso, a chefe da Unesco afirmou que a crise financeira deu à educação uma importância política “paradoxal”, uma vez que o desemprego entre os jovens é uma grande ameaça em muitos países, e a educação e formação são vistos como elementos fundamentais para reverter o quadro.
“Educação agora está se tornando em alguns casos uma questão de segurança”, disse a búlgara, dando como exemplo países como Afeganistão, Iraque e a região do Oriente Médio, onde há grande pressão para providenciar educação para promover estabilidade e democracia e evitar o extremismo.
O mesmo vale para países emergentes. “No Brasil, o governo reconhece que o sistema educacional é um dos maiores desafios” em seu caminho para uma economia competitiva e inclusão social, de acordo com a chefe da Unesco, que acrescenta que economia e estabilidade política estão intrinsecamente ligadas à melhoria da educação.[Fonte: Terra]

Educação lidera consulta da ONU sobre prioridades para o mundo pós-2015


A Organização das Nações Unidas (ONU) está fazendo consultas em todo o Brasil para saber quais são as principais mudanças necessárias para melhorar o País e o mundo. A educação aparece como prioridade em todos os segmentos consultados até agora. 
Entre as sugestões apresentadas para melhorar a qualidade do ensino no Brasil está a fiscalização orçamentária; a valorização da educação básica; capacitação de professores, aliada ao aumento de salário e redução de carga horária; escola de período integral e gratuita para todos; campanhas de incentivo à leitura; preservação da diversidade linguística e de identidades culturais no currículo escolar; implementação de ações de segurança e defesa civil nas escolas; e fortalecimento da gestão participativa, entre outras medidas.
As pesquisas foram feitas durante encontros regionais em todo o País. Mas ainda há tempo participar, já que a ONU também está ouvindo as pessoas por meio da internet. Na pesquisa online, de 16 assuntos sugeridos, cada pessoa pode escolher seis prioridades.
De acordo com a consulta, além da melhoria no ensino, os brasileiros querem governo honesto e atuante, melhoria dos serviços de saúde, acesso a alimentos de qualidade, proteção contra o crime e a violência, além do acesso à água potável e ao saneamento.
Pela internet, o Brasil é o segundo no ranking de participação na pesquisa, com quase 12 mil votos. O primeiro lugar está com a Nigéria, onde quase 150 mil pessoas deram sua opinião até agora. No levantamento global, a educação também aparece como prioridade.
Segundo a ONU, todas as sugestões serão compartilhadas com os líderes mundiais que definirão a agenda de desenvolvimento global pós-2015, que por sua vez ampliará os resultados dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e enfrentará as desigualdades que ainda persistirem e os novos desafios que afetam o planeta. [Fonte: Terra]

ONU: direito à educação é mais do que frequência escolar


Para a relatora especial da ONU sobre o Direito à Educação, Kishore Singh, o "direito à educação significa mais do que a frequência na escola". "Aumentar o acesso sem garantir a qualidade dos professores, dos currículos e das escolas não vai melhorar nossas sociedades". A declaração foi feita durante a reunião mundial do programa Educação para Todos, realizada em Paris (França) e liderada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
No encontro, a relatora também pediu que os governos garantam um ensino de qualidade e inclusivo para todos, sem discriminações. "Temos de assegurar não apenas que um número cada vez maior de estudantes tenham acesso à educação primária, mas que os governos garantam que a educação seja um direito para seus cidadãos, que seja de alta qualidade e que seja promovida igualmente, sem discriminação".
O programa Educação para Todos, lançado em 1990, na Tailândia, é formado por uma coalizão de governos nacionais, grupos da sociedade civil e agências de desenvolvimento, como a Unesco, empenhados em atingir seis metas específicas até 2015:
Expandir os cuidados na primeira infância e no aprendizado;
Proporcionar educação primária gratuita e obrigatória para todos;
Promover as competências de aprendizagem e de vida para os jovens e adultos;
Aumentar a alfabetização de adultos em 50%;
Alcançar a igualdade de gênero;
Melhorar a qualidade do ensino.

No evento, a relatora reivindicou aos governos nacionais que promulguem uma legislação que assegure padrões mínimos de qualidade para os professores e currículos educacionais, e que combatam as desigualdades na educação, especialmente para meninas, minorias e crianças vulneráveis em nível social. [Fonte: Terra]

Mundo precisa de mais 1,7 milhão de professores, diz ONU


São necessários mais 1,7 milhão de professores para atingir a educação primária universal até 2015, um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estabelecidos pelos países signatários da ONU há 12 anos. O alerta foi feito na sexta-feira por várias agências das Nações Unidas, como Unesco, Unicef e Pnud, a fim de marcar o Dia Mundial dos Professores.
O documento defende o treinamento adequado de professores e à garantia dos direitos dos docentes, incluindo salários justos e a valorização da igualdade e da autonomia profissional.
Em entrevista à Rádio ONU, o brasileiro Alexandre Lopes, eleito em 2012 o melhor professor do estado da Flórida, nos Estados Unidos, explicou a prioridade dele enquanto docente.
"Eu acredito que a educação é a solução de qualquer problema. Quando uma pessoa decide que vai tornar-se um professor, querendo ou não essa pessoa torna-se altruísta. O foco não está mais nessa pessoa, o foco passa a estar nos alunos. O meu dever é para com os meus alunos, antes de ser para comigo mesmo", destacou o professor.
A Unesco ressalta que não pode haver ensino de qualidade sem docentes competentes e motivados. Para marcar a data, a agência da ONU lançou uma estratégia para 2012-2015, que busca diminuir a falta de professores (sobretudo na África Subsaariana), melhorar a qualidade do ensino e promover debates globais sobre educação. [Fonte: Terra]

ONU: 67 milhões de crianças não têm acesso à educação

Elevada taxa de natalidade e conflitos armados estão entre os principais fatores que prejudicam o ensino.

