Papel de professores é questionado no Fórum da Liberdade


A mudança do papel dos professores, que deixam de ser "meros repassadores de conhecimento" para se transformarem em "asseguradores de aprendizagem", e o papel dos pais no desenvolvimento das crianças em busca dos empreendedores do futuro, foram algumas das colocações feitas pela secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, e pelo professor canadense naturalizado americano Stephen Hicks, durante o painel "Educação: Obedecer, Pensar ou Criar?", que aconteceu na 25ª edição do Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, nesta terça-feira.
Durante a palestra, Claudia focou sua fala nas recentes conquistas do Brasil na educação, e desmistificou o pensamento de que a educação do passado era melhor que a atual. "No final da década de 60, o Brasil tinha 40% das crianças na escola - aquelas escolas que minha geração faz muita menção - e hoje temos 97%. Ao universalizar, começam a aparecer os problemas na educação, que estão relacionados com o baixíssimo nível de educação dos pais", disse.
Segundo ela, outro fator que favoreceu a decadência do ensino público, foi a valorização da mulher no mercado de trabalho, o que fez com que as professoras do passado migrassem hoje para as empresas. Claudia disse que, mesmo em comunidades carentes do Rio, a maioria das crianças tem acesso à internet, o que obrigou os professores a mudarem de postura. "Os professores não podem achar que são apenas transmissores conhecimento (...) têm que ser facilitadores do processo de aprendizagem".
Essa última colocação da secretária foi precedida da fala do professor de Filosofia Stephen Hicks, autor de obras como Explicando o pós-modernismo: ceticismo e socialismo de Rousseau a Foucault e Nietzsche e os nazistas, que defendeu que as escolas não podem mais ser as únicas responsáveis pela educação e estímulo das crianças, tendo em vista a necessidade que os países possuem de formarem profissionais empreendedores e criativos.
"O que a cultura americana faz de melhor? É a preocupação que os pais têm com o que os filhos fazem fora da escola. A maioria das instituições possui clubes de xadrez, debate, inovação e fazem visitas a museus e galerias de arte", disse o professor ao explicar sobre um grupo de japoneses que buscou junto às escolas dos Estados Unidos o motivo para o empreendedorismo dos americanos.
Para Hicks, atividades esportivas, "quase uma obsessão entre os americanos", são um exemplo de iniciativas que ensinam as crianças sobre "competição, sucesso, falhas, trabalho duro... valiosas lições", enumerou. Segundo ele, o ambiente nas escolas deve ser de estímulo ao aprendizado livre, nos mesmos moldes do que se faz com as crianças nos primeiros anos de vida. "Temos que enfatizar em uma estrutura positiva".[Fonte: Terra]

Justiça garante matrícula de crianças menores de 6 anos no País


A Justiça Federal de Pernambuco informou nesta quarta-feira que uma sentença do juiz Cláudio Kitner estendeu para as escolas de todo o País a decisão que garantia o acesso de crianças menores de 6 anos à matrícula no ensino fundamental. O benefício havia sido concedido para o Estado de Pernambuco em liminar aprovada no ano passado.
Segundo o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), aprovado em 2010, o aluno precisa ter 6 anos completos até 31 de março do ano letivo para ser matriculado no 1° ano do ensino fundamental - caso contrário deverá permanecer na educação infantil. Para o magistrado, a resolução afronta o princípio da isonomia.
"É oportuno destacar que a definição da faixa etária dos 6 anos para o início do ensino fundamental não se encontra calcada em estudos de alta análise científica que indiquem que esta é a idade recomendada para as crianças iniciarem a alfabetização", disse Cláudio Kitner ao criticar resolução do CNE.
Segundo o juiz, a unidade de ensino deve ter a liberdade comprovar a capacidade intelectual da criança para frequentar as aulas por meio de avaliação psicopedagógica. "O Estado deve munir-se de meios para avaliar as crianças, por meio de comissões interdisciplinares, que levem em conta elementos psicopedagógicos, interações sociais, fatores socioambientais, entre outros, a fim de verificar se elas reúnem condições de avançar de fase de aprendizagem".
De acordo com a sentença, a União deverá comunicar às secretarias estaduais e do Distrito Federal o teor da decisão, no prazo máximo de 30 dias, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil. A sentença ainda cabe recurso junto ao Tribunal Regional Federal da Quinta Região.[Fonte: Terra]

Acompanhar lição de casa do filho facilita aprendizado


A lição de casa sempre vira uma tarefa para a família - o aluno precisa entregar o dever e os pais têm o papel de supervisionar essa atividade. Tornar esse momento do dia prazeroso é um desafio, pois competir com televisão, videogame ou qualquer outra brincadeira é extremamente difícil. Mas é uma tarefa que toda mãe - ou pai - adora fazer.

