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USP Lança Curso Livre Gratuito e Online - Liderança Escolar Transformadora

 

Transforme sua forma de liderar. Transforme sua escola.

A gestão escolar não é apenas administrativa — é estratégica, humana e essencial para o sucesso da comunidade educativa.

Neste minicurso 100% gratuito, você vai mergulhar nos fundamentos da liderança escolar transformadora, aprender a organizar tempo e espaço na escola, fortalecer a relação com a equipe e a comunidade e conhecer caminhos para uma gestão democrática e participativa.


Prepare-se para liderar a escola do presente com visão de futuro — ao lado de quem é referência na formação de gestores educacionais no Brasil.

A Universidade de São Paulo (USP), abriu inscrições para o curso livre gratuito, de curta duração, e com certificação digital. E a melhor parte: tudo acontece online, ao vivo e com professores renomados da instituição.


Os cursos podem ser acompanhados pelo computador ou celular, e ainda ficam gravados por 15 dias após o término – perfeito para quem gosta de revisar ou não consegue assistir na hora. Além disso, há espaço para interação direta com os docentes, garantindo troca de experiências em tempo real.

Outro ponto positivo: não há pré-requisitos nem processo seletivo. Basta escolher o curso, se inscrever e garantir seu certificado digital válido em todo o Brasil.  

Liderança escolar transformadora

Um convite para repensar a gestão escolar: neste curso, você vai explorar os fundamentos da liderança transformadora, aprendendo a organizar tempo e espaço na escola, fortalecer vínculos com a equipe e a comunidade e adotar práticas de gestão democrática e participativa. FAÇA AGORA SUA INSCRIÇÃO! VAGAS LIMITADAS!



Curso Online Gratuito pela FGV - Planejamento e Estratégia para Gestão Escolar

Nos desafios para os gestores escolares estão envolvidos os processos de organização de seus projetos, assim como a negociação e a mediação. O curso Planejamento e Estratégia para Gestão Escolar apresenta a você elementos fundamentais para a educação básica, como o Projeto Político-Pedagógico (PPP), políticas e programas de educação, seus elementos de construção, fundamentação e prática educacional.

Autor: Leonardo Monteiro Trotta.

Objetivos a serem desenvolvidos ao longo do curso:

  • identificar os elementos constitutivos do projeto político-pedagógico e a relevância da sua elaboração coletiva;
  • descrever uma proposta de modelo estratégico de gestão de pessoas, as suas características, potencialidades e limitações de aplicação na escola; e
  • fundamentar a prática de gestão do espaço escolar para o processo de ensino-aprendizagem.

Programa

Planejamento e Estratégia para Gestão Escolar

Unidade 1 – Projeto político-pedagógico
Unidade 2 – Políticas e programas de educação
Unidade 3 – Gestão da unidade escolar
Unidade 4 – Gestão de pessoas
Unidade 5 – Gestão escolar
Unidade 6 – Negociação e mediação

Público-alvo

O curso Planejamento e Estratégia para Gestão Escolar é gratuito e recomendado para gestores e professores da rede pública e privada de ensino, estudantes do Ensino Médio e Superior, além de outros profissionais que desejam ampliar seus conhecimentos sobre assuntos relacionados ao tema do curso. Para participar é necessário ter 18 anos ou mais.

Certificado

Os cursos gratuitos da FGV não geram certificado. Obtendo nota igual ou superior a 7,0 (sete) no pós-teste, você poderá imprimir, diretamente no sistema, uma declaração que possibilitará comprovar a sua participação no curso.

Processo seletivo

Não há processo seletivo para esse curso. Basta preencher sua ficha de inscrição.




IFSC Abre 150 Vagas na Especialização Gratuita em Gestão Escolar Com Aulas Online

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC), que preencherá 150 vagas na especialização gratuita, com aulas online, em Gestão Escolar.

As vagas serão distribuídas entre os polos de Criciúma, Itapema, Joinville, São José e Tubarão.

Os selecionados terão conteúdos assíncronos e síncronos. No segundo caso, as aulas serão realizadas às quintas-feiras, das 19h às 22h. No total, a pós-graduação terá carga horária de 420h.

Inscrições para a especialização gratuita, com aulas online, no IFSC

As inscrições poderão ser feitas por portadores de diploma de graduação, em curso reconhecido pelo MEC. Será dada preferência, primeiramente, aos diretores escolares em exercício nas escolas públicas estaduais e municipais.

