A Mediação de Conflitos na Escola - Publicado na Revista Construir - Por: Jorge Schemes


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O conflito se estabelece quando queremos que o outro aceite a nossa vontade, quando um não abre mão de impor a outro seus desejos e seus pensamentos. A mediação na resolução de conflitos é um desafio e uma cultura que ainda precisa ser muito discutida para ser implementada na educação brasileira.
Em relação aos conflitos na escola, segundo a Teoria da Atividade de Leontiev, um dos aspectos é a motivação do aluno no processo de ensino-aprendizagem. E a pergunta desafiante que surge é: como motivá-lo? O que é de seu interesse? Nesse processo, o professor se torna o mediador, o facilitador. Cabe a ele incentivar, motivar, direcionar e mediar o processo de ensino-aprendizagem com intencionalidade pedagógica. Diante dos conflitos, não é diferente. Deve predominar a solidariedade, o respeito e a imparcialidade.

Uma tarefa de todos
A mediação escolar é uma construção cultural, portanto não pode ser estabelecida na escola por um professor isoladamente, mas por meio do diálogo contínuo e da capacitação de todos na comunidade escolar. O trabalho deve ser desenvolvido em equipe. Na escola, todos, sem exceção, devem ser capacitados em mediação no decorrer dessa construção cultural. Isso é mais que uma teoria; é uma forma de vida, de pensar, de dialogar.
A mediação é uma cultura e uma prática desenvolvida dentro da organização para beneficiar a todos, por isso todos devem ter a capacidade de dar respostas novas diante dos conflitos. No processo da mediação como resolução de conflitos dentro da unidade escolar, não há culpados, mas responsáveis. Todos têm que ter esses conceitos para que o diálogo seja estabelecido na mesma base, encontrando soluções em que não haja perdedores.
Ser completamente imparcial é outra característica. A questão (problema ou conflito) tem duas dimensões: o que é manifesto e o que é subjacente, ou as motivações. O mediador deve ser hábil em eliminar a oposição entre as partes envolvidas no conflito. Colocar questionamentos às partes é um procedimento próprio para a mediação escolar. Questionar para que as pessoas envolvidas eliminem certezas. As dúvidas permitem ampliar as questões subjacentes. As certezas fecham e limitam. Questionar leva à reflexão. As motivações conscientes e inconscientes devem ser trabalhadas. A mediação propõe um estado de questionamento permanente.

Caminhos?
No início da resolução de um conflito, é importante que se tenha a informação objetiva sobre o caso para que as pessoas envolvidas saibam decidir. O mediador deve auxiliar a deixarem a fantasia. E a partir da realidade concreta é possível criar opções. Entre os conflitantes, um vai incentivando o outro para encontrar diferentes soluções. A análise da melhor opção leva ao compromisso de todos os envolvidos, motivados não pelo medo, mas por satisfação mútua. O compromisso é com aquilo que pode ser realizado no presente.
Vale lembrar que cada mediação é única e personalizada, pois está inserida em seu contexto peculiar. A administração dos conflitos não deve impor motivações de qualquer lado e também não pode estar limitada à conciliação, deixando as pessoas parcialmente satisfeitas (acordo na base da barganha). Deve, sim, promover a cooperação entre as partes envolvidas, deixando-as satisfeitas.
Ao lidar com conflitos, o mediador estará lidando com emoções. Envolve sentimentos de amor e/ou ódio. Diante das manifestações corporais, o mediador pode solicitar que os envolvidos falem do que estão sentindo. É necessário quebrar as normas culturais que reprimem e sufocam as expressões das emoções. É importante e fundamental saber escutar para dar a oportunidade ao aluno expressar o que está sentindo. Os envolvidos devem expressar suas emoções por meio do diálogo, e não por meio de agressões físicas. Diante disso, o professor mediador é um facilitador do processo da mediação, objetivando principalmente a cooperação e a corresponsabilidade das partes envolvidas para a solução do conflito. [Fonte: Construir]

MEC lança plataforma digital para melhorar Ensino Fundamental


O Ministério da Educação (MEC) lançou hoje (27) o Programa Escola do Adolescente, que vai oferecer, por meio de uma plataforma digital, formação e apoio técnico a professores e gestores de escolas públicas. O objetivo é melhorar o desempenho de estudantes nos anos finais do ensino fundamental, ou seja, do 6º ao 9º ano.
“O ensino fundamental 2 é uma das etapas que tem tido menos política, que tem sido menos pensada. Temos muita coisa para o ensino médio, para a alfabetização, para anos iniciais [do 1º ao 5º ano do ensino fundamental]”, diz o ministro da Educação, Rossieli Soares, durante o lançamento em Brasília. “É preciso trazer oportunidade de apoiar as escolas nessa etapa”, complementou.
Para participar, estados e municípios devem fazer a adesão ao programa. O prazo começa no dia 10 de dezembro e vai até o dia 31. Em seguida, as escolas farão a adesão, de 11 a 31 de dezembro.  
Todas as escolas com anos finais do ensino fundamental poderão participar. Para as 13 mil escolas públicas com alto índice de vulnerabilidade, ou seja, com mais de 50% dos alunos com Bolsa Família, o MEC vai repassar R$ 360 milhões, no âmbito do programa Novo Mais Educação.
Os recursos deverão ser usados para ampliar o tempo dos estudantes na escola e para que as escolas implementem programas para a aprendizagem. Do total, R$ 220 milhões serão repassados ainda em 2018. Em 2019, serão repassados, os R$ 140 milhões restantes.

