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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Reflexão sobre as metas para a educação brasileira...


METAS PARA A EDUCAÇÃO

Por: Jorge Schemes

Recentemente especialistas definiram cinco metas que devem ser cumpridas para tentar colocar o Brasil no mesmo nível de países desenvolvidos. Até 2022, o Brasil não deverá ter mais qualquer criança entre quatro e 17 anos fora da escola, e todos precisarão estar plenamente alfabetizados até os oito anos. Além disso, o estudante deverá apresentar aprendizado adequado à sua série e concluir o Ensino Médio até os 19 anos. E os investimentos em Educação serão ampliados e bem geridos. Apesar de serem metas totalmente viáveis, são dependentes de uma enorme vontade política e social, e podem ser frustradas se de fato não houver comprometimento com a educação.
Essa busca pela excelência na educação estará fadada ao fracasso se não seguir sete medidas testadas e aprovadas pelos países desenvolvidos. Essas sete medidas são a conclusão e o resultado de um estudo realizado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts - USA). São elas:

1º) Recrutar os professores mais talentosos e capazes para ensinar - Para tanto, o Governo, em todos os níveis, deve investir pesado em capacitação e desenvolvimento humano, bem como aderir à política pública da elevação do piso nacional para os professores.

2º) Para cada estudante de pedagogia um tutor, ou seja, um professor experiente para orientá-lo e avaliá-lo na prática pedagógica - Infelizmente essa não é uma realidade nacional, principalmente nos cursos de formação docente à distância. Há uma verdadeira banalização do ensino à distância. Penso que o Ministério da Educação deveria se preocupar em regular os mesmos para oferecerem cursos de bacharelado, mas não de licenciaturas, pois a diversidade metodológica, didática e pedagógica, bem como a prática de ensino e o acompanhamento docente no estágio ficam no mínimo comprometidas.

3º) Aumento significativo do salário inicial dos professores para tornar a profissão tão atraente como em outras áreas mais bem remuneradas – A questão salarial e a profissionalização docente estão intimamente relacionadas com a qualidade no ensino. Como atrair para a educação os melhores educadores se o salário é indigno?

4º) Investir na capacitação dos diretores oferecendo cursos na área de gestão – De acordo com dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, do MEC), 59,8% dos diretores de colégios públicos foram escolhidos por indicação da Prefeitura ou do Estado em 2004. A prática se mostra recorrente, na medida em que, em alguns Estados, esse percentual chega a ser superior a 90%, como o Amapá (94,7%), o Rio Grande do Norte (92,3%) e Sergipe (92%).Por outro lado, o percentual de diretores eleitos no país é de 19,5%, enquanto a taxa de concursados é menor: 9,2%. Diante dos dados e dos fatos, a pesquisa concluiu que a escolha por indicação é a pior forma por colocar na escola uma pessoa que não tem vinculação com o sistema educacional, mesmo em alguns casos em que possa existir algum critério nessa indicação. Todavia, na maior parte das vezes, a escolha é político-partidária. Além de ser a forma mais criticada por especialistas, a indicação política é, segundo o SAEB (exame do MEC que avalia a qualidade da educação), a que tem mais impacto negativo no desempenho dos estudantes.

5º) Auditoria nas escolas, nas salas de aula e no ambiente físico e pedagógico – Ou seja, técnicos são designados para visitar a escola, assistir aulas, entrevistar alunos e professores, relatar as deficiências e apontar as mudanças necessárias, e se for o caso, até mesmo indicar a exoneração do mal gestor escolar.

6º) Adoção de um currículo único, consistente, com objetivos definidos e um instrumento para aferir o nível dos alunos - Infelizmente em nosso país ainda predomina um currículo guiado pelas próprias crenças e pela razão dos(as) professores(as).

7º) Aulas particulares de graça - Ou seja, um(a) professor(a) é designado(a) e remunerado(a) para atender os(as) alunos(as) com dificuldades de aprendizagem, à parte das aulas. Essa medida é urgentíssima no caso do Brasil. Os altos índices de repetência comprovam isso, somado ao analfabetismo funcional, ou seja, a incapacidade de entender o que se lê e escreve. A mais triste realidade para um escola é ter alunos analfabetos em todas as séries da Educação Básica. Por essa razão faz-se necessário reestruturar o cotidiano escolar e gerenciar o principal papel social da escola, o de alfabetizar e ensinar com eficácia e qualidade.