Caso esse público não ocupe todas as vagas, elas serão direcionadas aos coordenadores pedagógicos em exercício nas escolas públicas estaduais e municipais, além de técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação que atuem na área de formação para diretores escolares.

Por fim, caso ainda restem vagas elas serão direcionadas aos demais candidatos inscritos. Antes de se inscrever é preciso ler o edital. Interessados podem se inscrever pelo link https://sistemadeingresso.ifsc.edu.br/inicio.php.

Datas importantes

O post IFSC abre 150 vagas na especialização gratuita com aulas online apareceu primeiro em Hora Brasil.

UFSCAR Abre Inscrições Para Especialização 100% EAD em Gestão Escolar

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) abriu as inscrições para o curso de especialização totalmente a distância em Gestão Escolar.

As 250 vagas para a especialização em Gestão Escolar estão distribuídas nos seguintes polos:

  • Cubatão – SP – Vila Couto – 50 vagas
  • São Paulo – SP – Jardim Santa Lucrécia – 50 vagas
  • São Paulo – SP – Jardim Santa Terezinha – 50 vagas
  • São Paulo – SP – Paraisópolis – 50 vagas
  • São Paulo – SP – Parque Veredas – 50 vagas

O curso tem 390 horas de carga horária, com 18 meses de duração e será desenvolvido na modalidade de Educação a Distância (EaD), por meio do ambiente virtual de aprendizagem Moodle e por meio de Video-Aulas (postadas no Moodle ou em formato de Lives pela Plataforma Google Meet).

Não haverá encontros e atividades presenciais e o curso não conta com TCC.

As aulas serão desenvolvidas de acordo com o calendário previsto na proposta pedagógica do curso.

Requisitos:

  • Ter graduação em licenciatura de qualquer área (reconhecido pelo MEC);
  • Possuir vínculo: como professor da educação básica para quem se inscrever na Prioridade 1 ou como gestor ou demais profissionais da educação para quem se inscrever na Prioridade 2.

Seleção

Participarão do processo seletivo da especialização em Gestão Escolar somente os primeiros 450 candidatos com inscrição completa no sistema. Das 450 inscrições que serão analisadas, somente 250 pessoas serão convocadas para matrícula. Os candidatos restantes ficarão em lista de espera.

classificação se dará por ordem de inscrição, ou seja, as primeiras pessoas a se inscreverem serão as melhor classificadas, levando em consideração as prioridades:

  1. Primeiros inscritos da Prioridade 1 – Categoria de Professores da Educação Básica.
  2. Primeiros inscritos da Prioridade 2 – Categoria dos gestores e demais profissionais da educação.

As vagas serão preenchidas da seguinte forma:

  • Primeiramente entre os melhor classificados da prioridade 1.
  • As vagas remanescentes após o preenchimento da prioridade 1, caso houver, serão preenchidas entre as pessoas melhor classificadas da prioridade 2.

Será cobrada taxa de matrícula de R$ 50,00 para as pessoas convocadas para realizarem a matrícula.

Mais informações no Edital 159/2024 e retificações.

Como se inscrever no processo seletivo da especialização em Gestão Escolar

As inscrições para o processo seletivo da especialização a distância em Gestão Escolar podem ser realizadas até as 10h do dia 12/09 por meio do preenchimento do formulário disponível em https://formularios.ufscar.br/index.php/792347?lang=pt-BR.

Curso de Gestão de Sala de Aula, Online, Grátis e com Certificado Gratuito Para Imprimir


Curso de Gestão de Sala de Aula

Este Curso de Gestão de Sala de Aula é voltado para profissionais da área da educação ou pedagogia que precisam aperfeiçoar ou atualizar seus conhecimentos para um melhor desempenho nas funções que exercem na rede pública ou privada de educação. Também este curso pode ser feito por alunos que necessitam complementar suas horas extras curriculares com a carga horária que o certificado gratuito fornece, também é muito útil para dar um upgrade no seu currículo para que certamente o ajudará na hora de arrumar um emprego.

Como você se sente na hora de iniciar as aulas com seus alunos? Apreensivo ou confiante? Sente que está bem preparado? Saiba que o planejamento é um pré-requisito para o seu trabalho, então não deixe para depois, aprenda com este curso Técnicas Didáticas importantes que vão ser muito úteis na hora ministrar suas aulas

O Curso Online de Gestão de Sala de Aula é totalmente Grátis e está disponibilizado em Vídeo aulas bem explicadas que você pode assistir cada dia um pouco e os vídeos que forem assistidos ficarão registrados, na conclusão do Curso será emitido um Certificado Digital de conclusão em PDF totalmente gratuito para o aluno imprimir ou baixar para seu computador. Curso EAD a distância, tipo treinamento online, rápido com diploma válido em todo Brasil.