Mas existem alguns meios de facilitar esse processo. A psicóloga comportamental Paula Pessoa Carvalho, especializada em orientação psicológica, familiar e educacional, indica que acompanhar a lição com o filho e tornar o momento de aprendizagem agradável faz com que a criança se estimule e se habitue a estudar em casa. "Isso facilitará seu desenvolvimento educacional durante toda a vida acadêmica", afirma. 

Melhor horário
O melhor horário para o estudo é o que a criança esteja mais disposta, ou seja, sem sono ou fome. Também é importante definir o mesmo horário todos os dias, para que a criança se acostume com essa rotina. 

Cuidados com o ambiente
O local de estudo pode ser uma mesa no quarto, na sala ou na cozinha, mas longe do sofá e da cama. Estabeleça que a lição seja feita sempre no mesmo lugar, onde não existam reforçadores concorrentes como TV ligada, som, videogame ou alguém brincando ao lado. 

É importante acompanhar
Outro ponto importante para que a criança sinta prazer em fazer a lição de casa é ter alguém que a auxilie, para que esse momento seja agradável. Pode ser a mãe ou o pai. 

Erros são aceitos
Também é legal que a criança tenha a possibilidade de errar e acertar. Não critique demais os erros dos pequenos, pois eles são necessários para que a criança aprenda o certo. Seja carinhoso, explique com paciência. Lembre-se de elogiar quando ela acertar. 

Atenção para dificuldades de aprendizado
Os pais devem ficar atentos quando, mesmo com todos os métodos seguidos, a criança não consiga se concentrar. Não aprenda com os erros, nem por exclusão, dedução ou entendimento. Se isso acontecer é importante pedir uma atenção para a escola e para profissionais especializados para ver se está tudo certo com seu pequeno. 

Para as mães que trabalham fora
Caso a mãe ou o pai não possam acompanhar quando a criança faz a lição, é importante definir o local e o horário e retomar o que foi feito no momento em que chegar a sua casa. Tente perceber se a lição foi feita com dedicação. 

[Fonte: Coletânea Editorial
Especial para o Terra]

SciELO disponibiliza livros eletrônicos gratuitamente

Livros universitários gratuitos
A SciELO Brasil lançou um portal para disponibilização gratuita de livros eletrônicos.
O portal publica coleções de livros de caráter científico, editadas, prioritariamente, por universidades.
A iniciativa pretende aumentar a visibilidade, o acesso, o uso e o impacto de pesquisas, ensaios e estudos realizados, principalmente, na área de ciências humanas, cuja maior parte da produção acadêmica é publicada na forma de livros.
"Uma porcentagem significativa de citações que os periódicos SciELO fazem, principalmente na área de humanas, está em livros. E como um dos objetivos da coleção SciELO é interligar as citações entre periódicos, a ideia é também fazer isso com livros", disse Abel Packer, membro da coordenação do programa SciELO.
Editoras universitárias
De acordo com Packer, a ideia do projeto foi sugerida em 2007 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e foi iniciado em 2009 sob a liderança e financiamento de um grupo formado pelas editoras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fiocruz.
Inicialmente, o portal está disponibilizando cerca de 200 títulos, distribuídos mais ou menos igualmente entre as editoras das três universidades. A expectativa é que a coleção possa contar com a adesão de outras editoras universitárias.
Além das obras com acesso aberto e gratuito, o portal SciELO Livros também possui uma área na qual será possível ao usuário comprar outras obras das editoras integrantes do projeto no formato e-book.
Líder mundial
Os livros poderão ser baixados no tradicional formato PDF, ou nos formatos adequados para leitura por meio leitores de livros eletrônicos, tablets, smartphones ou na tela de qualquer computador.
A meta inicial é publicar entre 300 e 500 títulos por ano no portal. Entretanto, esse número de publicações dependerá da reação das editoras e do público.
Criada em 2007, o SciELO Brasil é, segundo o Ranking Web of World Repositories, conhecido como Webometrics, o líder mundial entre os maiores portais de informação científica em acesso aberto e gratuito no mundo.[Fonte: Terra]
O site SciELO Livros pode ser acessado no endereço http://books.scielo.org