Jorge Schemes:
Professor na FGG – Faculdade Guilherme Guimbala – ACE.
Técnico Pedagógico na GERED – Gerência de Educação.
Professor na Rede Pública Municipal de Joinville, SC.

Busca por Excelência na Educação...


Especialistas definem cinco metas, que devem ser cumpridas até 2022, para tentar colocar o Brasil no mesmo nível de países desenvolvidos.

Até 2022, o Brasil não deverá ter mais qualquer criança entre quatro e 17 anos fora da escola, e todos precisarão estar plenamente alfabetizados até os oito anos. Além disso, o estudante deverá apresentar aprendizado adequado à sua série e concluir o Ensino Médio até os 19 anos. E os investimentos em Educação serão ampliados e bem geridos. Estas são as cinco metas elaboradas por especialistas em educação a pedido do Movimento Todos Pela Educação, que está deflagrando uma ação nacional visando colocar o Brasil em pé de igualdade com os países desenvolvidos no que diz respeito à Educação. E o prazo para que isso aconteça já está marcado: o ano de 2022. Porém, para que os objetivos sejam atingidos, é preciso começar a agir desde já. O Movimento Todos pela Educação é uma aliança da sociedade civil, iniciativa privada, organizações sociais, educadores e gestores públicos da Educação. Trata-se de uma união de esforços para que as crianças e jovens tenham acesso a uma Educação Básica de qualidade. Essa ação é suprapartidária, atravessa mandatos e une gerações. Os objetivos são garantir as condições de acesso, alfabetização, sucesso e conclusão escolar, além de lutar por uma ampliação e boa gestão do investimento em educação - explica o presidente do conselho de governança do movimento, Jorge Gerdau Johannpeter.
Dirigente diz que "há muito a fazer":
O dirigente acrescenta que a estrada que leva a uma educação de qualidade é longa, e ainda há muito o que fazer "para que tenhamos a educação necessária para o país que queremos". - A força do movimento reside na articulação dos esforços da sociedade civil, da iniciativa privada e de governos para criar a sinergia necessária à superação do quadro atual da educação no Brasil - conclui. A estudante Luiza Schmidt Mescolotto, 10 anos, que desde os três anos freqüenta as aulas na Escola Praia do Riso, na Capital, diz que estudar desde cedo é importante. - Acho importante estudar porque quando eu crescer preciso saber das coisas se eu quiser ter algum trabalho.

Fique por dentro:
As cinco metas da Educação *
> Toda criança e jovem de quatro a 17 anos na escola
> Toda criança plenamente alfabetizada até os oito anos
> Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
> Todo jovem com o ensino médio concluído até os 19 anos
> Investimento em Educação ampliado e bem gerido

Atendimento de alunos entre quatro e 17 anos
> Brasil 91,9%
> Santa Catarina 93,1%

Alunos que concluíram o Ensino Fundamental até os 16 anos
> Brasil 60,5%
> Santa Catarina 74,13%

Alunos que concluíram o Ensino Médio até os 19 anos
> Brasil 59,1%
> Santa Catarina 66,1%

* devem ser cumpridas até 2022
Fonte: Pnad - IBGE/Tabulação própria
Projeto prega eficiência no uso de verbas:

As metas propostas pelos especialistas em educação contemplam tanto os aspectos quantitativos, de fluxo e acesso escolar, como os aspectos que dizem respeito à qualidade da educação e ao aprendizado dos alunos. Incluem, também, o financiamento e a eficiência no uso dos recursos para que as metas possam ser alcançadas. A Comissão Técnica do movimento estabeleceu também as metas intermediárias - ou metas de acompanhamento anuais e bienais - para monitorar a evolução de cada indicador, dando parâmetros concretos aos gestores das redes e aos profissionais da educação. Definiu, ainda, um período de convergência para a redução das desigualdades entre os estados. - A divulgação e o acompanhamento das cinco metas permitirá que a sociedade, como um todo, monitore a evolução dos indicadores educacionais, cobrando de si mesma e dos governos a melhoria da educação. Essa é a estratégia capaz de diminuir os índices de desigualdade e de gerar uma sociedade mais digna e mais justa - afirma a coordenadora da comissão técnica do Movimento Todos Pela Educação, Viviane Senna.
Valorizar o professor é fundamental:

O Movimento Todos Pela Educação alerta que, para chegar ao bicentenário da independência com uma Educação de qualidade para todos, o país - gestores públicos, profissionais da Educação e a sociedade em geral - precisará fazer mais. Nesse sentido, a valorização dos professores ganha uma dimensão estratégica, que passa pela implantação do piso salarial nacional, a melhoria das condições de trabalho, o uso efetivo de programas adequados de formação continuada e uma maior atenção à formação inicial dos professores. Segundo Viviane Senna, os países que melhoraram a qualidade do ensino e estão fazendo a diferença foram aqueles que conseguiram selecionar os melhores professores, não deixaram nenhum aluno para trás e capacitaram as suas equipes gestoras. - Fazendo esse dever de casa, estaremos cuidando bem da educação das nossas crianças e jovens. Este é um caminho para garantir o cumprimento das cinco metas e, assim, esperamos comemorar que todos terão acesso a uma Educação Básica de qualidade em 2022 - conclui. (Fonte: Jornal DC)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Educação: 7 medidas testadas – e aprovadas

Entender como países em destaque nos rankings de ensino chegaram ao topo é o que mais impulsiona hoje as pesquisas na área de educação. Nenhuma delas foi tão longe quanto um recente estudo da consultoria McKinsey coordenado pela egípcia Mona Mourshed, doutora em desenvolvimento econômico pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e estudiosa das reformas educacionais em dezenas de países. Durante um ano, uma equipe comandada por ela entrevistou mais de 200 pessoas e visitou 120 escolas em vinte países. Justamente aqueles com resultados mais extraordinários na educação, caso de Cingapura, Coréia do Sul e Finlândia. O maior mérito do trabalho é chamar atenção para práticas comuns a esses países, todas testadas com sucesso na sala de aula. Na semana passada, Mona esteve em São Paulo para falar sobre o estudo a representantes do Ministério da Educação (MEC) e de secretarias de ensino. Ela diz: "Estou certa de que outros países podem se beneficiar dessas práticas a curto prazo e sem gastar muito".

Em entrevista a VEJA, a consultora fala de sete medidas aplicadas com sucesso nos países que estudou – e que podem ajudar também a elevar o nível do ensino no Brasil.

Só os melhores ensinam – Poucos fatores influenciam tanto a qualidade do ensino em um país quanto o nível de seus professores – daí a relevância de recrutar os mais talentosos. Foi com esse objetivo que países como Coréia do Sul e Finlândia criaram seleções tão rigorosas quanto as de uma grande empresa. A triagem começa na escola. Só podem concorrer a uma vaga nas faculdades de educação aqueles 10% com o melhor boletim, dado especialmente espantoso diante da realidade de países como o Brasil: os professores brasileiros compõem justamente a turma dos 30% com as piores notas. Para sonhar com um lugar numa dessas faculdades (e muita gente lá sonha mesmo), é preciso ainda passar por provas, entrevistas e aulas demonstrativas devidamente avaliadas por especialistas. Com tantos filtros na entrada, a experiência aponta para três efeitos positivos: não se desperdiça tempo nem dinheiro na formação de gente sem talento, a qualidade dos cursos aumenta e a carreira de professor, naturalmente, ganha novo status. Nada disso faria mal ao Brasil.