Nossos Certificados Válido em todo Brasil por decreto Presidencial são úteis para…

– Carga horária para complementar suas horas Extra Curriculares da Faculdade.
– Atualizar seu Currículo Profissional e aumentar suas chances de conquistar um melhor emprego.
– Para cumprir requisitos necessários de Concursos e Cursos.
– Para comprovar suas qualificações na área que atua profissionalmente.
– Para ascensão de carreira ou cargo na empresa que trabalha.

SE INSCREVA e bons estudos!!

Veja mais abaixo o conteúdo deste Curso Online com Certificado Grátis:

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DO CURSO DE GESTÃO DE SALA DE AULA

Aula 01 – Como conquistar os alunos no início de cada aula?

Aula 02 – Como manter os alunos engajados durante toda a aula

Aula 03 – Como estimular a interpretação de textos na sala de aula

Aula 04 – Vamos por partes: como ensinar habilidades complexas

Aula 05 – Como gerar interesse nos alunos para a leitura de um texto

Aula 06 – Como usar a pontuação para melhorar a compreensão de um texto

Aula 07 – Como ensinar seus alunos a se prepararem para um debate

Aula 08 – Como melhorar a pronúncia dos alunos durante a leitura

Aula 09 – Como engajar todos os alunos na leitura de um texto

Aula 10 – Como mostrar para os alunos que não tentar é inaceitável

Aula 11 – Como ampliar e aprofundar o vocabulário dos alunos

Aula 12 – Como aproveitar o tempo e imprimir ritmo na sala de aula

Aula 13 – Como melhorar a fluência de leitura de seus alunos

Aula 14 – Como deixar claro o objetivo de aprendizado em cada aula

Aula 15 – Como melhorar a compreensão de um texto

Aula 16 – Técnica Arremate – Como terminar a aula verificando se os alunos compreenderam a matéria dada

Aula 17 – Técnica: Comece Pelo Fim

Aula 18 – Técnica: Deixe Claro o Objetivo

Aula 19 – Técnica: Faça o Mapa

Aula 20 – Técnica: O Caminho Mais Curto

Aula 21 – Técnica: Planeje em Dobro

Aula 22 – Técnica: Quatro Critérios

Aula 23 – Aproximação entre diretor e professores ajuda no aprendizado do aluno


 

  JÁ PENSOU EM GANHAR DINHEIRO NA INTERNET?


Curso de Gestão Escolar Gratuito e Com Certificado - Aperfeiçoe Sua liderança Como Gestor(a)

Neste Curso de Gestão Escolar você aprenderá entre outras coisas pontos importantes como: Gestão democrática, Gestão Participativa, Gestão e Formação Docente, Recursos financeiros na escola, etc.

O curso de gestão escolar é voltado para a formação continuada de dirigentes da educação básica, na modalidade de educação a distância, com carga horária de 40 ou 80 horas horas. A formação tem três eixos vinculados entre si: o direito à educação e a função social da escola básica; políticas de educação e gestão democrática da escola; projeto político-pedagógico e práticas democráticas da gestão escolar.

O Curso Online de Gestão Escolar, é totalmente Grátis e está disponibilizado em Vídeo aulas bem explicadas que você pode ser assistidas cada dia um pouco e os vídeos que forem assistidos ficarão registrados, na conclusão do Curso será emitido um Certificado Digital de conclusão em PDF totalmente gratuito para o aluno imprimir ou baixar para seu computador. Curso EAD a distância, tipo treinamento online, rápido com diploma válido em todo Brasil.

Nossos Certificados Válido em todo Brasil por decreto Presidencial são úteis para:

– Carga horária para complementar suas horas Extra Curriculares da Faculdade.
– Prova de títulos para Concursos públicos municipais, estaduais e federais
– Atualizar seu Currículo Profissional e aumentar suas chances de conquistar um melhor emprego.
– Para comprovar suas qualificações profissionais nas áreas que já atua ou deseja atuar.
– Para ascensão de carreira ou cargo na empresa que trabalha.

SE INSCREVA e bons estudos!!