Matemático de 14 anos diz que não é gênio, só aproveita o tempo


Se o chamam de "gênio", Moshe Kai Cavalin fica incomodado. No entanto, aos 14 anos, está em dúvida se vai fazer uma pós-graduação em física teórica ou astrofísica, quando se diplomar este ano em matemática na universidade. Diz que tudo o que faz é, simplesmente, não perder tempo.
Não é que tenha despertado de repente, numa manhã, resolvendo de cara problemas avançados de álgebra com os quais os estudantes que têm o dobro de sua idade quebram a cabeça. Estuda conscientemente desde os 2 anos e considerá-lo "gênio" minimiza seu esforço. "Exatamente", diz Moshe Kai, no café da Universidade da Califórnia (UCLA), onde tem uma bolsa de estudos. "Gênio é só uma palavra, é como o coeficiente intelectual, é um número criado por pessoas que ignoram todo o restante que forma um individuo". "O que tento é buscar sabedoria através do conhecimento. E pôr em prática a sabedoria é muito melhor do que ser um gênio", precisou.
Por isso, Moshe Kai escreveu o livro We Can Do (Podemos fazer); primeiro em chinês e, depois, em inglês, "para ajudar os pais a estimularem seus filhos". "Cheguei a um ponto que muita gente considera impossível para minha idade", escreve. "Cheguei tão longe quanto a Lua, mas qualquer um que tente realmente pode ir além da Via Láctea".
Nascido em Los Angeles de mãe chinesa e pai brasileiro, de Porto Alegre (RS), Moshe Kai já sabia efetuar contas de adição e subtração aos quatro anos. Nesse momento, seus pais programaram um intenso plano educativo para que seu filho se destacasse em matemática, música, artes marciais e leitura.
Depois de rejeitar várias escolas - que o viam como fonte de distração para as outras crianças - Shu Chen Chien e Joseph Cavalin decidiram educá-lo em casa. O trabalho foi intenso, sem televisão; só eram permitidos videogames educativos, que o levaram a ganhar campeonatos internacionais de artes marciais, tirar um certificado de mergulhador e matricular-se na universidade, aos oito anos, onde brilha como um dos melhores alunos.
"Só tiro vantagem do que possuo", disse Moshe Kai, que usa sempre com um chapéu moderno e uma mochila xadrez. "Todos têm um potencial para serem especiais, e devem tirar vantagem disto, mas não o fazem. Por isso me consideram especial".
"Trabalho duro, planejo com antecedência e conquisto minhas metas", diz o jovem, que se lembra de todos os presentes que ganhou no aniversário e cita o filme Wall-E, da Pixar, como seu preferido.
"Nós, estudantes, temos que aproveitar todas as oportunidades que temos para aprender. Quando elas passam, não poderemos voltar atrás. Perguntem a qualquer sábio ancião", escreveu em seu livro.
A mãe lamenta ser criticada pela forma com que criou Moshe Kai. "As pessoas me perguntam por que pressiono tanto, mas eu não o pressiono, ele é feliz assim!", comentou Shu Chen, 47 anos, que vive com o filho e o marido, de 61 anos, numa residência familiar no campus universitário.
Mas Moshe Kai, apesar de suas conquistas intelectuais, não é um adulto em miniatura. Tem a timidez e o humor ingênuo de um adolescente de 14 anos, embora com respostas muito mais perspicazes do que a maioria das crianças de sua idade. "Meu livro não é sobre como ser um gênio ou ser inteligente. É sobre como viver melhor. E isso se aplica a mim, neste momento", disse.
Quando se graduar na universidade, provavelmente neste ano, Moshe Kai vai se especializar em matemática pura, astrofísica ou física teórica. "Mas só tenho 14 anos, tenho muito tempo para me decidir".
Depois, pensarei nas garotas. "Ainda sou muito jovem para me envolver numa relação. Será depois da pós-graduação", promete, e ri.
"Levou cinco segundos"
Para demonstrar seu ponto de vista, Moshe Kai convidou um amigo para a entrevista com a AFP; Jared Holgado, de 7 anos está, segundo Kai, mais avançado em álgebra do que ele quando tinha a sua idade. Jared, de cabelo preto e comprido até os ombros, tem um medo infantil de estranhos, frequenta a universidade com seus pais Nancy e Ferdinand, dois filipinos de 39 anos que chegaram aos Estados Unidos nos 1990.