Desempenho e avaliação

Segundo o MEC, a plataforma vai oferecer instrumentos para tornar as aulas mais atrativas. Além de acesso a materiais específicos, que ajudarão gestores e professores tanto nas aulas quanto a entenderem melhor os estudantes, as escolas terão acesso a um diagnóstico detalhado com o desempenho dos estudantes, taxa de aprovação, entre outros dados.
A plataforma fornecerá ainda instrumentos para a realização de avaliações de matemática e português dos estudantes nos anos finais. Estarão disponíveis ferramentas de escuta da percepção que os estudantes têm sobre o ambiente escolar. Além de uma área de compartilhamento de boas práticas.
“Sabemos pouco a respeito de como o adolescente aprende, o que caracteriza esse adolescente, a plataforma servirá para a formação e fortalecimento da gestão pedagógica e apoio a gestão”, diz a secretária de Educação Básica da pasta, Kátia Smole. “Queremos trazer para o centro da conversa uma palavra às vezes esquecida: aprendizagem. Os estudantes precisam aprender na escola”.
Soares assinou hoje a portaria que institui o programa. Segundo Kátia, o governo atual deixará, para a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro, tudo organizado para que a plataforma comece a ser usada nas escolas a partir de 2019. “Estamos deixando a plataforma, ferramenta de gestão, roteiro de trabalho, constituição de rede de governança, para que as redes e as escolas possam começar 2019 com insumo bastante grande para dar continuidade a esse programa”, disse.

Indicadores

Os indicadores educacionais mostram que o desempenho dos estudantes tem queda nos anos finais do ensino fundamental, intensificando no ensino médio – etapa com os piores indicadores. Ao final do ensino fundamental, de acordo com os últimos dados disponíveis, em 2017, 45% das escolas não alcançaram a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Além disso, de cada 100 alunos, cinco concluíram a etapa com o aprendizado adequado em português e três em matemática, de acordo com parâmetros do MEC. Na rede pública, 14,5% dos estudantes reprovam ou abandonam os estudos no ensino fundamental nas escolas públicas. [Fonte: Yahoo]

Uso da tecnologia vai mesmo deixar os professores ultrapassados em sala?