Veja mais abaixo o conteúdo deste Curso Online com Certificado Grátis:

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DO CURSO DE GESTÃO ESCOLAR

Aula 01 – Apresentação do Curso de Gestão Escolar

Aula 02 – Concepções de gestão – Parte 1

Aula 03 – Concepções de gestão – Parte 2

Aula 04 – Gestão Democrática: centralização versus descentralização

Aula 05 – Gestão democrática

Aula 06 – Gestão Participativa – Parte I

Aula 07 – Gestão Participativa – Parte II

Aula 08 – Gestão e Formação Docente – Parte I

Aula 09 – Gestão e Formação Docente – Parte II

Aula 10 – As políticas e indicadores de larga escala – Parte I

Aula 11 – As políticas e indicadores de larga escala – Parte II

Aula 12 – Recursos financeiros na escola

Aula 13 – Práticas de gestores – Parte I

Aula 14 – Práticas de gestores – Parte II

Gestor escolar precisa de formação específica, dizem especialistas


Os atuais cursos de pedagogia e licenciatura não preparam os profissionais para se tornar um gestor de escola. Para profissionalizar a atividade, é preciso aprimorar a formação do educador ensinando também competências de administração escolar.
O diagnóstico foi consenso na mesa sobre estratégias de formação para a gestão escolar, realizada nesta quinta (28), segundo dia do seminário promovido pela Folha de S.Paulo, o Instituto Unibanco e Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação.
Participaram do debate Alexsandro Santos, gerente de desenvolvimento em soluções do Instituto Unibanco; Laurinda Almeida, vice-coordenadora de pós-graduação em Educação da PUC-SP, e Elaine Hine, do conselho diretor do Leading Student Achievement (LSA), um projeto de formação de diretores em Ontário, no Canadá. A mesa foi mediada por Ana Maria Diniz, presidente do conselho do Instituto Península.
De acordo com Santos, a falta de definição sobre quais competências devem ser ensinadas aos estudantes é uma barreira para melhorar a formação dos gestores no Brasil.
Hoje, o Enade (prova que testa conhecimentos adquiridos no curso de graduação) estabelece 14 competências necessárias ao formando do curso de pedagogia. Cinco delas dizem respeito à gestão escolar.
Santos criticou a forma como a avaliação é feita. "As questões são teóricas e excessivamente genéricas. Não há desafios de gestão para o aluno desenvolver."
O conteúdo ensinado, segundo ele, devia fazer com que o aluno seja capaz de elaborar estratégias para problemas comuns do dia a dia da direção, como as faltas frequentes de um professor.
"Os instrumentos oferecidos pela secretaria para lidar com o problema [do professor que falta] não são suficientes. Temos que ensinar o aluno a criar uma estratégia alternativa", afirmou.
Para Laurinda Almeida, a principal competência a ser ensinada ao gestor é a maneira de mobilizar estudantes e professores em ambiente escolar, algo que deve ser aprendido na prática.
"O diretor não precisa ser encarado como alguém que tem respostas certas para todos os problemas, mas alguém que sabe investigar as causas e procurar soluções."
AVANÇOS TRAVADOS
De acordo com Santos, há um esforço no país para definir as matrizes de ensino para o gestor.
O Plano Nacional de Educação, lançado em 2014, prevê que o Brasil vai desenvolver programas de formação de diretores e passar a aplicar uma prova nacional específica para avaliar a preparação dos profissionais.
A partir disso, um programa nacional para certificar diretores chegou ser apresentado pelo Ministério da Educação em 2015, mas o projeto ficou estagnado em razão da turbulência política que culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016.
Apesar do passo ter sido considerado um avanço, Santos afirma que os conteúdos especificados no programa ainda precisam ser aprimorados.
"O conteúdo é dividido em cinco domínios, mas ainda é muito genérico. Diz, por exemplo, que os conselhos estudantis devem funcionar, mas não diz de que forma o diretor pode garantir isso."
EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL
Durante a mesa, Elaine Hine relatou sua experiência à frente do projeto de formação de diretores em Ontário, no Canadá.
O Leading Student Achievement (LSA) foi criado em 2005 pelo conselho de gestores escolares, vinculado ao Ministério da Educação canadense, para criar uma rede de ensino de técnicas ligadas à gestão escolar.
A base do projeto é o ensino através de uma rede: líderes distritais "apadrinham" professores que desejam se tornar diretores para compartilhar problemas comuns e práticas bem-sucedidas nas escolas.
Um dos focos principais é a análise de dados. "Foi preciso ensinar aos futuros diretores não apenas como lidar e interpretar dados sobre gestão escolar, mas a importância de elaborar uma gestão baseada nesses dados", disse Hime. [Fonte: Yahoo]