Ao menos 67 milhões de crianças no mundo não têm acesso à educação, especialmente em países com taxa de natalidade elevada e alvos de conflitos armados. A informação consta no relatório A crise oculta: Conflitos Armados e Educação, elaborado pelo Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU), que realiza nesta segunda-feira um encontro anual que tem a educação como tema central. A reunião acontece em Genebra, na Suíça.
Durante a sessão inaugural, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Joseph Deiss, insistiu na importância da educação para se alcançar a felicidade individual e a prosperidade econômica, além de melhorias sociais como a autonomia das mulheres e a redução da pobreza.
Pelo relatório, entre 1999 e 2008, ao menos 52 milhões de crianças foram matriculadas na educação primária, o que representou aumento de um terço com relação à década anterior. No entanto, apesar desse avanço, em regiões como a África Subsaariana, 10 milhões de crianças abandonaram o colégio por ano. Assim, em 2008, já havia um total de 67 milhões de crianças no mundo todo sem acesso à educação básica.
Além disso, nos países menos desenvolvidos, 195 milhões de crianças menores de cinco anos - uma em cada três - sofrem de desnutrição, o que causa danos irreversíveis ao desenvolvimento cognitivo.
Adultos - As crianças não são as únicas afetadas pelos problemas de acesso à educação, já que ao redor de 796 milhões de pessoas, 17% dos adultos de todo o mundo, são analfabetas. Deste percentual, dois terços são mulheres. A diferença de gênero é ainda notada entre as crianças. De acordo com a ONU, se a paridade de gênero tivesse sido alcançada em 2008, 3,6 milhões de meninas a mais teriam assistido à escola.
Joseph Deiss destacou a importância de atingir a meta da educação universal para cinco anos, como indicam os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, pelo qual são necessários mais de 1,9 milhão de professores. O cumprimento desse objetivo foi afetado pela crise, especialmente nos países mais pobres, já que sete dos 18 países de baixas receitas analisados cortaram seus orçamentos para educação e juntos somaram 3,7 milhões de crianças sem escolarizar. No entanto, os países mais pobres aumentaram em conjunto a despesa em educação, passando de 2,9% de seus orçamentos em 1999 para 3,8% em 2008.
Conflito armado - O relatório analisa ainda como as guerras afetam à escolarização das crianças, já que na última década 35 países sofreram com conflitos armados com duração média de 12 anos. Nesse período, 28 milhões de crianças - 42% do total - foram obrigadas a abandonar a escola primária por causa dos conflitos, responsáveis pela destruição de escolas e que tornaram muito mais perigosos os caminhos até as escolas.
No Afeganistão, por exemplo, foram registrados ao menos 613 ataques a escolas em 2009; na Tailândia 63 estudantes e 24 professores foram assassinados ou feridos entre 2008 e 2009, e, na República Democrática do Congo, um terço das violações ocorreu contra meninas, das quais 13% são menores de dez anos. Além disso, nesses países afetados por conflitos armados, 79% dos jovens são analfabetos, explica o relatório.
A ONU lembra a responsabilidade dos países ricos, já que no conjunto das 21 economias mais desenvolvidas investem mais recursos em armamento do que na construção das escolas. Se 10% dessa despesa militar fosse destinada à educação, haveria mais 9,5 milhões de crianças escolarizados.

ONU: Brasil está entre últimos da AL em escolaridade de jovens

Os jovens brasileiros estão entre os que permanecem por menos anos na escola na América Latina, apesar de a freqüência escolar no Brasil estar acima da média da região, segundo indica um relatório divulgado nesta semana pela Organização das Nações Unidas (ONU).


O relatório “Juventude Mundial 2007” indica que os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos passaram em média 8,4 anos na escola – entre as pessoas de 24 a 59 anos, essa média é de 7,5 anos.
A maior média de anos passados na escola entre as pessoas de 15 e 24 anos foi registrada no Chile (10,9 anos), seguido do Peru (10,6) e da Argentina (10,5).
Entre os 18 países latino-americanos considerados pelo relatório, o período de anos de escola dos brasileiros de até 24 anos é maior somente do que o dos guatemaltecos (8,2 anos), hondurenhos e nicaragüenses (7,9 anos).
Em relação à freqüência escolar, 73,6% dos jovens brasileiros entre 13 e 19 anos pertencentes à camada dos 20% mais pobres freqüentam a escola, enquanto 89,8% dos jovens na mesma faixa etária entre os 20% mais ricos vão à escola.
O índice brasileiro para os jovens mais pobres é superior ao de nove países da lista – Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai e Uruguai.

Avanços:
O relatório da ONU afirma que os países da América Latina tiveram grandes avanços no campo da educação nos últimos 30 anos, atingindo um índice médio de 95% das crianças matriculadas no ensino primário, superior aos 85% verificados entre os países em desenvolvimento em geral.
Apesar das melhoras no setor da educação, o relatório adverte que os jovens latino-americanos enfrentam mais dificuldades em conseguir trabalho e renda suficiente hoje do que há 15 anos.
Segundo a ONU, em 2002 cerca de 18% dos jovens entre 15 e 19 anos e 27% daqueles entre 20 e 24 anos não estavam nem estudando nem trabalhando.
O relatório chama a atenção para uma relação entre baixa escolaridade e dificuldades no mercado de trabalho e observa que os jovens que abandonam a escola entre 15 e 19 anos enfrentam mais dificuldades para encontrar trabalho ou encontram trabalhos mal remunerados. (Fonte: BBCBrasil)


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