Pixabay
Há alguns anos, a inteligência artificial tem sido posicionada como o ápice da tecnologia para a educação. Muitos acreditam que somente a tecnologia, de modo geral, é capaz de abrir espaço para a inovação educacional, sobretudo em um contexto em que crianças e jovens gastam duas vezes mais tempo diante das telas – televisão, computador, smartphone e tablet – do que na escola.
Essa forma de pensar ganhou reforço desde 2010, quando a revolução digital passou a ser incorporada à escola. Um pensamento mais criterioso, entretanto, mostra que a educação inovadora nem sempre está atrelada a soluções tecnológicas do momento, como a da inteligência artificial. Inovar na educação requer analisar os contextos específicos e os objetivos mais amplos, antes de depositar toda a esperança de mudança educacional em uma abordagem única.
A Geekie, referência em educação com apoio de inovação no Brasil e no mundo, há sete anos tem usado a inteligência artificial em ferramentas e plataformas criadas pela empresa. Com uma visão pragmática e especializada, temos criado uma forma inovadora de fazer uso da tecnologia e de metodologias.
Um dos produtos da Geekie – Geekie Games, plataforma de estudo online que capacita e aprimora o desempenho de estudantes em provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e vestibulares, exames que permitem o ingresso ao ensino superior – faz uso da inteligência artificial. Com oferta de planos de estudos personalizado, aulas, exercícios, simulados e simulador do Sistema de Seleção Unificada (SISU), a plataforma já foi usada por mais de 7 milhões de jovens brasileiros.
É a única ferramenta de estudos para o ENEM que conta com o reconhecimento do MEC. Ao longo da trajetória, a ferramenta auxiliou 73% de estudantes com idade entre 18 anos e 24 anos: 22% entre 25 anos e 44 anos; e 5% com mais de 44 anos, sendo 64% de mulheres e 36% de homens. Desse universo, 72% são de escolas públicas e 28% particulares. Em 2016, a avaliação Metas Sociais – uma das organizações mais conhecidas que mensuram o impacto das políticas sociais, faz uma análise intensiva do impacto social deste projeto; depois de averiguar dados de mais de 140 mil estudantes – comprovou que o algoritmo de recomendação do plano de estudos da empresa proporcionou uma melhoria cinco vezes maior em relação a quem seguiu um plano de estudos padronizado.
Cabe lembrar que a inteligência artificial está entre nós desde a década de 1950. O cientista J. McCarthy, da Universidade de Stanford, usou o termo pela primeira vez em uma conferência, em 1956, na Dartmouth University, nos Estados Unidos. Na ocasião, classificou teorias de complexidade, simulação de linguagem, redes neurais e máquinas de aprendizagem; na prática, sistemas de imaginação humana que usam a ciência da computação.
Uma das chaves da inteligência artificial aplicada à educação é a machine learning – um programa ou sistema que constrói um modelo preditivo a partir da análise de correlações entre os dados disponíveis para aplicar sobre dados não conhecidos. Esse sistema usa o modelo aprendido para traçar previsões úteis a partir de novos dados; o aprendizado de máquina também se refere ao campo de estudos relacionado a esses programas e sistemas.
A machine learning é a prática de usar algoritmos para coletar dados, aprender com eles e fazer predição de algo. A partir desses dados e algoritmos, a máquina é “treinada” e adquire habilidade de aprender a executar determinada tarefa. Com a automação de funções analíticas, cada vez mais será exigido dos seres humanos habilidades criativas e sociais. Jennifer Rexford, acadêmica da Ciência da Computação, da Universidade de Princeton, afirma que o modo que ensinamos hoje não coloca muita ênfase em criatividade, percepção social, design e trabalho em grupo; segundo ela, o campo da educação está buscando formas de responder ao impacto da inteligência artificial.
E isso requer não apenas o foco no ensino de diferentes habilidades para preparar os jovens para o futuro do trabalho, mas empregar inteligência artificial para adotar novas formas de ensinar. Concordo. A trajetória e visão da Geekie mostra a importância da inclusão do professor em todas as propostas educacionais; com ou sem tecnologia, o envolvimento desse profissional é essencial para potencializar o aprendizado.
Aliás, um tema educacional recorrente é que enquanto os millenniuns têm demandado mais tecnologia dentro da sala de aula, os professores resistem às inovações educacionais. Ouso discordar. Na Geekie, aliamos a tecnologia de ponta às metodologias pedagógicas inovadoras que potencializam o aprendizado.
Ao contrário do pregado pelos críticos, a tecnologia tem se tornado uma importante aliada dos educadores, sobretudo no desafio de gerenciar melhor o tempo dentro e fora da sala de aula. No Brasil, os docentes utilizam 12% da carga horária para administrar tarefas operacionais (corrigir exercícios e provas, preencher listas e tabelas, elaborar e revisar planejamento, calcular notas); 20% é usado para manter a disciplina na sala de aula; e 67% é dedicado ao ensino e aprendizagem propriamente dita. Essa é a conclusão da pesquisa conduzida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Com a experiência do atendimento de mais de 12 milhões de alunos e 5 mil escolas públicas e privadas, podemos afirmar que o principal aprendizado é que a tecnologia a serviço da educação se torna mais poderosa quando está nas mãos dos professores. Quando o auxiliamos o docente a ter informações de forma rápida e eficiente, ele se torna um verdadeiro super-herói que pode melhorar a qualidade da educação no Brasil. Com avanços tecnológicos exponenciais, o desafio é direcioná-los para levarmos a educação a um novo patamar.
Não se trata de automatização, mas da possibilidade inovadora de personalizar, canalizar o tempo dos educadores e gestores para o que realmente importa e utilizar os recursos e metodologias capazes de apoiar uma educação coerente com as necessidades dos nossos alunos. O ponto central é que as tecnologias trazem benefícios exponenciais quando voltadas aos professores. Um computador nas mãos dos professores, por exemplo, elevou a notas dos alunos brasileiros no PISA em 2,7 pontos.
O processo de visto e correção de atividades alternativas pode levar muito tempo, demandando um tempo precioso que poderia ser investido no desenvolvimento de planos de aula e no atendimento um a um com estudantes. A inteligência de dados pode trazer uma experiência mais personalizada e personalizável; aprendizado adaptável no qual os professores passam a ter acesso exatamente quando o aluno está consumindo o conteúdo; o envio de informações sobre como estão lidando com esses conceitos. Esse conhecimento oferece ao professor a oportunidade de fazer ajustes nas aulas de acordo com a necessidade do aluno. Podem, inclusive, oferecer conteúdo adicional para que o aluno possa ter um reforço necessário a ir mais adiante.
Com o apoio da inteligência de dados, o trabalho do professor não se restringe a passar os conceitos, sim moldar comportamentos como resiliência e inteligência emocional para lidar com desafios. Além disso, todos nós temos aquela lembrança de um professor que moldou nossas vidas e nos inspirou a escolher uma carreira profissional ou tomar uma decisão de longo prazo nas nossas vidas. A tecnologia pode colaborar para conectar estudantes e tutores por meio de feedbacks constantes e customizados.
Com esses dados, vemos que o fator humano não pode ser substituído. Vale lembrar que a interação com o docente face a face, é responsável pelo desenvolvimento das habilidades do século XXI – incluindo habilidades cognitivas como resolução de problemas e desenvolvimento de pensamento crítico, além de características como determinação e perspectiva.
Em suma, usar a tecnologia em sala de aula extrapola a visão sobre a capacitação de professores para o uso da ferramenta. Estamos falando de como os recursos tecnológicos ajudam a tornar a aula uma experiência mais dinâmica e completa. Algo que é almejado por alunos, professores, pais e toda a comunidade educacional.
Claudio Sassaki é mestre em Educação pela Stanford University e cofundador da Geekie, empresa referência em educação com apoio de inovação no Brasil e no mundo [Fonte: Yahoo]