Para cada estudante de pedagogia, um tutor – Em países de bom ensino, ninguém se forma sem antes fazer o básico: entrar numa sala de aula na função de professor. Não se trata de um estágio comum. Os universitários são acompanhados por espécies de tutores, professores experientes cujo papel é orientar os novatos do momento em que se sentam para planejar uma aula até quando corrigem a lição. Mais do que isso: aos tutores é designada a tarefa de avaliar o desempenho dos aspirantes a professor, corrigir eventuais falhas e ensinar tudo na prática – chance que os estudantes brasileiros raramente têm. A decisão de criar essa função, tomada por governos de diferentes países, ajudou a elevar o nível dos professores recém-formados. Deu tão certo que, em alguns lugares, tais profissionais já são figuras permanentes nas escolas, caso da Inglaterra. Lá, eles não apenas dão consultoria aos principiantes como avaliam, diariamente, o nível geral do ensino.

Tornar atraente a carreira de professor – A junção de duas medidas se revelou eficaz em uma dezena de países. Uma delas diz respeito ao salário inicial dos professores: quando o valor foi igualado ao de outras carreiras, houve um substancial aumento na procura por faculdades de educação. O detalhe é que tais países, entre os quais Coréia do Sul e Cingapura, não reservaram nenhum centavo a mais para a educação. Eles conseguiram mais dinheiro ao decidir aumentar o tamanho das classes, medida que permitiu enxugar o quadro de professores – e pagar mais aos recém-formados. Esses países não fizeram isso sem consultar as pesquisas. Segundo elas, turmas maiores não prejudicam o ensino de maneira significativa, como apregoa o senso comum. Por outro lado, um bom salário inicial tem funcionado como poderoso fator de atração de gente talentosa. Isso, no entanto, não é o bastante. Os mais brilhantes só passaram a procurar maciçamente a carreira de professor depois que esses países implantaram sistemas meritocráticos, nos quais os melhores ganham mais dinheiro e responsabilidade e vislumbram no horizonte a possibilidade de exercer diferentes funções, como a de "consultor de currículo" – tão prestigiada quanto a de diretor de escola.

MBA para os diretores – Em geral, vale a regra: quanto mais eficiente o diretor, melhor é o ensino da escola. Por isso, países de educação exemplar se empenharam em encontrar uma fórmula para chegar aos melhores e treiná-los para exercer a função. Enquanto em nações que aparecem na rabeira dos rankings, como o Brasil, os diretores ainda tomam decisões com base na intuição, naquelas que estão no topo eles só podem ocupar o cargo depois de passar por uma espécie de MBA. Durante seis meses, freqüentam cursos para aprender técnicas elementares de gestão e fazem estágio em grandes empresas, nas quais observam os métodos aplicados por executivos. É assim em Cingapura, país que levou às últimas conseqüências o treinamento de diretores na iniciativa privada. Ninguém lá é empossado sem antes se internar numa multinacional, entre as quais HP e IBM, e provar, por meio de avaliações, ter aprendido a traçar metas, cobrar resultados e estimular uma equipe.
Escola na Finlândia: reformas no ensino que deram certo

Auditoria na sala de aula – Monitorar a qualidade do ensino por meio de critérios objetivos é básico – e o Brasil já faz isso há uma década. Um passo adiante, segundo revela a experiência de outros países, é dar a especialistas a tarefa de inspecionar periodicamente as escolas, como em auditorias feitas nas empresas. Nesse caso, eles são contratados pelo governo para produzir avaliações sobre o ensino nas escolas. Durante as visitas, assistem às aulas, entrevistam alunos e professores e observam o estado de conservação do prédio. Dessas auditorias não resultam apenas relatórios, mas também um conjunto de recomendações bem práticas, como mudar os rumos de uma disciplina ou mesmo trocar um diretor ineficiente. Sim, em cidades como Nova York eles podem ser demitidos caso não dêem mostras de estar à altura do cargo.

Roteiros para ensinar – A história é a mesma em países de ensino exemplar: nenhum deles alcançou o sucesso em sala de aula sem um bom currículo oficial. Entenda-se por isso aquele cujas metas de aprendizado são claras e exigentes. A experiência mostra que esse é um divisor de águas entre o mundo da intuição, no qual os professores se guiam pelas próprias crenças, e o da razão. Com o currículo, eles passam a ter objetivos definidos – e um instrumento para aferir o nível dos alunos diante de expectativas concretas. Ainda que não pairem dúvidas sobre o mérito dessa prática, ela é rara no Brasil. Para se ter uma idéia, apenas recentemente o estado de São Paulo passou a adotar um currículo único nas escolas – até o ano passado, eram 600 deles. São justamente os países de mau ensino, como o Brasil, que mais precisam dos currículos, e eles devem ser prescritivos. Só é recomendado que se tornem mais flexíveis quando o país já tiver enraizado a cultura do bom ensino, o que não é o caso do Brasil.