"Ele sabia somar e multiplicar aos cinco anos. Não sei matemática muito bem, assim procurei alguém que pudesse ajudá-lo mais", explicou Nancy. É aí que entra o instrutor de matemática Dan Steinberg, que se dedica a trabalhar com meninos-prodígio: "Está terminando álgebra 1 e começando álgebra 2. Isso é normal para crianças de, talvez, 14 anos".
Steinberg escreve em seu celular "x^2 + 2x - 15 = 0" e pergunta ao menino a solução. Jared, que até o momento cobria o rosto com timidez, levanta o olhar, e responde: "(x - 3) (x + 5) = 0". "Acaba de resolver uma equação quadrática", explica o instrutor a uma atônita jornalista da AFP. "Só levou cinco segundos".[Fonte: Terra]

Vivo lança prêmio internacional para professores inovadores


Professores de todo o mundo poderão se inscrever para o prêmio Fundação Telefônica de Inovação Educativa entre os dias 9 de abril e 20 de maio. O objetivo é reconhecer educadores que trabalham de forma inovadora com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) junto a alunos com idades entre 3 e 17 anos. Os trabalhos podem ser apresentados em espanhol, português ou inglês.
O prêmio pretende identificar, reconhecer, valorizar e divulgar as melhores iniciativas de uso das tecnologias nos processos de ensino. Serão aceitos trabalhos desenvolvidos entre abril de 2011 e abril de 2012 em três categorias, separadas por faixa etária: a primeira englobará trabalhos direcionados a alunos com idades entre 3 e 8 anos; a segunda, para alunos entre 9 e 14 anos; e a terceira, para jovens entre 15 e 17 anos de idade.
Dentro das respectivas categorias, os professores terão quatro opções de modalidade: suporte à aula com recursos digitais e mulltimídia; exercícios interativos para praticar na classe; produção de conteúdos e trabalhos em grupo; projetos colaborativos interescolares. Cada docente poderá inscrever até três trabalhos. Professores poderão, também, formar grupos para inscrição conjunta, porém um deles precisa ser o responsável.
A avaliação dos projetos inscritos ocorrerá até setembro e será feita por júri composto por especialistas e representantes da Fundação Telefônica. A premiação acontecerá em Lima, no Peru, em novembro, durante o 7º Encontro Internacional de Educação. No total, serão premiados 39 trabalhos, número que engloba os três primeiros colocados em todas as categorias e modalidades e inclui três prêmios especiais conferidos pelo júri: o primeiro, ao melhor trabalho colaborativo entre professores e alunos de diferentes países; o segundo, para o uso da tecnologia junto a alunos com necessidades especiais; e o terceiro, a ser votado pelos participantes entre uma seleção dos jurados.
Os vencedores ganharão equipamentos tecnológicos. Será dado um aparelho ao professor e outro à escola sala. [Fonte: Terra]
Mais informações podem ser obtidas no site abaixo:
www.educarede.org.br/premiointernacional 

Uniforme com chip registra falta de alunos em escolas na BA


Com o objetivo de manter os pais bem informados sobre os seus filhos, a prefeitura de Vitória da Conquista (BA) lançou um uniforme com chip que será distribuído aos alunos das escolas municipais. De acordo com a assessoria da prefeitura, a cidade é a primeira do Brasil a receber o fardamento digital, que teve um custo de R$ 1,2 milhão.
O projeto atenderá inicialmente 25 escolas municipais e mais de 20 mil alunos receberão o novo uniforme escolar gratuitamente. A etiqueta de cada uniforme terá um número universal, que deverá ser cadastrado no sistema escolar com os dados dos alunos e com o número de celular dos pais ou responsáveis. Um sensor será instalado na entrada da escola, confirmando a entrada e a saída do estudante. Sempre que o aluno passar pelo sensor, imediatamente, será encaminhada uma mensagem de texto (SMS) para o celular cadastrado.
De acordo com o secretário da Educação de Vitória da Conquista, Coriolano Moraes, a tecnologia vai permitir que os pais estejam mais presentes na vida escolar dos filhos. "O nosso objetivo é interagir o uniforme inteligente com o Projeto de Integração Família e Escola, para que possamos promover cada vez mais essa integração e melhorar o debate, o diálogo, o acompanhamento e a permanência dos alunos na escola", afirmou durante o lançamento da iniciativa, na terça-feira.
O chip foi instalado no brasão da escola ou na manga da camiseta. O projeto funciona de forma experimental desde o ano passado e vai passar a ser utilizado oficialmente a partir da próxima semana.[Fonte: Terra]