Garota de três anos tem o QI maior do que o de Albert Einstein

(Reprodução/SWNS.com)
Aos três anos, Ophelia Morgan-Dew já sabe ler e escrever e demonstra capacidades que impressionam. A criança se tornou recentemente a pessoa mais jovem do Reino Unido a se tornar membro da Mensa, sociedade internacional que reúne pessoas com os quocientes de inteligência (QIs) mais altos do mundo. De acordo com testes, ela possui um QI mais alto do que o do físico Albert Einstein, apontado como uma das pessoas mais inteligentes da história.
A mãe conta que a filha começou a falar aos oito meses de idade. De lá pra cá, o aprendizado continuou, passando por números, cores e o alfabeto. Outro ponto impressionante é o fato de Ophelia conseguir se lembrar de coisas que aconteceram nos seus primeiros anos de vida. Especialistas indicam que a maior parte das pessoas só tem lembranças de sua vida depois dos três anos.
“Ela tem uma memória incrível e se lembra de eventos que aconteceram antes de completar 12 meses de idade”, explica Natalie Morgan-Dew, mãe da garota.
Surpresa com o desenvolvimento da filha, ela decidiu levar a criança a um especialista. Testes de QI mostraram uma pontuação de 171, 11 a mais do que Einstein e acima de gênios como Stephen Hawking. A capacidade intelectual de Ophelia é a de crianças com mais do que o dobro de sua idade.
Natalie afirma que a garota tem uma vida comum. “Ela é uma criança bastante ativa, gosta se manter ativa e é muito espirituosa. Ela adora ler livros comigo ou com o pai, atividades numéricas, cartas e o computador. Ela também gosta muito de brincar com os primos e ir ao parque”, declara.
A mãe revela que cogitou “evitar celebrar a conquista intelectual” da filha. “Parece haver um estigma em torno disso. Mas eu pensei: não é diferente para os pais celebrarem uma medalha que os filhos ganham em um evento esportivo, então ela merece elogios por ser tão inteligente. Ofélia é uma garota linda e eu teria orgulho dela, não importa o que ela conseguisse, contanto que ela fosse saudável e feliz”, afirma.[Fonte: Yahoo]

Novo currículo do ensino médio exigirá mudança na formação do professor
















CNE vai analisar BNCC antes da implementação das mudançasArquivo/Agência Brasil
























O sucesso da implementação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio passará por mudanças na formação de professores e adaptações nas escolas, apontam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. O documento, que vai orientar os currículos dessa etapa e estabelecer as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo do ensino médio em cada uma das áreas, foi entregue na última terça-feira (3) pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE).
A BNCC do ensino médio é organizada por áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Apenas as disciplinas de língua portuguesa e matemática aparecem como componentes curriculares, ou seja, disciplinas obrigatórias para os três anos do ensino médio. Os alunos deverão cobrir toda a BNCC em, no máximo, 1,8 mil horas. O tempo restante deve ser dedicado ao aprofundamento no itinerário formativo de escolha do estudante.
Para o diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, essas mudanças vão exigir muito investimento na formação de professores e um “repensar da formação de professores no Brasil” para que haja uma integração entre as disciplinas.
“Quando você faz um trabalho por área de conhecimento que reforça o caráter da interdisciplinariedade, você tem que investir muito na formação de professores. Hoje, como o professor de química é formado sem ter um diálogo direto com o professor de física ou biologia, que fazem parte da mesma área de conhecimento, por exemplo, agora para dar conta desse novo ensino médio, eles terão que se integrar já dentro da universidade”, diz.
Segundo ele, a mudança vai ter impacto nos currículos das licenciaturas. “As coordenações dessas áreas vão ter que sentar e repensar. Não é que não vai mais ter professor de química, física e biologia, mas vai ter que haver um esforço para integrar esses conhecimentos”, diz.
A formação dos professores deve ser priorizada também na visão da pedagoga Anna Helena Altenfelder. “Não só os professores, mas toda a estrutura da escola que hoje é pensada por disciplina e não por área de conhecimento. Então, temos um desafio grande”, diz a presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Ela também aponta um possível acirramento das desigualdades na educação como um dos riscos da nova base para o ensino médio. “Sabemos que os estados têm condições diferentes tanto técnicas como financeiras para construir seus próprios currículos. Então, a questão dos itinerários deve ser melhor definida em um apoio maior para os estados”, diz. O MEC se comprometeu a elaborar um guia de orientações para ajudar os estados na elaboração dos itinerários formativos.
Aperfeiçoamentos
A BNCC do ensino médio deverá ser analisada e aprovada pelo CNE e homologada pelo MEC antes de o documento começar a valer. O conselho irá fazer uma consulta pública em plataforma digital e audiências para colher sugestões da sociedade antes de submeter o texto à avaliação dos conselheiros.
A presidente executiva do movimento Todos pela Educação, Priscilla Cruz, considera que o CNE deve especificar melhor a forma como as redes vão se organizar, além de estabelecer o que é obrigatório ou não e deixar mais clara e objetiva a redação das habilidades previstas para serem alcançadas pelos alunos.
“Há uma impressão que o ensino médio está 'menor' pela falta de objetividade nas habilidades, é muito dependente da implementação pelos estados, não há um plano de implementação progressiva que ajude as redes a se ajustarem”, diz. No entanto, ela considera positivo fato de o texto prever a formação mais integrada, “direcionando para mais profundidade, recomendando outros espaços de aprendizagem e formatos de aula, dando características juvenis ao ensino médio”.
O conselheiro do CNE Cesar Callegari, presidente da comissão que vai analisar a BNCC, também considera que o colegiado terá que complementar o texto entregue pelo MEC. “A base está incompleta, está um documento bastante genérico e, no meu modo de entender, não atende às expectativas e necessidades do ensino médio no Brasil”, diz.
O Ministério da Educação já instituiu o Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular para apoiar os estados no processo de revisão ou elaboração e implementação de seus currículos alinhados à BNCC. Segundo o MEC, no primeiro ano de execução, serão repassados às secretarias estaduais cerca de R$ 100 milhões para a implementação da base. (Fonte: EBC - Agência Brasil)
Edição: Amanda Cieglinski