Educadores: militarização de colégios reflete falência do sistema educacional

Para estudantes de dez colégios públicos de Goiás, a antecipação das aulas por causa da Copa do Mundo não é a única mudança no ano letivo de 2014. As dez escolas da rede estadual, por meio de parceria entre a Secretaria de Educação e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), passaram a ser administradas pela Polícia Militar do Estado - e agora são colégios militares. Enquanto a SSP aponta a medida como um pedido da comunidade, educadores a encaram como um reflexo da falência do sistema educacional. A situação já gerou reclamações dos pais sobre taxas cobradas e até ação do Ministério Público.
Segundo o coronel Raimundo Nonato, porta voz da SSP, as funções da escola são divididas entre as duas secretarias. A parte administrativa e disciplinar, algumas atividades extraclasse e o atendimento são responsabilidades da PM, e a área pedagógica permanece sobre comando da Secretaria de Educação. “Alguns funcionários são substituídos por oficiais convocados, que são escolhidos de forma a não retirar profissionais das ruas. Não é uma intervenção da PM nas escolas. É uma parceria apoiada pela maioria da comunidade”, diz.
No entanto, Miriam Fábia, ex-diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), afirma que é um equívoco pensar que há como administrar uma unidade de ensino sem interferir no trabalho pedagógico. “O papel de gestor exige que ele influencie em questões como carga horária, trabalho dos professores e disciplina”. De acordo com Iêda Leal, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Goiás (Sintego), alguns aspectos realmente mudaram. “Na maioria dos colégios militares não há período noturno, e as turmas reduziram. Os professores tiveram que buscar trabalho em outras unidades, para completar sua carga horária”, relata.
A justificativa dada pela SSP para a troca de comando das escolas é o pedido da maioria da população, “pela qualidade de ensino dos colégios militares e as aprovações em vestibulares. Não para conter a violência, como foi divulgado”, diz Nonato. O coronel calcula que 95% dos alunos, pais e professores apoiaram a troca. O discurso é questionado pelo Sintego. “Não houve consulta entre o governo e as comunidades escolares dos colégios militarizados. Os profissionais querem o debate”, critica Iêda.
A presidente do sindicato acredita que os educadores poderiam resolver os problemas das unidades sem o envolvimento da PM. “O Estado fugiu da responsabilidade. Em vez de investir na formação dos docentes, na estrutura escolar e na valorização profissional, preferiu transferir o problema para outra secretaria.” A medida é prejudicial também na opinião de Miriam. “Do ponto de vista dos educadores, não é papel da PM administrar escolas. A tarefa é da Secretaria de Educação. Com isso, se está assumindo a falência do sistema educacional, que as escolas são incapazes de lidar com seus problemas”. Ainda que possa haver projetos conjuntos entre as duas secretarias, Miriam acredita que os dez casos extrapolaram os limites. “As secretarias são instituições diferentes com funções distintas, que devem ser exercidas em sua plenitude”, completa.
A troca de comando nas escolas influencia na confiança da população no trabalho dos educadores, segundo Miriam. “Cria hierarquia entre elas. Isso contribui para a construção do senso comum de que escolas militares são boas e não militares são ruins. Enfraquece a luta dos educadores por escolas unicamente trabalhadas por profissionais formados em educação”, conta.
A professora declara que a administração da PM gera sensação de segurança, mas não extingue a violência nos colégios. “A violência, inegavelmente, faz parte da sociedade. A escola não está isenta dessa realidade, não é uma ilha. Para que a violência nas escolas diminua, os índices de criminalidade também devem diminuir.” Como alternativa, Miriam aponta a maior abertura da escola para a comunidade como redutor de problemas. Por exemplo, disponibilizar a área e os equipamentos didáticos para todos nos fins de semana. “Isso já vem sendo utilizado com sucesso em áreas tradicionalmente violentas. Diminui a depredação e gera respeito.” Defende ainda atividades coletivas que envolvam pais, alunos e professores.
Coronel Nonato ressalta que combater a violência não foi o foco da transformação dos colégios, ainda que impacte na questão pela presença da farda no ambiente escolar. “Naturalmente, o desvio de conduta se torna mais raro. Há o constante risco de ser preso.” Procurada pela reportagem, a Secretaria de Educação afirmou que o órgão que está comentando o assunto é a SSP.
Cobrança irregular de taxas foi revertida após intervenção do MP
Com novas escolas militares já em funcionamento, coronel Nonato afirma que a adaptação dos antigos alunos vem sendo tranquila. “Geralmente não existe choque e, se existir, será trabalhado pela coordenação com os pais e o aluno. A mudança cria até motivação a eles, com as novas atividades.”