EUA: educação pública ruim ameaça segurança nacional


O fracasso das escolas públicas americanas para preparar eficazmente os alunos para um mundo globalizado põe em perigo a segurança nacional do país, disse um relatório do painel de especialistas, entre eles, a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice.
Neste relatório de 121 páginas publicado nesta terça-feira pelo Council on Foreign Relations, um centro de pensamento estratégico de Nova York, os 31 especialistas afirmaram que a força militar já não é suficiente para garantir a segurança e a prosperidade de uma nação.
"Hoje em dia, a segurança nacional está mais relacionada ao capital humano de uma nação, e o capital humano de uma nação está ligado à força ou fragilidade de suas escolas públicas", disse o relatório.
Em geral, "muitas escolas" não preparam os estudantes para uma economia global que está mudando muito rápido, ou inclusive para formar "uma força de trabalho ou um exército suficientemente qualificados".
"É essencial que as crianças americanas se preparem para seu futuro em um mundo globalizado", afirmaram os especialistas, entre eles a ex-secretária de Estado de George W. Bush, Condoleezza Rice, e o ex-chefe das escolas públicas da cidade de Nova York, Joel Klein.
"Devem saber ler, escrever, contar, ter conhecimentos científicos, aprender idiomas, aprender sobre o mundo e - mais importante - conhecer as instituições e os valores básicos dos Estados Unidos para viver em sua comunidade e na comunidade internacional", completaram.
Os especialistas destacaram o fato de que muitas crianças americanas estão em 14º lugar em leitura, 17º em ciências e em 25º em matemática, em um relatório de 2009 que compara o rendimento dos estudantes de países industrializados.
Para melhorar a situação, os autores do relatório pediram, entre outras iniciativas, a distribuição mais equitativa dos recursos entre as escolas.[Fonte: Terra]

Nota do Editor:
Se lá no Norte tá assim, imagine aqui no Brasil!

MEC abre inscrições para graduação gratuita a professores


Professores em exercício na rede pública de educação básica podem fazer sua pré-inscrição para cursos de licenciatura presenciais até o dia 8 de abril. Segundo o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidas 14.277 mil vagas para cursos que terão início no segundo semestre de 2012.
O programa é organizado e financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para atender os objetivos da Política Nacional de Formação dos Profissionais do Magistério da Educação Básica. Segundo o MEC, o objetivo é garantir aos professores em exercício na rede pública a formação acadêmica exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), bem como promover a melhoria da qualidade da educação básica.
São oferecidos cursos de primeira licenciatura, para professores em exercício na rede pública da educação básica sem formação superior; de segunda licenciatura, para professores em exercício na rede pública da educação básica, em área distinta da sua formação inicial, e formação pedagógica, para professores graduados, mas não licenciados.
Os professores devem acessar a Plataforma Freire, sistema informatizado do MEC para gestão da formação docente, para obter mais informações.
As pré-inscrições deverão ser validadas, no período de 9 a 23 de abril, pela secretaria de educação estadual ou municipal à qual o professor em exercício estiver vinculado. A seleção das instituições acontece entre 24 de abril e 8 de maio.[Fonte: Terra]

Sistematização do PDE - Prof. Jorge Schemes

Governo abre inscrições para 5,8 mil bolsas em sete países


O Programa Ciência sem Fronteiras recebe a partir desta quarta-feira, 21 de março, as inscrição para estudantes de graduação nas áreas de ciência e de tecnologia interessados em estudar no exterior. São 5.800 bolsas, distribuídas em universidades da Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Holanda e Portugal. A bolsa pode chegar a até 12 meses de estudos, que serão depois aproveitados pela universidade brasileira de origem do estudante. Para esses países, há possibilidade de cursos de pós-graduação e graduação sanduíche.
Veja aqui as melhores universidades para onde o governo mandará alunos
Além do domínio da língua e de estar matriculados em curso nas áreas consideradas prioritárias pelo Programa Ciência sem Fronteiras, os candidatos devem ter desempenho acadêmico satisfatório e ter cursado no mínimo 20% e no máximo 90% do currículo previsto. As inscrições vão até 30 de abril.
Os editais já podem ser consultados na página do Ciência sem Fronteiras na internet. "Com exceção de Portugal, é a primeira vez que o Brasil está encaminhando estudantes para esses países", ressalta Geraldo Nunes, coordenador geral de bolsas no exterior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Parceria entre os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da Capes e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ciência sem Fronteiras é uma iniciativa do governo federal e prevê a concessão de 100 mil bolsas de estudo no exterior em quatro anos.[Fonte: Terra]