Gestor escolar precisa de formação específica, dizem especialistas


Os atuais cursos de pedagogia e licenciatura não preparam os profissionais para se tornar um gestor de escola. Para profissionalizar a atividade, é preciso aprimorar a formação do educador ensinando também competências de administração escolar.
O diagnóstico foi consenso na mesa sobre estratégias de formação para a gestão escolar, realizada nesta quinta (28), segundo dia do seminário promovido pela Folha de S.Paulo, o Instituto Unibanco e Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação.
Participaram do debate Alexsandro Santos, gerente de desenvolvimento em soluções do Instituto Unibanco; Laurinda Almeida, vice-coordenadora de pós-graduação em Educação da PUC-SP, e Elaine Hine, do conselho diretor do Leading Student Achievement (LSA), um projeto de formação de diretores em Ontário, no Canadá. A mesa foi mediada por Ana Maria Diniz, presidente do conselho do Instituto Península.
De acordo com Santos, a falta de definição sobre quais competências devem ser ensinadas aos estudantes é uma barreira para melhorar a formação dos gestores no Brasil.
Hoje, o Enade (prova que testa conhecimentos adquiridos no curso de graduação) estabelece 14 competências necessárias ao formando do curso de pedagogia. Cinco delas dizem respeito à gestão escolar.
Santos criticou a forma como a avaliação é feita. "As questões são teóricas e excessivamente genéricas. Não há desafios de gestão para o aluno desenvolver."
O conteúdo ensinado, segundo ele, devia fazer com que o aluno seja capaz de elaborar estratégias para problemas comuns do dia a dia da direção, como as faltas frequentes de um professor.
"Os instrumentos oferecidos pela secretaria para lidar com o problema [do professor que falta] não são suficientes. Temos que ensinar o aluno a criar uma estratégia alternativa", afirmou.
Para Laurinda Almeida, a principal competência a ser ensinada ao gestor é a maneira de mobilizar estudantes e professores em ambiente escolar, algo que deve ser aprendido na prática.
"O diretor não precisa ser encarado como alguém que tem respostas certas para todos os problemas, mas alguém que sabe investigar as causas e procurar soluções."
AVANÇOS TRAVADOS
De acordo com Santos, há um esforço no país para definir as matrizes de ensino para o gestor.
O Plano Nacional de Educação, lançado em 2014, prevê que o Brasil vai desenvolver programas de formação de diretores e passar a aplicar uma prova nacional específica para avaliar a preparação dos profissionais.
A partir disso, um programa nacional para certificar diretores chegou ser apresentado pelo Ministério da Educação em 2015, mas o projeto ficou estagnado em razão da turbulência política que culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016.
Apesar do passo ter sido considerado um avanço, Santos afirma que os conteúdos especificados no programa ainda precisam ser aprimorados.
"O conteúdo é dividido em cinco domínios, mas ainda é muito genérico. Diz, por exemplo, que os conselhos estudantis devem funcionar, mas não diz de que forma o diretor pode garantir isso."
EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL
Durante a mesa, Elaine Hine relatou sua experiência à frente do projeto de formação de diretores em Ontário, no Canadá.
O Leading Student Achievement (LSA) foi criado em 2005 pelo conselho de gestores escolares, vinculado ao Ministério da Educação canadense, para criar uma rede de ensino de técnicas ligadas à gestão escolar.
A base do projeto é o ensino através de uma rede: líderes distritais "apadrinham" professores que desejam se tornar diretores para compartilhar problemas comuns e práticas bem-sucedidas nas escolas.
Um dos focos principais é a análise de dados. "Foi preciso ensinar aos futuros diretores não apenas como lidar e interpretar dados sobre gestão escolar, mas a importância de elaborar uma gestão baseada nesses dados", disse Hime. [Fonte: Yahoo]

Brasil é Campeão em Violências Contra Professores


Segundo pesquisa da OCDE, 12,5% dos professores brasileiros disseram sofrer violência verbal ou intimidação de alunos, pelo menos uma vez por semana. O Brasil ocupa a primeira posição no ranking. Em segundo lugar aparece a Estônia com 11%, seguida pela Austrália com 9,7%.

A pesquisa foi realizada em 34 países, com a participação de 100 mil professores e diretores dos ensinos fundamental e médio.

Outra pesquisa mostra que mais de 22,6 mil professores foram ameaçados por estudantes e mais de 4,7 mil sofreram atentados à vida nas escolas. Os dados são do questionário da Prova Brasil 2015, aplicado a diretores, alunos e docentes do 5º e do 9º anos do ensino fundamental de todo o país. 

A violência também ocorre entre estudantes: 71% dos mestres presenciaram agressões verbais ou físicas entre eles. As informações estão na plataforma Qedu.

Abertas Inscrições Para Curso de Graduação em Gestão Pública Pelo IFSC

Prezados,

Para os interessados, o IFSC de Joinville está com inscrições abertas para o curso de graduação de Gestão Pública à distância, no polo UAB. 