Miriam também acredita que parte dos estudantes reage bem à nova organização, ao rigor e ao ambiente conservador, mas não são todos. “Os alunos pobres que não se adaptam, porém, não têm alternativa. O pagamento de taxas e a compra de material escolar e uniforme incomodam os pais, por menor que seja o valor”, defende.
Miriam se refere às cobranças de taxa de matrícula e mensalidade que passaram a ser obrigatórias após a militarização no Colégio Fernando Pessoa, em Valparaíso. O fato levou à intervenção do Ministério Público de Goiás (MP). “É permitido que escolas militares peçam contribuições voluntárias aos pais dos alunos matriculados, cujo valor é definido através de reuniões entre a direção da escola e o conselho dos pais. Porém, a cobrança compulsória é proibida. Não há discussão sobre isso”, explica Simone Disconsi, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação do MP.
A ação do MP foi promovida em 22 de janeiro e deferida seis dias depois. “O Estado passa a ficar obrigado a garantir que os pais que não têm condições de arcar com as despesas possam matricular seus filhos em Valparaíso.” Segundo Simone, o caso se tornou ainda mais grave por ter ocorrido no período de adaptação após as mudanças. Em outras escolas recentemente transformadas em militares, como em Cidade de Goiás, Inhumas e Novo Gama, o pagamento das taxas passou a ser obrigatório. Porém, após pedido do MP, a situação irregular acabou. Segundo a SSP, 100% do valor arrecadado é revertido para a própria instituição de ensino, por meio de compras de equipamentos, promoção de atividades e eventos e quitação de despesas da unidade de ensino.
Os colégios
Confira, abaixo, as dez escolas públicas estaduais de Goiás que passaram a ser administradas pela Polícia Militar em 2014:

Colégio Clementina Rangel de Moura (Formosa)
Colégio Fernando Pessoa (Valparaíso)
Colégio José Carrilho (Goianésia)
Colégio José de Alencar (Novo Gama)
Colégio Manoel Vila Verde (Inhumas)
Colégio Nestório Ribeiro (Jataí)
Colégio Polivalente Gabriel Issa (Anápolis)
Colégio Professor João Augusto Perillo (Cidade de Goiás)
Colégio Tomaz Martins da Cunha (Porangatu)
Escola Pedro Ludovico (Quirinópolis)