Professores devem parar em todos os Estados a partir de hoje


Quase quatro anos após o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar a lei que instituiu o piso nacional do magistério, professores preparam a partir desta quarta-feira uma mobilização nacional para cobrar o cumprimento da lei. Em todos os Estados e no Distrito Federal, os professores prometem parar as atividades nas escolas por três dias e promover a maior mobilização da história do País pela valorização da educação.
"Estamos organizando a maior manifestação pela educação que o Brasil já teve. Em todos os Estados os professores vão cruzar os braços e protestar", afirma Marta Vanelli, secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que reúne os sindicatos da categoria. A paralisação deve atingir escolas públicas das redes estaduais e municipais e, se as demandas não forem cumpridas, em algumas localidades o protesto pode resultar em greve. "Se os prefeitos e governadores não se sensibilizarem com a luta dos professores, cumprindo com a lei federal, poderemos sim ter greve", diz Vanelli.
No dia 27 de fevereiro deste ano, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o novo piso nacional do magistério, segundo reajuste de 22% calculado com base no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Segundo levantamento da CNTE, apenas os Estados de São Paulo, Pernambuco, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Goiás e o Distrito Federal pagam aos seus professores o piso nacional de R$ 1.451,00 definido pela lei. "A confirmação feita pelo MEC do reajuste do piso em 22% deu muito gás ao nosso movimento. Os professores estão cada vez mais conscientes sobre o dinheiro público e sabem que há condições para cumprir com a lei. O piso do magistério provocou isso: uma ampla mobilização pela valorização da educação", afirma a representante da confederação.
Presidente do sindicato dos professores no Rio Grande do Sul (Cpers-Sindicato), a professora Rejane Oliveira concorda que os educadores estão mobilizados em torno da lei do piso. No Estado que paga o menor valor aos educadores do País - R$ cerca de R$ 800 - a categoria deve se reunir em frente ao Palácio Piratini, sede do Executivo, para cobrar do governador Tarso Genro (PT) uma proposta de reajuste que cumpra com o valor estipulado pelo MEC. "O governador, como Ministro da Justiça em 2008, assinou a lei do piso e, quando era candidato ao governo, disse que iria cumprir a lei sem mexer no plano de carreira. Estamos esperando que honre a promessa", diz Rejane.
O governo estadual apresentou uma proposta de pagar R$ 1.260,00 até 2014, o que foi recusado pela categoria. Além do impasse no Rio Grande do Sul, em outros quatro Estados os professores já aderiram à greve como forma de pressionar os governantes. Em Goiás, Rondônia e Piauí a paralisação teve início em fevereiro. Já no Distrito Federal a mobilização foi iniciada na última segunda-feira, para cobrar a equivalência do salário dos professores com outros servidores distritais.
Investimento de 10% do PIB na educação
Além da luta nacional pelo salário de R$ 1.451,00, os professores cobram ainda que 10% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas do País, seja investido em educação. A meta do governo federal no Plano Nacional da Educação (PNE) é estipular esse valor em 7% do PIB. "Não podemos aceitar que em um País que já se tornou a sexta economia mundial a educação ainda não seja tratada com prioridade. Esse é o momento dos governos repensarem o papel do educador, se não daqui poucos anos não vai mais haver professor em sala de aula, porque o interesse pela carreira está cada vez menor", afirma a secretária-geral da CNTE.

A categoria ainda luta para que os Estados cumpram com outra norma definida pela lei do piso: que um terço da carga horária dos docentes seja destinada para atividades extraclasse, como cursos de capacitação, correção de provas e preparação de conteúdos. Sobre esse dispositivo, levantamento dos sindicatos aponta que apenas o Acre, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Rondônia, Sergipe seguem a regra.
Informações sobre a agenda da mobilização dos educadores em cada Estado pode ser conferida no site da CNTE. [Fonte: Terra]

Pelo Twitter, educadores se mobilizam a favor do piso salarial


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se mobilizou e divulgou, em sua página oficial na internet, o chamado "twittaço", uma manifestação através do Twitter pedindo o piso salarial para os profissionais que trabalham na área educacional.
Com a hashtag #Opisoelei, as entidades filiadas à CNTE estão cobrando governadores e prefeitos o cumprimento da Lei n° 11.738/2008, chamada Lei Nacional do Piso do Magistério, que prevê um piso salarial de R$ 1.451,00 para os educadores em 2012.[Fonte: Terra]