Aula particular de graça – Em escolas públicas de países como a Finlândia, nada funcionou tão bem no combate à repetência como a implantação de um sistema para atender os estudantes com dificuldade de aprender, à parte das aulas. O reforço escolar é levado tão a sério que em cada escola há alguém designado para ministrar as tais aulas particulares. Esses professores não costumam se queixar. Ganham mais e têm boas condições de trabalho: são treinados durante um ano para a função e ainda contam com a ajuda de psicólogos para lidar com os casos mais difíceis. Não é pouca gente que freqüenta esse tipo de aula: cerca de 30% dos alunos. A decisão de investir aí se provou acertada – até do ponto de vista financeiro. Cada aluno que repete custa algo como 20.000 dólares a mais aos cofres públicos. Ao fazerem as contas, os especialistas concluíram que custa menos pagar pelo reforço escolar. Depois dele, a reprovação sempre despenca – algo que em países campeões em repetência como o Brasil é emergencial – e o ensino melhora. (Fonte: Veja.com)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Lula: universidade pública abrirá 400 mil vagas em 4 anos

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, anunciou que, nos próximos quatro anos, serão aumentadas em mais 400 mil vagas nas universidades brasileiras públicas, passando dos atuais 12 alunos por professor para 18 alunos por professor. Segundo o presidente, essas expansão será proporcionada pela implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

O presidente Lula analisou o setor educacional para o jovem no País, aproveitando a realização da Conferência Nacional da Juventude, que acontece em Brasília, com 2.280 delegados, representando todos os estados, municípios e comunidades tradicionais. "É importante lembrar que essa é a primeira conferência feita com foco na juventude brasileira e já mobilizou em todo o país mais de 400 mil participantes. O objetivo principal: promover o direito à participação da juventude, fortalecer a rede social institucional para a juventude, identificar desafios e prioridades para que o poder público possa atuar junto à juventude brasileira", afirmou.

Lula lembrou que o País registrou "três décadas em que a economia brasileira não cresceu, não se fez os investimentos necessários na área de educação, na área da formação profissional". "Portanto, eu diria que o Estado brasileiro tem uma dívida com a nossa juventude, ou seja, a juventude precisa ser motivada. É preciso que a gente crie oportunidades para que a juventude possa ter perspectivas de vida ou no campo educacional ou no mercado de trabalho. Se não tem escola para os jovens estudarem depois que terminam o ensino fundamental e o segundo grau, não tem formação profissional e não tem emprego. A juventude fica à mercê do narcotráfico, à mercê do crime organizado. Por isso, eu posso dizer para você que é a primeira vez que o país conta com uma política voltada especificamente para os jovens".

Lula salientou que, em 2005, foi criada a Secretaria Nacional da Juventude e que enviou no final do ano passado para a Câmara uma medida provisória que unifica todos os programas voltados para a juventude. "Nós também aumentamos a faixa etária dos beneficiários dos programas para a juventude, que antes era de 15 a 24, para 15 a 29 anos. E o objetivo concreto é ampliar o atendimento aos jovens excluídos da escola e da formação profissional", disse o presidente.

Lula afirmou ainda que antes da unificação, esses programas atendiam 467 mil jovens em todo o País. Com a integração, até 2010, segundo Lula, eles irão cuidar de aproximadamente 3,5 milhões de jovens, um investimento de R$ 5,4 bilhões. Conforme o presidente, o Programa Universidade para Todos (ProUni) já está colocando aproximadamente 400 mil jovens na universidade brasileira e, neste ano, haverá a formatura dos primeiros 60 mil jovens brasileiros no ProUni". (Fonte: YahooNotícias)
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