Gestores contam como superar problemas e melhorar a educação

A gestão da educação deve ultrapassar o período de um mandato e se tornar uma política pública efetiva. Mas nem sempre isto acontece. A forte influência de partidos políticos, com a distribuição de cargos - entre eles os de diretores de escolas -, ainda é uma situação comum no Brasil. Em Goiás, a situação não era diferente em 1999, quando um novo tipo de gestão acabou com esta prática.
"Era preciso mudar a forma de lidar com a educação. Para sair deste cenário político que envolvia as escolas, fizemos um curso de formação para diretores e os três primeiros de cada região podiam se candidatar como diretores. Passamos a fazer as eleições para a escolha do cargo", comenta Raquel Teixeira, que havia assumido a secretaria de educação de Goiás na época. Ela participou de uma mesa redonda sobre políticas públicas na educação, promovida na terça-feira no Encontro Internacional de Educação Salamundo 2013, realizado em Curitiba (PR).
A valorização dos professores foi uma das medidas adotadas pelo governo de Tocantins para avançar na educação do Estado. A professora Dorinha Seabra Rezende, que foi secretária de educação no Estado entre os anos de 2000 e 2009 e hoje é deputada federal, contou durante o Salamundo que o salário do professor do Tocantins é o segundo melhor do País. "Não acredito em resultado apenas com a responsabilização do professor, mas também com valorização", avaliou. Paralelamente, houve investimento na formação e qualificação dos professores.Além desta medida, Raquel partiu de uma avaliação total do sistema e de um planejamento estratégico, inclusive com acompanhamento e cobranças, para melhorar o serviço do Estado. Houve investimento na formação continuada de professores e em um plano de carreira. Não existia atividades no contraturno escolar para os alunos com mais dificuldades. Após parcerias, o sistema passou a ofertar atividades culturais, esportivas e de reforço escolar para estas crianças.
Um planejamento estratégico também foi montado pela Secretaria de Educação, que foi encaminhado para a Assembleia Legislativa para que se tornasse uma política pública, como uma garantia de continuidade. Entre as medidas está um programa que envia os recursos diretamente para as escolas para custeio, pagamentos e compra de materiais, gerando autonomia e levando em consideração as necessidades de cada local. Para controle, foi criado o cargo de supervisor de qualidade, corresponsável pelo planejamento de cada escola. Todo este processo conta com a participação ativa dos pais.
A valorização de professores e de toda a equipe que integra a escola foi um dos segredos de Foz do Iguaçu (PR) para chegar à nota 7 no Ideb em 2011, saindo de 4,2 em 2005. O então prefeito Paulo Mac Donald colocou uma meta ousada para a melhoria na educação do município. Inicialmente, o objetivo era atingir a nota 6 e, para isto, formulou um sistema de premiação como 14° salário para todos os funcionários da escola que atingisse a meta. Não apenas atingiu 6,2 em 2009, como chegou à nota 7 dois anos depois. Paralelamente houve investimentos nas estruturas das escolas. O conjunto de ações ainda resultou na diminuição na evasão escolar (de uma média anual de 400 crianças para apenas três, no ano passado) e na repetição (de 15% para 2,2% ao ano). "O problema não é recurso. Foram aplicados 26,5% do orçamento, pouco mais dos 25% necessários", declara.
Quando secretária de educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro detectou que um dos maiores problemas da rede de ensino era o nível baixo de aprendizado, ela e sua equipe reorganizaram todo o curriculum escolar, fizeram mudanças no sistema estadual de avaliação e implantaram um sistema de bonificação. Mas uma das medidas mais eficazes para a melhoria em notas de rankings nacionais foi a flexibilização de 20 a 25% da grade curricular do ensino médio. "A base curricular tinha que ser cumprida nos primeiros dois anos e depois os alunos tinham liberdade para escolher entre um preparatório para o vestibular e o Enem ou um curso profissionalizante. Em um ano e meio, 100 mil alunos fizeram cursos profissionalizantes em todo o Estado", indica.
A experiência do Rio de Janeiro também foi repassada durante a mesa redonda. A secretaria municipal, Cláudia Costin, conta que as primeiras medidas adotadas por ela quando assumiu o cargo, em 2009, foram a formação de um currículo único dentro da rede municipal e um planejamento estratégico. Também foi trabalhada a estrutura da escola. "Professor não tem quer ser inspetor, porteiro. Era preciso garantir um bom quadro de funcionários", conta. Também foram criadas plataformas de aulas digitais e o programa Escolas do Amanhã, aplicado em áreas controladas por traficantes, milícias ou recentemente pacificadas. "Estas escolas ganham recursos adicionais, os professores possuem um salário melhor e há mais estrutura. Mas tudo com a mesma exigência das escolas de outras áreas", afirma Costin.
O Rio de Janeiro está adotando o sistema integral com sete horas por dia de carga de estudos para os alunos. A implantação está sendo progressiva e até 2020 todas as 1.076 escolas do município terão o sistema integral. Além disto, desde 2011, professores são contratados apenas com regime de 40 horas semanais, para trabalhar em apenas uma escola.[Fonte: Terra]