São 50 vagas para Joinville, além de vagas em outros cursos em outras cidades. As inscrições estão ocorrendo de 20 de maio a 11 de junho de 2017, somente se baseadas nas notas no ENEM.

Para quem não fez ENEM a dica é ficar de olho pois, após este primeiro processo, as vagas remanescentes geralmente são livres e por ordem de inscrição.


Atenciosamente,

Plataforma ajuda a aumentar o IDEB de escolas - QEdu Redes

Olá, tudo bom?

Nós criamos o QEdu Redes para ajudar os profissionais que desejam aumentar o Ideb da sua rede. Para quem deseja transformar a educação de seu município ou Estado.

Subimos para a plataforma os dados mais recentes da Prova Brasil. Se você ainda não se cadastrou aproveite que é gratuito! Aqui: http://redes.qedu.org.br/

E o que você vai encontrar no QEdu Redes?

As ações para aumentar o Ideb só fazem sentido se você conseguir prever se elas terão o impacto esperado. Por isso no QEdu Redes existe o Simulador do Ideb, onde:
  • Você poderá verificar qual o impacto no Ideb se crescerem as taxas de aprovação em cada ano.
  • Verificar o quanto seu Ideb cresce se as médias de português e matemática na Prova Brasil aumentarem. 
A forma mais consistente de sua rede aumentar o Ideb é priorizando as escolas que precisam melhorar o aprendizado em português e matemética. Por isso desenvolvemos o Painel do Aprendizado que permite:
  • Ver o desempenho da rede e das escolas em cada tópico e descritor da matriz de referência da Prova Brasil
  • Identificar as escolas com maior necessidade de formações em tópicos específicos.
E tudo isso você já pode acessar hoje, gratuitamente. E caso já tenha cadastro, fique à vontade para compartilhar e indicar para outras pessoas que possam se beneficiar da ferramenta!

Um abraço,
Equipe QEdu.

Canadense ‘exilada no frio’ é eleita a melhor professora do mundo



© image/jpeg O aventureiro e montanhista Bear Grylls, a vencedora Maggie MacDonnell e o Sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos e emir de Dubai

A canadense Maggie MacDonnell foi anunciada neste domingo a vencedora do  Global Teacher Prize, competição que escolhe o melhor professor do mundo. O Brasil concorria ao prêmio com  capixaba Wemerson da Silva Nogueira, que se tornou nacionalmente conhecido no ano passado, ao levar o prêmio Educador Nota 10, concedido em parceria pela Fundação Victor Civita com a Fundação Roberto Marinho por um projeto sobre a contaminação do Rio Doce após o rompimento da barragem de Mariana (MG).
Em seu discurso de agradecimento na cerimônia de premiação realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, neste domingo, Maggie MacDonnell exaltou a classe. “Nós temos importância, professores importam”, disse. Em seguida, a docente puxou um coro na plateia da frase “Teachers matter” (“professores importam”).  
Maggie trabalha em uma comunidade que possui apenas 1.300 habitantes e onde a temperatura no inverno chega a menos 25 graus Celsius. A docente desenvolveu vários projetos para incentivar a permanência escolar 
A canadense, que é natural da província de Nova Escócia, uma ilha ao leste do país,  também falou sobre a sua experiência como professora no Salluit, uma comunidade inuíte no ártico canadense — ela testemunhou o enterro de dez alunos no período de seis anos em que trabalha por lá. “A memória que continua a me assombrar é a de quando vejo esses canadenses colocando os corpos de seus entes queridos na terra, sob a tundra. No dia seguinte, ao chegar na sala de aula, há um silêncio, mas que ecoa aqui.”

Maggie trabalha em uma comunidade que possui apenas 1.300 habitantes e onde a temperatura no inverno chega a menos 25 graus Celsius. As escolas da região sofrem com a desistência de professores — a instituição onde Maggie atua está sem diretor, por exemplo. Por lá, a docente desenvolveu vários projetos para incentivar a permanência escolar, como um programa de nutrição, em que os estudantes preparam lanches para os colegas, e a criação de um centro esportivo para as crianças e adolescentes das escolas e a comunidade em geral.
‘A memória que continua a me assombrar é a desses canadenses enterrando seus entes queridos sob a tundra. No dia seguinte, ao chegar na sala de aula, há um silêncio, mas que ecoa aqui’


Maggie MacDonnel
O prêmio é concedido pela Varkey Foundation e encerra o evento Global Education & Skills Forum, que recebe anualmente educadores, empresários, pensadores e políticos para debater educação. Esta foi a terceira edição do Global Teacher Prize — nos anos anteriores, venceram a palestina Hanan Al Hroub (2016) e a americana Nancie Atwell (2015). Neste ano, foram mais de 20.000 inscritos. Os dez finalistas incluíam, além de Maggie e de Wemerson, professores de lugares como Reino Unido, Quênia e Paquistão.
Wemerson Nogueira, de 26 anos, tem experiência de cinco anos lecionando química e ciências em escolas públicas da região de Nova Venécia, a 200 quilômetros de Vitória. Ele passou por cerca de quinze escolas — algumas sofriam com problemas como a alta taxa de evasão, tráfico de drogas e notas baixas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Neste ano, ele deixou a educação básica e começou a trabalhar com turmas de pedagogia e engenharia elétrica e da computação em uma universidade privada na capital do Espírito Santo.
O capixaba desenvolveu diversos projetos dentro e fora da sala de aula, envolvendo alunos, outros docentes e a comunidade. Entre eles, estão o de trabalhar com os alunos usando aplicativos, distribuição de panfletos de conscientização sobre o uso de drogas e o ensino da tabela periódica a partir dos metais encontrados na água contaminada do Rio Doce após o rompimento da barragem de Mariana (MG). O professor ainda organizou a construção de filtros para serem distribuídos à comunidade ribeirinha. Por esse projeto, de 2016, ele ganhou oito prêmios, entre eles o Educador Nota 10, uma iniciativa feita em parceria entre a Fundação Victor Civita e a Fundação Roberto Marinho. Veja também:

Dados da Prova Brasil - QEdu

Os dados mais recentes da Prova Brasil nos revelam um
cenário muito desafiador na Educação pública brasileira. 
Se tratando da realidade nacional, por exemplo, apenas 30% 
dos jovens brasileiros no 9º ano possuem aprendizado 
adequado em Português; apenas 14% em Matemática. 
Os números são equivalentes quando olhamos os 
Estados e municípios, com raras exceções.
No QEdu é possível ter acesso a esses e muitos outros 
dados que mostram a situação atual da Educação brasileira. 
Na ferramenta você pode comparar a situação dos Estados 
e municípios, analisar as taxas de rendimento, as distorções idade-série
os números do Ideb e suas respectivas metas e muito mais.
É importante ter acesso a esses indicadores pois só assim podemos 
saber em que momento estamos e planejar as melhores soluções 
para chegarmos ao futuro que desejamos.

O que muda na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional com a reforma do ensino médio?


A reforma do ensino médio foi sancionada por Michel Temer nesta quinta-feira, dia 16, mas poucas pessoas conseguiram entender exatamente como ela funcionará. Em primeiro lugar,  o que definirá o conteúdo programático definitivo e as normas aplicadas ao ensino médio, de fato será a Base Nacional Comum Curricular. Conhecida como BNCC, a nova normatização altera pontos até então regidos exclusivamente pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394, de 20 de dezembro de 1996), que rege as regras do ensino e pela lei do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), de 2007, que determina os recursos utilizados para a educação no país. Vejamos o que muda na Lei de Diretrizes e Bases à partir da Reforma do Ensino Médio:

Antes da Medida Provisória, não havia nenhuma norma que determinasse quais matérias seriam obrigatórias no ensino brasileiro. Apenas a Lei de Diretrizes e Bases citava a obrigatoriedade de português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia nos três anos do ensino médio. 

 A retirada de disciplinas consideradas como áreas das humanidades, como filosofia, sociologia e artes, foi reconsiderada na versão final da Medida Provisória, que agora prevê o ensino dessas matérias como estudos e práticas inseridos dentro de outras disciplinas.

 “A mudança mais significativa na Lei de Diretrizes e Bases, sem dúvida nenhuma foi a extração da obrigatoriedade da Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física do Ensino Médio. Isso foi retirado do Ensino Médio, mas foi mantido no Ensino Fundamental. E para evitar o desgaste que se gerou pela exclusão dessas disciplinas, se transferiu elas para a Base Nacional Comum Curricular. O Problema é que na BNCC elas podem aparecer de qualquer forma. Elas podem, inclusive aparecer de uma forma completamente tangenciada. Como algo que perpassa todas as disciplinas e não funciona assim. Essas são disciplinas fundamentais que tem uma centralidade em si”, explica Daniel Cara, coordenador Geral da Campanha pela Nacional pelo Direito à Educação.

 Entre os pontos mais importantes da Medida Provisória estão a ampliação da carga horária, a adoção de cursos em tempo integral. Até o momento a carga horária obrigatória do Ensino Médio é de 800 horas anuais.

 Com a Medida Provisória a carga horária anual passará a ser de 1400 horas. Sendo que as escolas terão 5 anos para atingir ao menos 1000 horas ao ano e um prazo ainda indefinido para chegar ao total da meta.

 Parte da discussão foi concentrada na formação dos educadores. Antes da Reforma seria mandatório que o professor tivesse diploma de licenciatura para dar aulas na rede pública de ensino.

 O texto aprovado pelo Senado manteve a autorização do projeto original para que professores sem diploma específico ou licenciatura, possam ministrar aulas para cursos ligados à suas áreas de conhecimento ou profissionalizantes. Tudo baseado no “notório saber”, ou seja, o reconhecimento das capacidades desses profissionais em áreas específicas do conhecimento. Para tanto, a opção da emenda seria um curso de complementação pedagógica, que habilitaria profissionais sem licenciatura a dar aulas na rede pública. 

 Inglês: O Ensino de Língua estrangeira era obrigatório apenas durante os três anos do Ensino Médio. As escolas podiam escolher se a língua estrangeira seria o Inglês ou Espanhol.

 Com a Reforma do Ensino Médio, o ensino da língua inglesa será obrigatório a partir do sexto ano do ensino fundamental. Se a escola oferecer mais de uma língua, a primeira deverá ser o Inglês e é recomendável, mas não obrigatório que a segunda seja o Espanhol.[Fonte: Yahoo]


A Educação Brasileira Continua Muito Mal

Brasil tem desempenho escolar abaixo da média internacional
Entre 70 países avaliados pela OCDE, alunos brasileiros ficam nas últimas posições quanto a conhecimentos em matemática, leitura e ciências, apesar de investimentos em educação terem aumentado. Os conhecimentos em leitura, ciências e matemática dos estudantes brasileiros estão significativamente abaixo da média dos alunos de países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) em 2015. No ranking, divulgado nesta terça-feira (06/12) e que avaliou o desempenho dos alunos da educação básica de 70 países, o Brasil aparece na 59ª posição em leitura, 63ª em ciências e 66ª em matemática.
Esta é a segunda edição consecutiva na qual as médias dos estudantes brasileiros não avançaram nas três áreas verificadas. A avaliação, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), avalia adolescentes de 15 e 16 anos a cada três anos.
Em ciências, a média do Brasil foi de 401 pontos, enquanto a média dos países da OCDE foi 493. Em leitura, o país alcançou 407 pontos, abaixo dos 493 das demais nações avaliadas; e em matemática, o desempenho brasileiro obteve 377 pontos contra 490 da média mundial.
No topo do ranking de ciências estão Cingapura (556), Japão (538) e Estônia (534). Em leitura estão Cingapura (535), Hong Kong (China) e Canadá (ambos com 527), e Finlândia (526). Em matemática, Cingapura também aparece em primeiro lugar, com 564 pontos, seguida de Hong Kong (548) e Macau (China), com 544 pontos.
Cada 30 pontos no Pisa equivalem a um ano de estudos, de acordo com os critérios da organização. Isso quer dizer que, em média, os estudantes do Brasil estão cerca de três anos atrás em ciências e leitura e mais de três anos em matemática.
Desempenho estagnado
Em matemática, o País teve uma trajetória positiva desde 2003, início da série histórica, quando obteve 356 pontos. A seguir, obteve 370 em 2006 e 386, em 2009. Em 2012, o País atingiu 389 pontos. Houve uma elevação real de 21 pontos na média dos alunos no período de 2003 a 2012. Em 2015, no entanto, o País caiu para 377, o que significa um declínio de 11,4 pontos. Apesar de ser uma queda, pelos critérios da OCDE, não se trata de grande diferença.
Nas demais avaliações, o País está estagnado. Em ciências, a proficiência média do Brasil foi 390 em 2006; 405 em 2009; e 402 em 2012. As pontuações não apresentam diferenças estatísticas, segundo o relatório da OCDE, o que mostra a estagnação. O mesmo ocorre em leitura. Em 2000, o País obteve 396; em 2003, 403; em 2006, 393; em 2009, 412 e em 2012, 407. Essas diferenças são consideradas insignificantes estatisticamente.
A avaliação 2015 do Pisa verificou ainda que 71% dos jovens na faixa de 15 anos de idade estão matriculados na escola a partir do sétimo ano, o que corresponde a um acréscimo de 15% em relação a 2003. O estudo aponta que essa expansão do acesso escolar entre os jovens, sem declínio no desempenho médio dos alunos, é um ponto "bastante positivo" para a educação do País.
Investimentos precisam surtir efeito
No Pisa, as diferenças socioeconômicas entre o Brasil e os países membros da OCDE são levadas em consideração. Enquanto no Brasil o Produto Interno Bruto (PIB) per capita é de 15,9 mil dólares, a média da OCDE é de 39,3 mil dólares por habitante.
Os países-membros da organização investem mais por estudante dos 6 aos 15 anos - 90,3 mil dólares, enquanto no Brasil esse investimento é de menos da metade - 38,2 mil dólares por aluno, o que equivale a 42% da média da OCDE. Essa proporção, no entanto, correspondia a 32% em 2012. Na avaliação do Pisa e da OCDE, "os aumentos no investimento em educação precisam agora ser convertidos em melhores resultados na aprendizagem dos alunos".
Outros países latino-americanos, como a Colômbia, o México e o Uruguai obtiveram resultados melhores em 2015 em comparação ao Brasil, muito embora tenham um custo médio por aluno inferior. O Chile, com um gasto por aluno semelhante ao Brasil (40 mil dólares), também alcançou pontuação melhor em ciências (477 pontos).
Formação de professores
Para a secretária do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, o resultado geral do Brasil "é muito ruim em comparação até com países que têm investimento menor que o nosso em educação e, inclusive, um nível de desenvolvimento inferior ao do Brasil".
"Um salto de qualidade" é possível, de acordo com a secretária, desde que haja políticas públicas adequadas no país. Segundo ela, a formação de professores deve ser prioridade.
A secretária aposta na definição da Base Nacional Comum Curricular para melhorar o ensino. Esta base deverá estabelecer o conteúdo mínimo que os estudantes brasileiros devem aprender do ensino infantil até o ensino médio. O documento, que está em discussão para o ensino médio e em fase final de elaboração para as demais etapas, deve orientar também a formação dos professores.
Participaram da edição 2015 do Pisa 540 mil estudantes que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos dos países participantes. A avaliação incluiu os 35 países-membros da OCDE, além de economias parceiras, como o Brasil.

No País, participaram 23.141 estudantes de 841 escolas. A maior parte deles (77%) estava matriculada no ensino médio, na rede estadual (73,8%) e em escolas urbanas (95,4%). [Fonte: Terra]