Estratégia de gestão na escola pode melhorar desempenho dos alunos


Estudo feito por pesquisadora da FGV aponta que as escolas que têm foco na gestão apresentam melhor desempenho
Foto: Getty Images
Gerenciar escolas como se fossem empresas pode parecer controverso, mas há especialistas que defendem a alternativa como forma de aumentar o desempenho dos alunos. Um trabalho desenvolvido por Priscilla Albuquerque Tavares, pesquisadora na área de economia da educação da Fundação Getulio Vargas (FGV), constatou que a inclusão de práticas gerenciais nas instituições de ensino pode ter impactos positivos no desempenho dos alunos. A pesquisadora defende que a escola não pode ser considerada diferente de outras organizações, por isso precisa estabelecer metas e estratégias - ideia que não agrada a todos os estudiosos da área.
A pesquisa analisou um programa piloto de gestão implantado em 200 escolas públicas estaduais de São Paulo, que incluiu práticas como capacitação administrativa aos gestores, elaboração de diagnósticos, monitoramento de performance e fixação de objetivos para indicadores relacionados ao aprendizado. Os resultados mostraram um aumento de seis pontos na escala de proficiência dos estudantes, o que equivale a elevar o aprendizado típico do aluno médio em quase 40%.
Não quero dizer que um pedagogo não tenha condição de gerir uma instituição, porque ele conhece educação, e isso é essencial. O problema é não ter perfil gerencial
Priscilla Albuquerque Tavarespesquisadora da FGV
Entre os fatores associados à qualidade da gestão escolar está a formação acadêmica dos diretores, que, em geral, é somente pedagógica, e não administrativa. "Não quero dizer que um pedagogo não tenha condição de gerir uma instituição, porque ele conhece educação, e isso é essencial. O problema é não ter perfil gerencial", esclarece Priscilla.  A pesquisadora argumenta que, quando isso acontece, a instituição corre o risco de não se tornar objetiva, ou seja, pode estabelecer uma meta, mas não definir como cumpri-la. 
Para Priscilla, um bom gestor é aquele que conhece os indicadores da sua escola e traça estratégias para melhorá-los. "A impressão que tenho é que há diretores que não sabem avaliar os principais problemas e não conhecem a real situação de suas instituições", afirma. Ela menciona o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por exemplo, que oferece indicadores e metas que os gestores nem sempre têm clareza de como atingir.
A pesquisadora pondera, contudo, que uma das principais queixas dos diretores consiste em que os secretários de Educação, muitas vezes, estabelecem projetos e impõem objetivos, mas não apontam caminhos para a resolução dos problemas. A mudança de governos e, consequentemente, de gestores, também pode dificultar a manutenção de projetos em longo prazo. Além disso, as metas gerais impostas pelo órgão podem não se adequar totalmente ao cenário encontrado em uma escola específica. 
Contraponto
Mas tratar diretores de escolas como administradores de empresas não é a solução indicada por todos os estudiosos. Pesquisador do Núcleo de Políticas Educacionais e coordenador do curso de pedagogia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ângelo de Souza se opõe a essa visão e acredita que a face administrativa do gestor escolar é a de menor importância entre suas funções. "A administração de uma escola não é igual a de uma empresa, é uma ação de natureza pedagógica. A decisão do gestor não precisa, necessariamente, se basear numa eficácia de acordo com técnicas administrativas, mas sim em interesses do público ao qual atende", enfatiza.

O professor discorda, ainda, que um gestor escolar precise, necessariamente, ter conhecimento amplo em administração. "O que se espera de um bom diretor não é técnica administrativa, mas sim que seja alguém equilibrado, de bom senso, com boa formação pedagógica. Essas são características de natureza ético-política", afirma, enfatizando que a técnica básica para gestão pode ser aprendida com algum estudo e dedicação. Priscilla, por outro lado, indica que a situação poderia ser corrigida com a inclusão de conteúdos administrativos nas faculdades de pedagogia, ou com cursos específicos promovidos pelas secretarias de Educação.
Souza acrescenta que os casos de gestão mais bem-sucedidos são aqueles em que o pedagogo possui perfil de liderança, mas cria um clima organizacional acolhedor, aberto ao diálogo e à participação de alunos, professores e comunidade. "Escolas com gestão democrática têm alunos com melhores resultados", avalia.  
Investimento ou gestão?
O economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega acredita que o mau desempenho brasileiro em rankings como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), que avalia os índices educacionais de 65 países - em 2009, última edição divulgada, o Brasil ficou em 53º lugar - não se devem a baixos investimentos no setor, mas sim à má gerência dos recursos obtidos. Para o pesquisador Souza, por outro lado, o País padece dos dois problemas: falta de investimentos e má gestão de recursos na educação. 

Nóbrega rebate com um preceito econômico: os bancos não emprestam dinheiro a quem já está endividado, ou seja, para ele, não se deve aumentar os recursos financeiros em estruturas que não estão respondendo. O economista acredita que sejam necessárias metas objetivas dentro das escolas, que levem em conta desempenho e aprovação de alunos e relacionem isso com a remuneração do professor. 
"O diretor é peça fundamental para uma escola, tanto para o funcionamento da unidade como no que diz respeito ao aproveitamento dos alunos, influenciando a condução dos trabalhos pedagógicos. Ele é um líder, não pode ser qualquer um, escolhido por ser amigo de político", defende Nóbrega.[Fonte: Terra]